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Ela tem treze pintas no rosto.

Excluem-se as marquinhas de nascença e cicatrizes. Aliás, o corte embaixo do queixo tem cinco histórias diferentes. O problema é que eu sempre esqueço, trato como um corte só e ela fica chateada comigo repetindo que cada uma delas importa. Cinco histórias, cinco cortes diferentes aos quais ela tem apego. Aí, ela me censura dizendo que eu não escuto nada do que fala, que às vezes uma coisa entre por um ouvido e sai pelo outro.

Fico rindo.

Nem adianta discutir argumentando que estava só provocando. As brincadeiras, em certos momentos, se amplificam e descambam pra um outro lado totalmente despropositado. Chamo isso de excesso de carinho. Ela de “falha na comunicação” mesmo. Não sei se é porque sou o mais romântico da relação ou se é a “raivinha” que causo nela, mas nem sempre estamos concordando – o que se acontecesse em qualquer situação tornaria esse romance um tanto se graça.

Entre concordâncias e desacertos, nem mesmo o número treze é consenso. Ela diz que prefere catorze e me manda procurar mais uma (ou que conte alguma duas vezes). Não vejo problema no treze. Inclusive, nem ao menos acho que traz azar.

E eu tenho mesmo é fé que a gente ainda vai muito longe.

(Gustavo Lacombe)

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