Sabe, não é que eu fique triste com a sua falta de crença em algumas coisas que eu falo ou que eu sinto. Acho que, se chegamos a esse ponto de discrédito, foi algo feito por mim mesmo que causou isso em você.

E agora reflete em nós.

Fico, talvez, puto comigo mesmo por não te passar a confiança necessária. Quero muito acertar contigo, mas parece que só os meus erros serão levados à sério aqui. Eu sei que não é assim, mas estou apenas tentando dizer como eu me sinto às vezes.

Seu(s) pé(s) atrás é(são) culpa minha e eu nunca neguei isso. Talvez, saber que foi preciso você desapaixonar para ficar comigo, tenha me doído de uma forma que eu ainda não me recuperei, mas sei que foi desse jeito que arrumou para seguir conosco.

Faço a mea culpa de novo.

Vendo de fora assim, parece que eu só te faço mal. Ah, eu sei que posso ter feito algum, mas nunca tive a intenção de te machucar ou brincar contigo. É difícil explicar. Paga-se um alto preço depois dos primeiros erros.

O maior deles: o sentimento se torna pouco crível.

Não importa se ele se manifeste em ciúmes, em provocações, em carinhos, beijos ou declarações. Ele está, apenas, fadado a parecer falso, forçado. E ainda que arda e exploda no peito, vai ser comparado a um fósforo que não ilumina nem meio metro à frente.

Quanto mais ter luz suficiente para guiar uma vida. Perdoa meus erros, pequena.

Meu coração só sabe te amar.

(Gustavo Lacombe)

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