Você é Bonita de Qualquer Jeito

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Mulheres dizem que o homem não entende quando ela precisa de mais tempo para se arrumar. Besteira. Qualquer homem que repare na mulher que ama vai entender que é preciso alguns minutos a mais para completar todo o visual.

Independentemente da ocasião.

Claro que para assuntos mais corriqueiros a exigência não é a mesma, mas há sempre aquela mulher que só sai de casa de rímel e batom. Ou que se esquecer de passar perfume sente-se pior do que estar sem o celular. Tá bom, exagerei.

O que quero dizer, no final das contas, que basta o homem conhecer sua pequena bem para entender que ela precisa daquele tempo para se sentir completa. E que isso, então, inclui ficar cheirosa, maquiada, bem vestida: bonita. Poder sair de casa e estar bem consigo mesma.

E, por que não?, pra nós homens também.

Claro que o homem entende quando é preciso mais cinco minutinhos – ainda que pareça uma eternidade. Porque ele olha e pode notar algo faltando na mulher que ama. E quando ela começar a se queixar de que esqueceu isso ou aquilo, responde da maneira mais verdadeira e clichê que existe.

Você é bonita de qualquer jeito, meu bem.

[ Gustavo Lacombe ]

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Vale a Saudade

 

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Porque, quando dá saudade, não há hora do dia que te diga “não ligue”, “não procure”. Pode ser de madrugada, pode ser de manhãzinha, no meio da tarde onde aquela obrigação não pode ser adiada. É sim, sem freio e sem nada na cabeça. Ou melhor, com alguma pessoa especial demais para deixar que a saudade esfrie.

Como se conseguisse, né?

Mesmo que pareça arrefecer, basta alguma outra coisa aparecer pelo caminho para ela voltar com o dobro da força, triplo do tamanho e sabe-se lá quantas vezes mais intensa. Solução tem, mas não acredito que seja em definitivo. No instante seguinte em que a presença se tornar passado, o espaço volta a ser preenchido pela falta. Ainda assim, vale o risco.

Vale te ter alguns curtos momentos ao meu lado e outros mais longos longe. Vale, mesmo que o tempo seja distorcido pelos meus sentidos e o que ocorra seja exatamente ao contrário. Cinco minutos a mais ao seu lado certamente não são o mesmo que cinco longe de você. Ainda mais quando a solidão me abraça. Obviamente, um abraço que nunca será parecido com o seu.

De qualquer modo – e, por favor, não se incomode com os meus devaneios provocados por estar distante demais do seu carinho -, isso tudo é só pra dizer: apareça.

Porque qualquer risco de sentir saudade de novo sempre é compensado com a chegada do seu sorriso.

[ Gustavo Lacombe ]

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Deliciosamente Ela

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Ela é deliciosamente bonita.

Tem o tamanho exato das minhas vontades, seja no encaixe de uma conchinha preguiçosa no sofá ou no chão do box que conhece o peso dos nossos corpos deitados sobre ele. Fico bobo admirando aquele corpo num biquíni ou aqueles olhos por trás da câmera enquanto brinca de parar o mundo. Mal sabe ela que o meu mundo para toda vez que ela entra ou no pensamento (e rouba a concentração do que estiver fazendo) ou na cena (aí, então, desviando o foco de todos e direcionando só pra ela).

Seu melhor vestido é o sorriso e sua melhor fala é o abraço.

Nem o mau humor que em alguns momentos a pega tira a graça. Ela fica nervosa e mais bonita ainda do que já é. Acho divertido quando ela joga a cabeça pra frente e pra trás tentando colocar o cabelo no lugar depois do banho. Para e pergunta, com um ar debochado “o que você tá olhando?”. Eu? Nada, imagina. Só como você é deliciosamente linda. Ela não concorda e diz que não, logo antes de dizer que está gorda, que eu sou cego e um bobo.

Deliciosamente ela.

[ Lacombe ]

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Sonhos, Devaneios e Afins

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Em alguns sonhos eu sou teu espelho.
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Acabo te dizendo algumas verdades que você julga inconvenientes. Não, nunca disse que era gorda nesses devaneios que tive – mesmo você falando pra quem quiser ouvir que precisa emagrecer. Eu apenas fico repetindo, olhando pras suas curvas, pros seus peitos e parando nos seus olhos: como você é gostosa. Quantas vezes te vi ficar vermelha, pegar uma blusa no chão e se esconder logo.
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Pra quê? Já te conheço inteira.
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Me atento, também, noutras curvas. Teu sorriso sempre tira o foco de qualquer outra coisa ao redor. E, saiba você, fui diversas dessas outras coisas nas minhas loucuras. Não é nessas horas que a imaginação é o limite? Não é nessas horas que eu posso escolher o que quero ser, como quero vir, o que quero deixar, o prazer que quero e me proponho a entregar? Não é nessas horas que posso ser qualquer coisa que te cerca?
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Confesso, já delirei o suficiente contigo para ser o batom e ficar o dia inteiro sentindo teu gosto. Fui perfume, grudado ao pescoço e deitado em teu colo, fixado na pele da qual não teimaria em sair. Fui um arrepio. E, mesmo percorrendo tuas costas rapidamente num dia frio, durei tempo suficiente pra você querer de novo. Inclusive, sonhei em ser chuva.
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E te tomei o corpo inteiro.
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Nesses desejos de ser muita coisa, acabo sempre acordando sendo apenas eu. Revejo um retrato, relembro algum fato e, me dou conta, preciso ser apenas isso mesmo. Um homem pra você. O homem. Que ainda anseia pelo gosto, pelo pescoço e pelo arrepio. Que ainda te acha tudo isso – e gostosa é pouco. Que ainda viaja no seu sorriso. Que sonha em ser muita coisa.
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Todas elas contigo.
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[ Gustavo Lacombe ]
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@glacombetextos

Eu Sei Como Estamos

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Eu sei que não tá tudo bem. Sei que quando a gente se fala as conversas tem parecido vazias e que tem ficado um sentimento de que é preciso esfriar o que aconteceu. Deixar passar, esquecer. Besteira pensar assim, eu sei. Porque, mesmo agindo como se nada tivesse acontecido, agir dessa maneira já é deixar claro que algo tem acontecido. É complicado mesmo, mas você entende?

Deito a cabeça no travesseiro e não consigo dormir.  Lembro de você e me inquieto logo. Penso em mandar uma mensagem, ligar. E ligo, dá ocupado. Ufa, talvez não fosse a hora. Merda, queria falar contigo agora. É ambíguo, é estranho, sou eu lutando pra viver. Só que assim não dá. Esse orgulho bobo no meio de nós dois em que não declaramos o que já se sabe faz tempo. Deixemos de briga e façamos as pazes.

Toda essa guerra fria pra quê?

Sei que muitas vezes acabo saindo como vilão, mas nem sempre a culpa é toda minha. No fundo? Dane-se de quem é culpa, quem começou, quem atirou a primeira pedra ou quem deu o primeiro passo errado. Danem-se as culpas, porque depois só sobraremos nós e o arrependimento em ter desperdiçado esse tempo brigando. E, espero eu, veremos o quanto estivemos errados. Os dois. Juntos.

Que a tristeza por te ter tão nublada entre esses dias em que não estamos bem logo passe. Que volte ao Sol da rotina boa que é ser teu sem medo, sem dúvidas. Eu sei, meu bem, que não estamos nos nossos melhores momentos, mas quero de volta nossos Greatest Hits. Essa distância toda não vai dar em nada de bom pra nós. E é impossível falar em nada quando em nós já deu amor.

[ Gustavo Lacombe ]

Aviso Logo

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Aviso logo que eu não quero ser só um amigo. Sei que pode ser cedo, pode ser precipitado e outras coisas, mas não vou conseguir reduzir os impulsos que essa vontade dentro de mim vem dando. Faço um caminho inverso aos que emitem chamados de segurança de “não se aproxime demais, eu não quero nada sério”. Seriamente? Se envolver e despertar algo de bom no outro já é um assunto sério.

Então, quando inventar um apelido carinhoso para o cinema de domingo, quando falar de mim aos amigos, e quando chegarmos nos lugares sozinhos e nos perguntarem cadê o outro, preocupe-se. Nessa hora, pode apostar, eu vou estar me sentindo cada vez mais preso na escolha que fiz de ficar com uma pessoa só. Isso é liberdade. Isso é poder ir para qualquer rumo e optar por um único: os seus braços.

Acredito que ainda vá precisar de mim em muitas coisas. Boas ou ruins, eu sempre estarei lá por você. Ou aqui em casa mesmo. Meio que não importa o lugar quando a gente tem por perto alguém que nos faz sempre se sentir bem. O que quero dizer é que, de todos os aspectos que temos nessa relação hoje, a nossa amizade é um dos que eu mais gosto. E isso nunca vai se acabar.

Já tô deixando avisado que é pra você depois não dizer que eu te enganei, que eu fiz você se apaixonar, que eu fui entrando na sua rotina e, de repente, não sabia mais sair. Eu tô avisando porque eu tenho a clara intenção de me aproveitar de você, de me divertir com você, e ser bem mais pra você. Pode ir testando com o espelho, mas se quiser começar a praticar, pode colocar um “meu” antes de me chamar de “bobo”. Sou seu bobo mesmo. Seu louco por você.

Juro que eu vou entender se você se afastar depois disso que disse. A sinceridade cobrada aqui pode ter dois gumes. Mas me abrir e te perder não combinam, eu acho. Podemos ainda estar longe de qualquer maior passo, só que o caminho pra mim já é inevitável e sem volta. Esteja avisada.

[ Gustavo Lacombe ]

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Que se Chama Amor

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Você atende o telefone e meu coração dispara. Não por nervosismo da falta do que falar, mas porque eu sempre fico assim mesmo antes de começar dizendo “oi, amor”. É bobo, eu sei. Ainda assim, é o jeito estranho que me deixa o ouvido sensível à sua voz. Estremeço e reajo no milisegundo seguinte, quando meu corpo recebe um impulso nervoso traduzido na assimilação do fato:

Eu amo essa mulher.

Se deixasse a saudade me levar, então, acabaria passando pelo fio do telefone e sairia ao teu lado. Não sei se apenas palavras tem o poder de mostrar alguma coisa, mas se o simples gesto da ligação contar já está valendo. Essa coisa toda de distância – e não importa o tempo que ficam afastados dois corações que se amam, é uma complicação que chamada alguma consegue dar fim. Ameniza, ao menos.

Com a incrível capacidade que tem a sua ausência, me tornando atento a qualquer detalhe, peço uma risada sua e já relembro toneladas de outras vezes que rimos juntos ou que ouvi esse meu som preferido por algum motivo. O seu riso é minha alegria. E vou descobrindo outra absurda capacidade de ficar mais bobo a cada palavra que ecoa através do aparelho enquanto você me conta as novidades.

Ou, então, já se tornou loucura.

Cura? Não tem jeito. Porque mesmo a tua presença não mata a saudade toda. Essa mesma que logo invade meu peito assim que você parte. E reparte o momento entre a felicidade por te ter assim perto e o início da contagem de quando retornará. Nesse meio tempo eu vivo. Ou acho que vivo. Porque fui descobrir que sou completo contigo. Uma coisa meio maluca mesmo.

Que se chama Amor.

[ Gustavo Lacombe ]

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