Dá Linha

Provoca, vai. Já se acostumou, né?

Mas não me leve a mal por achar que já perdeu a graça. Talvez seja divertido do seu lado, me olhando escorregar entre os dedos e sabendo que, no momento próximo de me perder, é só aparecer e me aparar sem que o chão fique perto demais. Isso não cansa, não?

Enquanto eu gasto tempo e travesseiro pensando na gente, você gasta lençol com outra pessoa. Ou gasta o banco do carro, o assento do cinema, o chuveiro de casa ou uma parede qualquer.

Só peço a você, que já bagunça o meu juízo e a minha vida, que pelo menos venha bagunçar a minha cama. Aí, olho no olho, me diz para o que eu preparo o espírito: pro sorriso ao longo do caminho ou pro riso após o gozo. Só não me enrola.

Chega e desembola ou, então, dá linha.

(Gustavo Lacombe)

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Publicado por

Gustavo Lacombe

Gustavo Lacombe, trinta e um anos seguindo com uma vontade de escrever sendo lapidada todos os dias com muito suor e ideias. Tem a certeza de que será preciso quebrar muito a cabeça até conseguir chegar a algum lugar. Escreve por esporte, paixão e prazer - foi assim que fez seus quatro livros. Carioca da gema, acredita no amor bonito, ainda que o amor tenha diversas facetas não tão bonitas assim. Romântico, corredor de fim de tarde e feliz proprietário de um bom violão. É no blog, na página (fb.com/GustavoLacombeTextos) e no instagram (@glacombetextos) que, volta e meia, despeja o que lhe inspira, expira e vive. Ou queria ter vivido.

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