O quanto você quiser eu quero

Você estará desprevenida e eu querendo te surpreender. Será no quarto, na sala ou em qualquer outro lugar em que eu possa te agarrar sem medo de ser proibido ou de ter que parar. Quero chegar sorrateiro, te dando um abraço por trás – daqueles que tem a intenção de proteger e deixar ver o mundo à frente. Só que seus olhos se fecharão e as suas mãos, que logo me procurarão – e fixarão as pontas dos dedos em mim -, me mostrarão que está entregue à minha força.

Você estará mansa. Sentirei o seu cheiro. Não de perfume, mas da sua pele. O seu cheiro (tão seu, só seu). Você nem irá cogitar sair dali. Já as minhas mãos – mais que ansiosas por te sentir – vão primeiro encontrar sua barriga e, depois, seguirá cada uma seu rumo. Pode ser que a esquerda encontre com o ossinho do seu quadril e continue descendo. Coxas, bunda, e explorando curiosamente o que mais estiver pelo caminho. Já a direita, subindo, vai querer fazer escala nos seus peitos antes de viajar pros seus cabelos e enrolar os dedos. Ou, então, pode ser que façam o caminho contrário. Pode ser que as duas desçam e depois subam juntas.

Pode ser muita coisa.

O mais certo é que te levarão ao limite do provocar. Seguindo o raciocínio, pensando e executando tudo quase ao mesmo tempo, quero fazer aquilo de beijar sua nuca, arrepiar o seu corpo e virar o seu rosto pra beijar sua boca. Falar uma besteira enquanto mordo a pontinha da orelha, contar uma bobeira e esquentar o clima de vez. Notarei um sorriso malicioso num dos seus cantos (só não sei se dos seus expressivos olhos castanhos ou da sua boca avermelhada e marcada pelo beijo). Nossa fogosa rotina te acenderá como sempre.

Quero sua imaginação me despindo e me arranhando muito antes das suas mãos. Eu, você, nós dois e o que der na telha até o dia em que faltar ou cessar essa centelha (o que duvido que logo aconteça). E, enfim, quando as nossas roupas cansarem de gastar o chão atiradas para longe, que ainda exista criatividade, vontade e verdade pra que voltemos aonde recomeça o nosso prazer. E tomara que sigamos assim. Cada encontro uma volta à estaca zero.

Pequena, o quanto você quiser eu quero.

 

(Gustavo Lacombe)

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5 comentários sobre “O quanto você quiser eu quero

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