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Água na Boca

 
 Eu vivo a confusão de querer você aqui comigo pra gente fazer tudo que der na telha. De um cafuné carinhoso até tirar a roupa com gosto. Eu vivo o lado safada e o lado santa ao mesmo tempo. Parece que acontece uma mistura de sensações e emoções tão intensa em mim que só de pensar me sobe um arrepio e me afaga os cabelos a memória do teu carinho. 

Rio sozinha. 

Até as paredes já estranham minha atitude bipolar. Sou a calmaria de uma tarde de conchinha e o tumulto dos lençóis numa noite fogosa. Fico, às vezes, envergonhada. Confidencio às amigas mais próximas (quase) tudo que se passa na minha cabeça com a discrição de assassino em série. Louca pra te matar de prazer. Olho para algumas pessoas na rua e me pergunto se elas também sentem isso de vez em quando. 

Ora, penso, somos todos humanos. Suscetíveis a tal fato. Desejo que todos no mundo, pelo menos uma vez na vida, se sintam amados como eu me sinto por você. Conto os segundos, risco os dias, apresso o passo. Você não sabe a tortura que é em certos dias ficar sem teu abraço. E mesmo que a gente brigue em alguns momentos, sei que é apenas o tempero da relação. Somos tão simples quanto um mais um somar três. 

Água na boca, fico enumerando as razões pra você largar tudo que estive fazendo e vir me ver. Não precisa de muito, né? Dizer que já estou sem calcinha deve bastar. Penso isso e começo a rir sozinha enquanto envio a mensagem. Que me perdoem aqueles que não acreditam no Amor, mas a gente deu certo. Até quando Deus quiser. Até quando os dois quiserem. Da minha parte, por um bom tempo. 

Eu quero a delícia de ser a mulher ao teu lado e de te ter também ao meu lado. Parece a mesma coisa, mas você sabe que não é. Assim, cuidando um do outro e saciando devidamente as vontades que dão no corpo, a gente vai se entendendo. A gente vai levando esse romance apimentado com gostinho de quero mais. 

Sempre mais que ontem, bem menos que amanhã.

[ Gustavo Lacombe ]

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Me Levou Para Um Cantinho 

  
Encarou-me e deu sorriso de lado. Eu, meio sem acreditar, baixei os olhos e pensei “é mentira”. Virei de costas. Fiquei de frente pra turma que me acompanhava naquela balada. Ou night, no vocabulário mais próprio ao carioca. Voavam pensamentos do diversos e um sobressaía. Essas coisas nunca acontecem comigo. Então, por que hoje, eu teria essa sorte? Virei o pescoço pra tentar enxergá-la. O inconfundível vestido preto – com aquelas pernas de fora – estava ali, mais perto agora. 

Tentei encará-la, mas já estava bem mais perto do que eu tinha reparado. Passou por mim devagar, sussurrou no meu ouvido “vem cá”, e nem sequer se deu ao trabalho de olhar para atrás. Ela sabia que eu a seguiria. E eu, feito um bobo, fui. Com os passos ritmados ao som da música que enchia o ambiente, vi a hora que ela parou num cantinho. Escuro. Parecia conhecer cada espaço daquele lugar. Parecia que capturava a presa e a levava pro banquete. 

Para ser o banquete. 

Quando eu cheguei, minhas mãos suavam. Ela jogou o cabelo castanho pra um lado, me ofereceu o pescoço e disse “morde”. Não, essas coisas nunca acontecem comigo. Pude ver a ponta de uma tatuagem que, provavelmente, descia pelas costas dela. Mordi ali. E fui subindo. E tudo subia junto em mim. A pressão arterial, os batimentos cardíacos e, claro, o que você está imaginando também. Quando cheguei na boca, ela quase arrancou um pedaço do meu lábio. Não sei quem nos via. 

O ambiente era mal iluminado. Propício. As pessoas tinham mais o que fazer do que tomar conta de nós ali. Pensei em perguntar o nome dela, mas minha língua já estava ocupada demais. O cheiro do perfume invadia meus pulmões sem pedir licença alguma. Quando eu dei por mim, pensei “puta que pariu, que sorte”. Não havia tempo pra ficar me perguntando o motivo daquilo. Há momentos na vida em que só é cobrado vivê-los. 

A música pareceu aumentar. O escuro também. Ela botou a mão por dentro da minha calça e me encarou. Deu outro sorrisinho malicioso. Me arrastou pro banheiro. Se alguém viu? Não sei. Sei que a gente se trancou numa das cânones e ela me chupou. Tirou uma camisinha de um bolso escondido no forro do vestido. Praticamente me comeu. Descansou alguns segundos no meu colo e, outra vez sorrindo, pediu meu celular para anotar o telefone, abriu a cabine e foi embora. Deixou registrado com o nome “Sorte”. 

Ô, Sorte.

[ Gustavo Lacombe ]

“Destino, Acaso ou Algo Mais Forte”, meu primeiro livro, é encontrado aqui: http://www.bitly.com/LivroLacombe

Todo Final é Pai de um Novo Começo

tumblr_mvmbxwkvSd1s5etp0o1_500 Você nunca sabe qual rumo que a vida vai tomar. Deseja que siga para alguns de seus sonhos ou objetivos e que acabe por lá mesmo. Espera a inevitabilidade de ser feliz depois de um tempo procurando por isso. O que a gente não para nunca para pensar são os percalços que se enfrenta até chegar nesse semi-utópico “lá”. É por isso que, sem dúvida, a estrada sempre vai ser mais divertida do que a chegada. É por isso que o fim, mesmo sendo o desfecho pra tudo aquilo que se quer, é apenas um pedacinho pequeno de toda a história.

A viagem em si é bem mais importante. Pode ser, inclusive, que no meio dessa trajetória você pense, repense, inverta prioridades e descubra que estava indo na direção errada. Ou precipitada. Quem sabe, então, vai acabar se dando conta de que lugares antes passageiros se tornaram verdadeiras moradas. Lugares esses que não se restringem apenas a cidades ou localidades propriamente ditas. Esses lugares podem ser pessoas, sentimentos e outras coisas que nos pegam com aquele gostinho bom de “é exatamente aqui onde eu quero e deveria estar”.

E a gente nunca sabe onde pode acabar parando.

Aliás, se tem uma coisa que entendi, é que não se deve parar nunca. É preciso manter essa inquietude de aprender e descobrir, procurando ser melhor a cada dia. O Amor vem na esteira junto com isso tudo. Para ele, sempre se quer um porto-seguro, mas é fundamental perceber que esse porto é apenas o ponto de partida para qualquer outro lugar, agora junto de alguém. Até porque, nessa coisa de rodar na longa estrada que é a vida, ter uma companhia para admirar a vista e um abraço pra chamar de lar é dar um colorido maior a tudo. E que não se tenha pressa em achá-lo.

A maioria das coisas que se tornam fundamentais na nossa vida nos chegam como se fossem dispensáveis, mas acabam ficando por provarem o quanto precisamos delas. Ah, e tem mais: há tanto para se viver e descobrir que o fim de um ciclo tem que ser tratado apenas como mais uma etapa. Assim, descobrindo que existem mais chegadas e partidas do que podemos imaginar, vamos tateando nosso futuro devagar, até que chegamos a um ponto em que nos perguntamos “é aqui mesmo onde eu quero estar?”.

Se você for de “não”, reafirma-se o propósito de continuar. Se for de “sim”, perceberá que precisa continuar também, mesmo que julgue ser o final daquela jornada. De uma forma ou de outra, vai continuar seguindo porque enxergará que vida tem seus ciclos. Sempre há algo por fazer. Algo diferente. Algo por viver.

Porque todo final é pai de um novo começo.

[Gustavo Lacombe ]

“Destino, Acaso ou Algo Mais Forte”, meu primeiro livro, pode ser encontrado aqui:
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Se Cuida.

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Eu não vou conseguir te fazer feliz. Não vou conseguir mudar meu jeito para conseguir atender as tuas necessidades. Talvez seja melhor a gente parar por aqui antes que alguém se machuque. Antes que você se machuque. Eu não quero ter na conta as tuas lágrimas. Prefiro sair da tua vida assim, de cabeça erguida. É melhor do que ter que pegar a porta dos fundos depois de uma briga – aquela em que você vai jogar na minha cara tudo aquilo que eu não pude ser.

Não pude ser, e que você tanto quis que eu fosse.

Eu sei que, quando a gente gosta, aceita os defeitos. Eu vejo o tanto que há de esforço para que possamos continuar essa história, mas somos muito diferentes. Não estou inventando desculpas e nem vou falar que “nosso momentos não são compatíveis”. Nós dois procuramos pessoas legais, mas eu acho que não sou essa pessoa para você. Eu não me importo com algumas coisas que, do teu ponto de vista, são casos de vida ou morte. E o contrário também acontece. Gosto muito de você ao ponto de entender que não vou conseguir ser a pessoa que você merece ao teu lado. Não hoje.

E, se já não podemos viver esperando pelo dia em que algo novo aconteça, quanto mais ficar sentado aguardando alguém mudar pra ficar com a gente. Eu vou entender se você acabar chateada e disser com todas as letras que eu nunca gostei o suficiente. Isso não é verdade. Só não quero ficar dando murro em ponta de faca e continuar desgastando nós dois. Capaz de chegar a um ponto em que nada sobrará. Um ponto em que as coisas boas já feitas serão eclipsadas pelo mal causado no final. Eu quero muito que você seja feliz, mas sei que eu não vou conseguir fazer isso.

Se cuida.

[ Gustavo Lacombe ]

Para ler mais e me levar pra casa:
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Eu Sei Tocar Piano

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Achei engraçado o que ouvi num dia desses. Um conhecido meu, depois ter sido apresentado a uma menina, voltou a estudar piano. Aí, você me pergunta o que uma coisa tem a ver com a outra. Simples. Durante a conversa entre os dois, ela disse que adorava homem que toca instrumento. Ele não se fez de besta e mandou logo um “eu sei tocar piano”. Mentira. Ele, no máximo, consegue praticar algumas escalas. Talvez uma musiquinha de Natal aqui, outra peça simples ali, mas nada de demais.

O plano? Impressionar a guria, claro.

No dia seguinte ele já tinha ligado pra professora e marcado a volta às aulas. Acabou mudando toda a sua rotina para encaixar aquelas horas na frente do velho piano de parede do pai e realmente cumprir a promessa que tinha feito à garota: um dia toco alguma coisa legal pra você. Eles passaram a se encontrar mais frequentemente e a conversa sempre voltava ao instrumento. Ela ria do jeito meio bobo dele e dizia baixando os olhos com vergonha “piano é lindo”.

Talvez seja essa disposição que esteja faltando hoje em dia com as pessoas. Mal levo em consideração o fato do cara ter exagerado ao dizer que tocava. Fala sério. O esforço dele em tornar mais que realidade aquilo que tinha dito só pra impressionar aquela garota já era algo de se bater palma. Quando os amigos perguntavam o porquê daquilo tudo, ele simplesmente ficava vermelho e guardava a resposta que tinha pra dar.

Talvez os vizinhos não tenham gostado muito daquela barulheira toda no meio da tarde. Nada é mais chato que alguém aprendendo a tocar um instrumento. Não sai nada de muito interessante dali. Só que, uns dois meses depois, ele finalmente conseguiu convencê-la a ir escutá-lo. E não foi um convite malicioso. Chamou-a pra assistir a uma aula mesmo, com direito a exercícios intermináveis e músicas sem graça levadas pela professora e ensaiadas à exaustão.

Depois da aula e da professora ir embora, ele tocou “My Funny Valentine”.

Ela conhecia, sorriu. Ele sabia daquilo, viu. Errou umas três notas, nervoso. Devolveu o sorriso. Ele sentou um pouco mais pro lado do banco e fez sinal pra ela se sentar ao seu lado. Ela veio. Se encostou. Sorriam de novo. A música acabou, mas outra coisa começou. Um beijo. Uma história. Pensou na resposta que nunca deu aos amigos, mas que sempre pensava quando eles perguntavam:

– Se vocês vissem nela o que eu vejo, não aprenderiam só um instrumento. Construiriam logo um foguete só pra mostrar como fica o coração toda vez que ela se aproxima.

[ Gustavo Lacombe ]

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Saudade de Você, um Buraco em Mim.

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Estão faltando seus olhos no espelho do banheiro. Seja retocando a maquiagem ou simplesmente se olhando enquanto escova os dentes e se pergunta se aquela olheira um dia sai. As noites são sempre curtas ao lado de quem a gente ama, eu sei. Falta também o teu cheiro no grudado no lençol. Aquela essência tua que fica por dias na roupa de cama e que sempre penso três vezes antes de botar pra lavar. Penso que podia ter teu corpo aqui marcando o tecido do sofá.

Queria você ali jogada ou deitada no meu colo pedindo cafuné.

Eu tô querendo pedir mais do teu carinho. Mais de nós dois. Esse sentimento tão maluco que se fez presente em mim de uma hora pra outra tem me feito pensar em “antes” e “depois” de certas coisas. Você como marco zero da felicidade. Sinto muito a sua falta, sabia? Tipo, quando você começa a pegar no sono e eu me mexo na cama, até a tua reclamação de “fica quieto” me dando um soquinho no braço me faz sorrir. Ou, então, quando pede pra eu desencostar no meio da madrugada dizendo que está com calor.

Fico imaginando ouvir teus passos pelo corredor, torcendo pra que não seja o vizinho, mas uma visita surpresa. Queria que o olho mágico te colocasse do outro lado da porta agora. “Meu bem, só vim te ver”, seria tua fala. Ou não falaria nada e já chegaria me agarrando pra gente colocar o amor e a vontade em dia. Tem faltado tuas palavras na minha rotina, o ventinho que sai da tua boca enquanto fala e que me faz sorrir só de ouvir o som da tua voz.

Sinto isso tudo, mas você sabe o quanto sou reticente para começar a declamar “não sei viver sem você”. E, aqui, já ouço todo o teu discurso sobre como é preciso manter a individualidade de cada um. Até desses teus monólogos eu tenho saudade. Paro pra te escutar e viajo. Fecho os olhos e te vejo. E viajo de novo.

Falta um monte de coisa, mas sobra saudade.
Saudade de você, um buraco em mim.

[ Gustavo Lacombe ]

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A Vida Amorosa do Cafajeste

Cafajeste

Me chamam Lobo-Mau, me chamam Lobo-Mau…

É meio tragicômico, mas uma hora o cafajeste aprende que não pode ter todas as mulheres do mundo. Não se trata de simplesmente olhar e querer, abordar e conseguir. Estou falando de manter o “rebanho”, com todos os apelidos carinhosos e pejorativos que ele guarda para cada uma de suas novilhas, novinhas e afins. O poderoso Senhor de várias, de repente, se encontra sozinho em seu pasto imaginário. Mal sabendo que, em qualquer analogia anima,l seria ele a comer grama.

Um verdadeiro burro.

Tudo bem que esse “de repente” escrito aí em cima não é bem desse modo, tão de repente assim. Antes de ser atingido pela epifania de que não pode ter todas as mulheres na sua cama, ele vai passar por diversos estágios. Vai se pegar admirando a beleza da última bunda conquistada enquanto pensa nas primeiras e como era fácil demais a arte da sedução. Era mais jovem, mais viril. Começará a lidar com as rejeições mais frequentemente, sempre torcendo o nariz e dizendo que pra cada mulher que come, outras três dão o fora.

O cafajeste vai resmungar um “sempre foi assim” sorrindo e com a cara mais lavada possível. Vai ouvir mais comumente de amigos e pessoas próximas o quanto é vazio. Ouvirá aquele famoso conselho que, continuando desse jeito, acabará sozinho. E antes que a previsão se acerte, vai ser obrigado a amargar uma noite de vingança por parte de alguma dessas mulheres que se sentiu usada nas suas mãos. Vingança essa que não virá com algo feito especificamente pra ele, mas com os sorrisos nas fotos do casamento dessa moça.

Nesse dia – e esse dia sempre chega, como um cheque sem fundo que cobra sua conta – ele se perguntará se poderia ser ele no lugar do noivo. Se, vestido com aquele terno italiano feito sob medida que ele tem no armário, poderia ser a sua vez. Entretanto, logo ele deixará o pensamento embaçar ao olhar as madrinhas que, em fila, parecem desesperadas para arrumar um homem. E esse, sim, é o homem que ele pode ser pra elas. Sempre foi assim.

À reboque dessa noite, viverá algumas outras experiências como encontrar alguma de suas ex no shopping de mãos dadas com outro cara. Sorridente e feliz. Ou, pior, telefonará para algumas das meninas em sua interminável agenda-cardápio e será descartado. Por todas. O motivo de todas que atenderam do outro lado da linha: prefiro ficar sozinha do que passar outra noite contigo. E vocês pensam que ele se deixará abater? Claro que não.

Vai repetir pela enésima vez a velha frase “sempre foi assim”.

Até que uma hora vai acontecer o inevitável. Entre recordações de festas, conquistas e muitas bocas que passaram por ali, ele se olhará no espelho e tirará a conclusão mais óbvia do Mundo: não se pode ter todas. E antes de tomar um calmante e realmente repensar todo o seu modo de encarar o jeito com que levou as relações que teve durante todo esse tempo, vai sentir a ficha da solidão cair. Sozinho, adormecerá disposto a mudar, em meio aos pensamentos de que é um merda na verdade.

No dia seguinte, acordará medindo o que sentiu por todos aqueles seres do outro sexo com quem brincou. Descobrirá alguma de quem realmente gostou, ainda que depois abrisse mão dela em nome da vida de galã que levava. Ligará e, a partir desse momento, é impossível prever o desfecho da história. Entre a possibilidade de ouvir uma risada do outro lado da linha e a afirmação de que ela sempre esperou por aquela ligação, há muito mais arrependimentos e variáveis que nossa vã filosofia pode conhecer.

O certo é que, cedo ou tarde, todo cafajeste vai querer ser o mocinho. De verdade. Sem máscaras, jogos ou premeditações de mandar embora a última conquista. Quando sentir o frio lhe abraçar o corpo. Quando pensar que poderia ter tido alguém como companheira, mas preferiu ser assim vazio.

Aliás, sempre foi assim.