Rótulos, Embalagens e outros Invólucros

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Rotular qualquer coisa pode ser ruim. Tratando-se de pessoas, então, pode ser pior ainda. Fofoqueiro, galinha, santa, egoísta ou qualquer outra palavra que defina alguém, acaba sendo usada num sentido pejorativo. Portanto, é preciso pensar bem antes de estabelecer que o limiar das suas relações será pautado pelo nome que dá a elas. Principalmente no campo do amor, onde cada vez mais as pessoas se prendem ao detalhe de um nome.

Só para poder chamar alguém de “meu” ou “minha” e, enfim, levar o sentimento a sério.

Sei que nem todo mundo que pede em namoro o faz porque se sente inseguro, mas seria ingênuo da nossa parte acreditar que colocando apenas uma palavra no meio de um casal tudo mudará. Confiança, respeito, carinho e outras atitudes ligadas a um relacionamento a dois surgem bem antes de um pedido oficial. Se elas não existem, não será uma embalagem bonita que mudará alguma coisa.

Talvez role aquela saia justa na hora das apresentações para pais e familiares. Vocês são amigos, ficantes ou namorados? Todas essas palavras tem o seu peso. A primeira pode indicar que não existe nada e que os dois continuam fazendo o que quiserem e com quem quiserem. A segunda apenas diz que rola um beijo na boca ocasional. Agora, a terceira é a iminência do casamento.

Se você ainda acredita em alguma coisa assim ou parecida, parabéns. Você está errado.

Tudo depende de quem se relaciona contigo. Uma pessoa mais tradicional, criada com costumes mais antigos e que ainda os mantém, vai demonstrar que espera o pedido de namoro. Vai querer cumprir as etapas e mostrar que nomear o que existe entre vocês dois é importante. Já outra, pode nunca se importar com isso e conduzir a relação pela forma que o envolvimento se dá e ir se entregando conforme sente a reciprocidade no outro.

O amor acontece naturalmente, sem precisar ser forçado a caber num invólucro que diga de qual tipo é. Embalagens podem ser mentirosas, enganando quem olha de fora e iludindo quem está dentro. Acredito que seja preciso apenas ser sincero. Assim, a força de um “a gente tá junto” de verdade é tão grande quanto uma aliança de ouro no dedo.

(Gustavo Lacombe)

Publicado por

Gustavo Lacombe

Gustavo Lacombe, vinte e oito anos e uma vontade de escrever sendo lapidado todos os dias com muito suor e ideias. Tem a certeza de que será preciso quebrar muito a cabeça até conseguir chegar a algum lugar. Escreve por esporte, paixão e prazer - foi assim que fez seus quatro livros. Carioca da gema, acredita no amor bonito, ainda que o amor tenha diversas facetas não tão bonitas assim. Romântico, corredor de fim de tarde e feliz proprietário de um bom violão. É no blog, na página (fb.com/GustavoLacombeTextos) e no instagram (@glacombetextos) que, volta e meia, despeja o que lhe inspira, expira e vive. Ou queria ter vivido.

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