Insensível Demais

  


Dizem que eu sou insensível demais. Minhas amigas chegam ao cúmulo de dizer que eu não tenho coração. Ora, claro que tenho, mas ele não é tão mole quanto o delas. Eu não sou fã de romantiquices. Quem se encostar achando que me conquista assim, com versos, flores e chocolate, ganha um sorriso e um agradecimento, mas não passa disso. 


Não acho que eu seja daquelas mulheres que “querem mais” ou que estejam insatisfeitas. Eu apenas sou diferente. Prefiro que façam anotações mentais e não esqueçam detalhes sobre mim, me surpreendendo ao mostrar que aprendeu algo do meu jeito, do que tentar ficar adivinhando do que gosto ou como vou reagir às situações. 


No fundo, quero apenas ter espaço e tempo pra poder entender o que acontece em meios aos momentos novos. Eu não corro com nada na vida. Vou atrás, mas entendo que as coisas tem um tempo e que, às vezes, damos sorte de estar no lugar certo na hora certa. O que me serve, fica. Se já não curto, peço licença. 


Quem me conhece chega a se assustar, mas acabam aprendendo que comigo é assim. Não é toda mulher que gosta de rosas. Me chama pra assistir um jogo meu time ou dividir um chope que eu me sinto bem mais confortável que num restaurante a luz de velas. Não que eu vá dispensar sempre coisas mais “mulherzinha”, eu só não sou assim. 


Aliás, uma coisa que você precisa saber sobre mim: não sou insensível, sou prática.

[ Gustavo Lacombe ]

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Quero Alguém pra Dividir o Frio na Barriga

 

Procuro um Amor que seja bom pra mim.

 


Eu não quero uma nova pessoa. 


Não assim, com esse rótulo. O problema das velhas pessoas não era ser isso ou aquilo. Não era culpa de uma etiqueta. Não deu certo e ponto. O que busco é alguém com quem dividir aquele crescente temor de que o romance vai dar pé. Alguém para dividir aquele frio na barriga. Alguém para compartilhar aquela sensação gostosa de que está se construindo algo. Nem melhor, nem pior. Diferente, sim, só de ser nosso. Talvez eu busque outros caminhos e aja de outras maneiras em relação a tudo qe já fui com outras pessoas, mas o que quero evitar são as comparações. A comparação é uma das portas de entrada para coisas ruins num relacionamento. O que sei, de certo, é que quero alguém para curtir sorrisos, multiplicar abraços e ser feliz. Alguém sem medo de deixar criar raiz, mas que saiba colocar freios se for preciso. Alguém que me faça colocar anotações mentais em negrito sobre seus trejeitos, mas que também entenda os meus. Alguém que ceda comigo, cuide comigo, seja comigo.

[ Gustavo Lacombe ]



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Retribuição

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Então deixa eu te beijar até você sentir vontade de tira a roupa

 

Você me olha de um jeito e é certo: eu não vou parar. Continuo por conta do bem que você me faz e por tudo que tem me feito sentir. É uma forma de carinho. Você acha que vale a pena interromper nesse momento? Claro que não. E, logo depois, sei que você vai acabar falando. Vai verbalizar o que seus olhos já gritam.

Continuo porque teu sorriso me dá combustível pra encarar todo o resto. E você não sabe a delícia que é te ver perdendo o fôlego e abrindo a boca em risos e sons. Faço por isso, pra te dar um pouco do prazer que tenho por te ter comigo. Às vezes, quando estou longe, tenho a sensação da tua mão me percorrendo e fecho os olhos para aproveitar a miragem.

Agora, tão perto, não paro até que seja feito que for da tua vontade e o corpo se dê por satisfeito. Acho, às vezes, que se nos esforçássemos mais para colocar alegria na vida das pessoas que gostamos, só por compensar o presente de tê-los, seríamos seres melhores. E eu não vou parar. Continuo até que você se ria toda. Até que eu consiga te mostrar o tamanho do carinho.

Porque tudo isso que faço é mais uma tentativa de retribuir o prazer de ter você comigo.

[ Gustavo Lacombe ]

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Carta ao Amor que Deu Certo

Se a Sorte lhe sorriu, por que não sorrir de volta?

Eu achava que era mentira isso de viver uma grande história de Amor. Ria dos casais apaixonados que passavam na minha frente e sempre os condenava a provar do fim mais cedo ou mais tarde. Na minha cabeça, todo começo existe porque, necessariamente, precede um final. E na minha eterna ignorância de achar que viver a dois era uma bobagem, acreditava que nunca me veria numa relação assim. 

Eu achava um monte de coisas ruins, mas a grande verdade é que eu ainda não havia sido encontrado. Não havia topado com ninguém que me fizesse crer que valia a pena dividir meus medos, minhas inseguranças e compartilhar sonhos, multiplicar sorrisos e querer sempre mais da presença. No meu pouco vivido não tinha havido nada de tão significativo ainda, até que seus olhos apareceram. 

Até que, quando vi, já ansiava pelos próximos encontros e passei a enxergar alguma graça nos cinemas de domingo. As festas de sexta ainda eram muito interessantes, mas passaram a ser melhores contigo ao meu lado. O meu egoísmo logo se vou retraído pela vontade de sempre querer alguém por perto para viver momentos, ter experiências juntos. Confesso que sempre debochei das mensagens por nada, dos “bom dia” e “boa noite” sem maiores intenções, mas como simples gestos de carinho mesmo. 

E aí, quando me vi ligando pra você pra saber do se você tinha chegado bem em casa depois daquele jantar, me assustei. Me vi fazendo tudo aquilo que ria dos outros, e ri de mim. Que idiota é aquele que não muda por acreditar tão cegamente em algo. A vida é isso de mudar tudo que a gente conhece em pouco tempo e nos apresentar a outra realidade sem que ao menos se consiga perceber a mudança. 

E foi dando certo, e eu fui mudando, e foi dando mais certo, e eu fui te amando. 

Não foi o primeiro namoro nem o primeiro “eu te amo”. Cada um tinha a sua história anterior e coube a gente saber respeitar a trajetória descrita até o nosso encontro. Hoje eu mal consigo dizer precisamente onde foi que eu comecei a gostar tanto assim de você. Não sou capaz de dizer onde, exatamente, eu mudei, mas sei que foi algo aí que mexeu o suficiente aqui. 

Não me tornei completamente outra pessoa. Continuo tendo sonhos, desejos e vontades que tinha. Mantenho meus gostos, vejo os mesmos programas e como o mesmo tipo de comida. Você, do seu lado, também me diz que se sente assim. Entre tudo isso que ainda fazemos igual, apenas adicionamos o prazer de ter um perto do outro. Interseção gostosa onde cultivamos aspirações, metas e inspirações a dois. 

Como dizem por aí, já éramos inteiros antes de nos conhecermos. Não nos completamos, apenas colocamos um pouco tempero na vida. Logo eu, que achava uma grande besteira isso de viver uma grande história de amor, me vi dono desse sentimento tão grande. Sentimento que foi dando certo, e eu fui mudando, e foi dando mais certo, e eu fui te amando ainda mais.

[ Gustavo Lacombe ]

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Amar é Ter Certeza

 

Se isso não é o Amor, o que mais pode ser?

 


Amar é ter a certeza de que nenhuma outra pessoa servirá. 


É o prático desejo de estar junto, sem rodeios. É a certeza do ciúme, da briga por excesso de paixão, de fazer as pazes fazendo mais amor. Amor é a certeza de que quer a outra pessoa bem, mesmo que não seja com você. É a certeza de buscar uma utopia, mas ir se virando com a realidade. Amor é tudo aquilo que se condensa em carinhos pelas pontas dos dedos inquietas por ter o ser amado tão perto. 


Amável é a segurança daqueles que escolhem alguém para tecer seus sonhos e bordar uma rede de confiança. Amor é contagioso, e por mais que as pessoas ao redor critiquem o casal que não se desgruda, ou admitem que todos tem essa fase ou querem estar nessa fase. O amor é a certeza de que os olhos do outro, por mais que não estejam nos seus, conseguem te enxergar toda vez que se fecham. 


Amar é ligado diretamente ao empirismo, só o conhece quem o aceita, o abraça e se joga, vivendo tudo que é possível dele. Amar é a certeza de que o sorriso do outro é tão fundamental quanto o seu, e isso, às vezes, exige sacrifícios aos quais não estamos preparados. É o abrir mão de coisas, de momentos e, por mais paradoxal que pareça, até mesmo do próprio amor. 


Amar é, de certo, uma doença. A única cura possível é a própria propagação do vírus para outros corações. Amor provoca uma confusão, mas que se desenrola na certeza de saber, ao menos, que a felicidade é o que importa. Amar é ter certeza, independente de qual ela seja e do bem que deseja. 


E que Deus nos proteja de  amar em vão.

[ Gustavo Lacombe ]



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Quando foi Chuva

 

No teu corpo eu fui chuva.

 

Quando não procurava, fui encontrado. Ou foi, praticamente, um esbarrão. Fosse o que fosse, se assemelhava ao sair de casa sem guarda-chuva e ter o corpo tomado no virar do tempo. Sem ver de onde surgia tanta água, sem saber o que fazer, sem ter pra onde correr. Quando já pensava em desistir de encontrar abrigo, finalmente entendi: precisava me molhar por inteiro pra ser devolvido à vida e ficar desperto para as coisas que cruzam nosso caminho sem que percebamos. 

E depois de abrir o céu, já não era mais o mesmo.

 Ainda desejava cada gota, ainda sentia escorrer em mim todo o mar que me pegou desprevenido. Vindo do céu, facilmente seria confundido com uma bênção. Vindo de onde quer que fosse, facilmente seria identificado como o principiar de um arrepio que sobe pelas costas e parece não querer se conter ao corpo, mas transbordar em um sorriso.

Quando nem ao menos imaginava ser possível que algo assim cruzasse meu caminho, me peguei sorrindo com os truques que a vida impõe. Tive apenas que agradecer pela grata surpresa que, numa interseção do Destino, lavou minha alma. Por fim, quase delirando no querer de sentir aquilo tudo de novo, imaginei que toda água seria pouca. Queria mais. 

Mais daquela água que ainda me adoçava a boca.

[ Gustavo Lacombe ]

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Com você eu vivo, Sem você sobrevivo.

  

Eu poderia muito bem viver sem você. 

Não sou daqueles que chega ao ápice do drama e diz que “eu não vivo sem você”. Vivo, só não faço isso muito bem. Sobrevivo. Sou capaz de levar alguns dias em seqüência sem que sequer me dê conta da sua falta, mas inevitavelmente uma hora a conta chega. Procuro alguém pra contar minhas besteiras, pensar comigo os assuntos e dividir coisas novas. Não acho ninguém. 

Não é que eu busque você em outras pessoas, tente achar as suas qualidades e defeitos num novo encontro. Nada disso. É que me falta você. Para o bom e para o ruim, para a alegria e para a tristeza, para o dia a dia e para os planos. Sim, já disse que poderia passar por tudo sem a sua presença novamente aqui. Ainda respiro, ainda busco meus objetivos, ainda trilho meus próprios caminhos e assim vou vivendo, mas de mão de dada com meu ego. 

Aliás, travo brigas homéricas com ele sobre se devo ou não te procurar. Quanto mais eu digo que quero, mas ele me nega a necessidade disso. Minha cabeça me faz imaginar meu corpo em outros abraços, mas sempre acabo fantasiando tudo contigo no final. Eu estou levando, só não estou fazendo isso muito bem. Por mais que alguns dias sejam bons, percebo que eles são todos muito iguais. Falta a graça da coisa. 

Viver sem você eu até consigo, mas é que a vida é muito melhor com você aqui perto de mim.

[ Gustavo Lacombe ]

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