Meu Ponto de Equilíbrio

Você é minha mulher. Não minha, num pronome possessivo autoritário. Jamais será propriedade, mas há noites em que te tomo como um latifúndio pronto para ser invadido de vontades e desejos. E eu sei que há mais de uma aí dentro. Há aquela menina insegura nos dias de chuva que me pede colo. Há a fogosa e atirada nas noites que resolve me surpreender. Há a mulher de sempre, com a personalidade única que tem e o sorriso que me faz apaixonar de novo toda vez que se abre.

Todas elas juntas num só ser.

Sou grato por tudo. O equilíbrio mental e emocional que me dá, apoiando nas piores horas e vibrando nas melhores. Isso faz crescer a certeza de que o caminho escolhido contigo foi acertado. Toda consequência pode ser boa ou ruim dependendo do ângulo em que é vista. Só que, com você, não tenho razões para não acreditar que o copo está sempre meio cheio. Você me ensinou que a nossa atitude em relação ao que acontece ao nosso redor determina como o mundo vai reagir de volta.

Resolvi enxergar e sempre lutar pelo melhor pra mim e por quem me quer bem – começando por você.

Entretanto, é nas vezes que me deixa maluco, perdido de amor em teus braços, que descubro um mundo novo contigo. Amar do teu jeito, te ensinar o meu. Adjetivo teu corpo e me deixo levar pela mão como um menino que não quer saber onde vai, apenas do doce que quer provar e se saciar nele. Desculpa quando te deixo sem graça, mas você consegue dar o troco quando me pega desprevenido – apesar de saber que preciso estar atento a tudo. Você é imprevisível.

Minha mulher. Meu ponto de referência. Não há questionamentos sobre eu te seguir. Reclama das dúvidas que tem na cabeça, mas está sempre disposta a resolver as minhas na frente. Mostra e conversa os meu defeitos, esclarece meus medos. Me melhora. Mima meus beijos, abraça meus olhares e pousa minhas mãos em teu quadril. “Faz amor comigo”, eu sussurro. E transbordamos sentimento de um pro outro. Equilíbrio perfeito de saber a hora exata de perder a cabeça.

Nunca perco. Ele sempre está em nós.

(Gustavo Lacombe)

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