Foto – Gustavo Lacombe

Eu olhei uma foto sua hoje e uma coisa estranha percorreu meu corpo. Não foi um arrepio qualquer. Começou do lado direito do meu pé, subiu pelas pernas e fez estremecer o último fio de cabelo na nuca. Acompanhado de um sorriso, foi a prova de que a sua imagem mexe tanto comigo quanto à época em que nos conhecemos, começamos a ficar e iniciamos essa história.

Ficou um tempo. Durante alguns segundo, eu com o seu rosto na tela, fui me dando conta do que já sabia, mas reforçava em certeza. Gostar de alguém não é a coisa mais simples do mundo. Só que, ao mesmo tempo, é. Bater o olho e ficar mudo. Sentir que todo o peso do mundo se foi e nada importa agora entre eu e quem eu gosto. Queria entrar pela tela e estar ao seu lado na foto.

O coração bateu apertado, a alma se aninhou em algum lugar para tentar se esconder da dor que a sua falta me causa, e uma angústia de saber que não poderia te ter nos próximos dias me fez perder o fôlego por um instante. Aconteceu tão rápido e lento que duvido que o tempo não tenha se confundido. Meu medo era ficar preso naquela saudade.

Quando passei pra foto seguinte, já anuviada a tensão, relaxei no sofá. Permaneci ainda uns minutos olhando com cara de bobo para os olhos da menina que me fazia esquecer de qualquer coisa e viajar em pensamento para o lado dela. A verdade é que você vai estar sempre comigo, morando dentro de mim.

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