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“No fundo é simples ser feliz, difícil é ser tão simples” – Leoni

Sou a favor das coisas facilitadas. Calma, este não será um manifesto sobre as maracutaias e arranjos desenvolvidos por pessoas a fim de conseguirem realizar seus objetivos sem esforço nenhum. Aliás, abomino a maioria dos esquemas existentes por aí que visam dar prioridade a algumas pessoas para passarem na frente de outras. Talvez, o único acordo que aceito é o do trabalho com o sonho; mãos à obra. Sobre a facilidade que me referi no início do texto, falo sobre o poder de decisão que temos entre dizer “sim” ou “não” para as coisas.

Palavras que podem virar verbos, mas não perdem o efeito de serem uma aceitação ou um veto.

Perdemos muito tempo remoendo (e achando) (e tentando adivinhar) o que o outro, o presidente ou o papa pensam ou opinariam sobre a próxima decisão que iremos tomar. Sério, pare com isso. Concordo que muitas questões não se resumem a escolher entre o certo e o errado. Algumas passam ao campo da subjetividade, das suposições, das divagações sobre o que acontecerá se acaso tal coisa acontecer. (Não sei se é certo escrever essa expressão) Vai por mim, se der vontade de fazer alguma coisa e ela não prejudicar ninguém, faça.

Os maiores arrependimentos vem, justamente, daquilo que não fizemos por hesitar demais.

É como pegar o telefone e ficar pensando se deve ligar ou não. Deu saudade? Liga. Não vale a pena? Foda-se, então. Larga essa merda e esquece a vontade. Seguindo o mesmo exemplo: escrever um e-mail, uma carta, um SMS, fazer um sinal de fumaça ou planejar ir lá pro raio que o parta só pra dizer que você não consegue parar de pensar em alguém. Fazemos coisas tão instintivamente que de vez em quando me assusto com o tanto de vida que desperdiçamos tentando prever como será se…

“Se”. Palavra miúda que faz um estrago absurdo na nossa cabeça.

Não é preciso ter pressa para se realizar sonhos. Não é preciso passar por cima de ninguém para alcançar objetivos. Não é preciso dificultar as coisas para dar vazão aos sentimentos. E não é preciso fazer uma lista enorme do que “não é preciso”. Às vezes, as escolhas que se colocam à nossa frente nos cobram que sejamos simples apenas. É uma questão de dar prosseguimento com aquela vontade – seja do tipo que for. Já existem coisas demais acontecendo ao nosso redor sem que possamos interferir nelas. Simplifique a vida.

Abraça rindo o que for de “sim” e joga fora sem pensar o que for de “não”.

(Gustavo Lacombe)

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