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Será que você fala de mim pras suas amigas?

Conta das nossas besteiras, dos nossos causos e/ou sorrisos? Queria saber se fala de como eu te acordo pela manhã já pedindo carinho ou d modo que invado o chuveiro pra te pegar desprevenida? Aquelas intimidades mesmo, sabe? Ah, vai dizer que mulher não conta!? Vocês ficam pudicas, uma olhando pra outra e sem querer saber nada da vida?

Duvido!

Os homens é que fazem fofoca, vocês apenas distribuem informações privilegiadas, né? Eu sei, eu sei. Só fico me perguntando o quanto eu sou importante. Se, quando pensa em mim (ou em nós dois), você abre um sorriso bobo. Aí, quem sabe seus pais ou essas mesmas amigas que falei antes não te peguem olhando pro nada e perguntem: tá apaixonada? E será que se apaixonou mesmo? Eu não teria tanta sorte. Não sou isso tudo, muito menos a metade do que precisa um cara ter pra poder deixar ser chamado de “meu” por você.

Caio da cama, acordo do sonho. Me belisca! Só acredito se você disser de novo.

Tá, eu não sou um desses caras inseguros. Tem vezes que sou chato E inseguro. De verdade? Passo longe do tipo “fodão”. Tenho as minhas crises, mas você me ajuda a superá-las? Tudo bem, essas partes assim você não precisa necessariamente contar pra ninguém. Guarda as minhas maluquices pra você.

Quer dizer… conta o que quiser. Não fui eu quem estava falando sobre escancarar as intimidades?

Bom, só queria saber se eu sou o que pareço estar virando. Mais que amigo? Menos que o quê? A palavra assombra e o rótulo limita demais. Sejamos um do outro e pronto. Tudo bem? Já somos? Vamos? Como está você? Como foi seu dia? Pareceu ter bem mais que as vinte e quatro horas longe de você. Desculpa, sou um romântico incurável de uma prolixidade irreversível. E um chato que não para de falar. E por falar nisso, será que você fala de mim pra elas? Fala pra quem? Quem sou eu?

Quando você lê meu nome na tela e, se alguém pergunta quem é, o que responde: ninguém ou “meu bem”?

(Gustavo Lacombe)

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