Desce Que Eu Tô Te Esperando

Eu tô parado na porta do teu prédio sem coragem de dizer “desce”. Então, resolvi escrever. Resolvi dizer que eu não tô aqui embaixo tentando te convencer a nada, mas tentando mostrar que eu gosto. Não falo que é pela enésima vez que eu faço isso porque a proposta hoje é justamente outra: viver o começo de nossas vidas deste ponto em diante.
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O que passou vai ficar de bagagem, certamente, mas não será o bastante para que ofusque o nosso sorriso. Acredito que um dos grandes problemas que as pessoas levam seja o fato de que passados mal resolvidos e sentimentos deixados à míngua sem suas devidas decisões continuam reverberando e causando estragos no tempo presente.
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E fica impossível seguir.
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Então, ao entrar no elevador, venha certa de que tudo poderá continuar no mesmo lugar e as cores ainda serão as mesmas, mas nossos corações terão mudado e nossos olhos passarão a enxergar tudo de maneira diferente. E mesmo que no início não pareça, com o tempo e a prática nós conseguiremos. Eu tenho certeza que só a vontade de fazer dar certo já é mais que meio caminho andado.
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Minha mão estará aqui nos piores momentos. Meu ombro, meu colo. Meus pés poderão servir de apoio e não duvide e um dia for preciso te tomar em meus braços para que você perceba que nenhum medo será maior que nós. Não vamos conseguir mudar o Mundo, mas teremos chance de mostrar a todos o poder do sentimento.
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O maior exemplo que se precisa.
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E se mesmo dizendo tudo isso ainda for preciso admitir o óbvio, admito que estou tão nervoso que não sei como simplesmente dizer “te quero comigo”. Quero e não há outro desejo tão forte quanto este. Eu quero que a Vida siga, mas quero que ela siga com você. Tô aqui.
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Desce?
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[ Gustavo Lacombe ]

Tudo Aquilo Que Camuflo Pra Não Dizer Que Te Quero

Eu ainda me perco no teu olhar toda vez que encaro tua foto. Fico parecendo aquelas carinhas de celular escondendo o rosto. E confesso que abro algumas redes sociais só pra mergulhar mais uma vez nos teus olhos – com o cuidado de não dar bandeira claro. Já imaginou se te ligo por engano? Esse querer escondido, fruto de uma vontade que eu nem sei de onde veio, parece estar em tudo que eu vejo e que me faz lembrar você. Longe de ser uma obsessão, mas um vício gostoso que eu gosto de ter.

E não consigo escancarar.

O medo de dizer como eu me sinto parece esbarrar na certeza de que o “não” (que eu já tenho) se materializará. E eu sou péssimo para lidar com rejeição. Sou péssimo em me abrir e ter que ver o outro dizer que não preciso revelar esse tanto de coisa. Sou pior ainda pra aprender a desfazer as minhas certezas. E eu me agarro à dúvida antes de saber que você realmente não me quer.

As coisas que te falo e depois emendo com um “tô brincando” apenas refletem o espírito de quem não sabe como chegar e dizer “olha, eu queria uma chance de te fazer feliz”. Uma, que seja. E que, entretanto, ensaia todos os dias isto diante do espelho. Na minha platonidude, podendo ser objeto direto da fala de Platão e seu olhar de desejo ao que não se tem, miro de longe quem eu queria ter tão perto. Continuo torcendo para que o teu sorriso mantenha-se aberto – como eu sempre gostei de ver.

E como eu adoro saber que está.

Se um dia, por fim, eu criar coragem de dizer, espero ser capaz de te fazer compreender que sempre existiu o medo que converte todo lindo sentimento em segredo. Só que não adianta. Um dia, eu sei, diante de tudo que transborda em mim e que sinto ao estar junto a ti, vou acabar deixando escapar em sussurro tudo aquilo que camuflo nos meus “bom dia”, “você tá bem?” e “se cuida”. Tudo que eu nem preciso dizer, visto que os olhos já brilham quando eu estou com você.

[ Gustavo Lacombe ]

“Faça Aquilo Que Ama e Não Trabalhará” é Mentira

Lembra quando alguém te disse que fazer aquilo que ama é um passo importante para não precisar mais trabalhar pelo resto da sua vida? Então, se você já trabalha com o que ama deve ter percebido que essa é uma das maiores mentiras que poderiam ter nos contado, né? E o motivo é simples: trabalho, por melhor que seja, uma hora vai pesar para o lado negativo que muitos colocam na palavra. E, sim, vai dar vontade de jogar tudo pro alto.

É mais do que normal.

A diferença é o que se faz com a frustração ou a decepção ante resultados ou respostas. Desistir, para quem faz o que sempre sonhou e coloca-se de coração inteiro, parece ser uma alternativa que nunca será viável. E espero que não seja mesmo. Persistir e ser resiliente (palavra da moda) é a grande sacada. Não que seja fácil assumir esse caráter ou se aprenda logo com alguma cartilha na esquina, mas é fundamental saber que nem tudo dará certo de primeira.

Fundamentais são os “nãos” que recebemos pelo caminho. O que conta, a partir deles, é quanto de ânimo é injetado nos projetos e quanto ficamos dispostos e melhorar falhas, assumir defeitos e corrigir todo o resto para, enfim, receber um “sim”. Ou, no caso de quem precisa de um resultado, não de uma resposta, são essas correções que determinam o sucesso de uma ideia. Mas, olha, tudo se comprova no tempo, tá?

Nada é pra já.

Entendo que vivemos numa sociedade que adora o que faz sucesso imediato. Uma foto, um bordão, um deslize e viramos capa de jornal. Basta um piscar de olhos para irmos ao topo e, acredite,  queda demora bem menos. Fazer o que ama, nessa lógica, é saber que todo seu esforço está em algo que se torna a sua vida. E acredito que o segredo não é “não trabalhar”, mas trabalhar com mais afinco ainda – sabendo que ser bem sucedido passa diretamente pelo seu esforço e pela sua força de vontade.

Como bem diria meu pai “trabalho é trabalho”, o que implica na certeza de que haverá dias insuportáveis e outros maravilhosos. Dias em que jogar tudo pro alto será quase a única saída e outros em que o Mar de Rosas se apresenta pronto a ser navegado. Essa dualidade é da vida. Saber lidar com ela é prova de maturidade. No fundo, pensar em abrir mão de tudo é parte da nossa formação e entendimento da dificuldade que é viver um sonho.

Fazer isso de verdade é que se torna o problema.

Confiança em si, suor diário e busca incessante por mais conhecimento para transformar a realidade são apenas alguns pontos que sempre ouvi falar. O ditado é certo: apenas no dicionário o sucesso aparece antes do trabalho. Mas a palavra que surge antes dessas todas é Amor, que nos diz desde o começo que é preciso não se esquecer do sentimento que se coloca nessa equação. E se ele se infla nos dias bons, é o que sustenta os dias ruins. Dias em que o trabalho será mais trabalhoso do que nunca.

Dias em que nossa fé é testada e apenas repetimos: eu já sou um vencedor.

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Ignorar Pode Ser Uma Virtude

Não quero mais ouvir tua voz. Pode gritar, pode falar, pode berrar no meu ouvido todas as besteiras que você se acostumou a dizer para as outras. Não vai adiantar. De agora em diante, decidi, vou te ignorar com tudo que tenho. Com todas as minhas forças e te deixar claro que a “ignorância” será a minha maior virtude. Já não posso mais ficar cedendo as caprichos de alguém que só me procura quando precisa.

Eu não sou o remédio da sua carência.

Tivemos que chegar aqui por sua causa. Não adianta a cara de sonso e de choro. Não adianta martelar que eu não quero hoje e te mando embora. Foi você quem me ignorou quando deixei a porta aberta e te pedi pra ficar. Aquela história de preparo o café ou a Vida tá certa. Eu nunca deveria ter feito o primeiro café, quanto mais ter continuado a deixar um espaço reservado pra você se instalar em mim.

Importante é aprender, eu sei. A gente precisa gostar muito de alguém para enxergar o valor que o nosso amor-próprio merece. Só depois de ver até onde é possível tolerar, relevar e ceder é que descobre-se o que a linha imaginária e pronta pra jogar na nossa cara: você passou de todos os limites. E aí, quando se entende que perdeu-se o respeito, já não há sentimento que consiga resistir.

E tudo rui.

Desejo do fundo do meu coração que não bata aqui em casa com flores na mão ou um sorriso idiota de quem sabe que está errado, mas tenta consertar do pior jeito que existe. Se a campainha tocar, não estarei na porta e vou pedir que deixe tudo que é e está contigo na portaria. Se não quiser devolver, pode queimar. O ditado diz que a ignorância é uma bênção, e eu não quero mais saber de você ou de nós.

O fim é explícito. Não preciso desenhar. O que bater de saudade será retrucado com os fones bem ajustados e a música alta. A rotina que engula o resto e me faça esquecer o que passou. Sei que certas coisas apenas se curam com o tempo e, agora, estou me dando tempo o suficiente para conseguir voltar a viver. Sem tudo isso (ou esse pouco) que você me dava. Desculpa, eu sei que é até mal educado, mas te ignorar é (eu) preciso.

Eu Queria Ter Forças Pra Ficar

Eu queria muito ter forças pra ficar. Queria conseguir te olhar nos olhos e dizer que ainda aceito tudo isso que você me dá. Ou o tanto que você oferece. Só que algo aqui dentro mudou. Eu te amo e não vai mudar em nada seguir sem te ver nos meus dias. Não vou conseguir te apagar da minha rotina e muito menos vou ter força para afastar as lembranças. O que eu não posso mais é continuar tentando me espremer pra caber no teu afeto.

Quero amar sem medida.

Sei que não existe certo ou errado. Adianta eu chegar aqui e jogar um monte de coisas na tua cara? Te magoar? Eu não me tornar seu inimigo. Pelo contrário, vou manter o desejo de ser bem mais que uma “amizade”, e não saberia te desejar algum mal. Posso até torcer para que você seja feliz de longe, com o sorriso que adoro sem cortar meu coração por ser para outra pessoa, mas nunca esperaria te ver mal por aí.

Talvez exista, sim, uma vontade de que você sinta saudade e que a minha falta te corte de vez em quando. Que o teto te pegue mirando pra ele e se perguntando quando que alguma notícia minha aparecerá na sua timeline. Que o consolo só venha com uma bebida e, também, que você não seja idiota suficiente para achar que esquecer está atrelado a se perder por outros corpos e transar sem sentimento algum.

Por puro prazer culpado.

Se um dia, quem sabe, nos encontrarmos e tudo fluir para um querer recíproco e compatível, podemos tentar. Sei que aí dentro vai ficar um pedaço de mim e de todas as coisas boas que ficaram. A porta pela qual você não quis entrar não irá se fechar com raiva ou força, mas não posso prometer que continue aberta. De resto, apenas hoje aceito que meus convites não serão atendidos. Eu queria poder ficar esperando, mas não dá.

Meu coração é grande demais para se espremer em alguém.

[ Gustavo Lacombe ]

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A Decepção que Mata Alguém Dentro de Nós

Sempre imaginei que quando passasse por algo assim eu fosse gastar uma tarde inteira na pedra aqui da praia, olhando o mar e refletindo sobre as minhas próprias escolhas. Deixaria que o barulho das ondas remexesse tudo dentro de mim e lavasse o que restou de um Amor fracassado. Sempre pensei nisso como uma cena de novela, revivendo alguns segundos e quase que rascunhando o roteiro.

Só não imaginava que seria contigo.

Quando a gente se decepciona, primeiro não quer acreditar. Depois, esfrega os olhos tentando enxergar onde aconteceu o erro. E, por fim, percebe que não existe erro algum. Quem ama confia – e isso nunca será errado. Tenta decifrar os sinais que foram deixados pelo caminho e passa a interpretar tudo como “já estava na cara, só eu trouxa que não vi”.

Eu não tenho ideia de quanto tempo demora pra fichar cair, mas tenho a noção de que esse é um processo lento e doloroso. Infelizmente sei como é. Já tinha provado desse gosto, é verdade, mas com você foi pior. Já tinha vivido um fim, mas dessa vez foi mais dolorido ainda. Um único tiro. Sem jeito para uma segunda chance. Fatal. E o foda é que era só dizer que não queria mais.

A decepção te matou em mim.

O que foi bom ficará com força, mas esmaecido pelo erro. E agora, daqui de cima da pedra, sentindo o vento no rosto e vendo que todo o roteiro de drama ficcional se transformou num tremendo balde de água fria, eu só quero que passe. Só quero que a mente abstraia, que o coração não endureça, que o sorriso encontre o caminho de volta.

Foda é que fica esse medo de nunca mais confiar de novo. Ah, e amar.

Amiga, Sua Trouxa

Amiga, você quer que eu fale o que mais? Vai adiantar alguma coisa eu jogar na sua cara que você é trouxa e saber que você continua fazendo as mesmas coisas? Mais fácil te deixar quebrar a cara mesmo e amanhã só oferecer meu ombro. Até porque, eu posso cansar de te xingar e tentar te mostrar que é mais uma burrada acreditar nesse cara, mas eu nunca vou te abandonar quando você precisar de mim. Então, vai. Deixa ele passar aí pra te pegar, sai com ele, encara aqueles olhos que já sabem direitinho como te enganar. Só faz ele pagar a conta, tá? Do motel também. E se em algum momento você sentir que essa é só mais tentativa frustrada, não hesite em sair correndo. Fala que teu gato tá passando mal, teu cachorro foi atacado por um rato gigante na rua, que tua tia-avó faz aniversário amanhã e você combinou com todas as suas primas de fazer uma surpresa pra ela. Vai gritando pela rua que você tá surtada e dá logo um show pra ele nunca mais aparecer. Porém, se sentir que pode ser dessa vez (pela quinquagésima vez…) se deixe levar. Escuta teu coração e vai. Me acostumei a ouvir histórias de quem não teve coragem de apostar, mas a certeza da tentativa ainda é melhor que a resposta em branco da dúvida. E decepção não mata, aprendi. Pelo contrário, ela ajuda demais a viver e nos empurrar pra frente – mesmo que na força bruta. Fico muda e prometo não mandar uma mensagem sequer essa noite, só não leve a mal tudo que disse. Eu só quero que você fique bem. Mesmo se tiver de ser com esse cara bosta. Se ele conseguir te fazer feliz, pra mim já tá valendo.

[ Gustavo Lacombe ]

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