Bildungspolitik entzweit Landtag
Não importa o valor da etiqueta do que você veste, do que você usa. Não importa o meio social em que você nasceu, se você teve o privilégio de um berço e a bênção de uma família capaz de prover mais que o suficiente para que pudesse crescer e se tornar o que quisesse. Não importa a sua cor, se tem cabelo liso e olhos sensíveis por serem claros. Nada disso te faz uma pessoa melhor. Pode lhe conferir status, atrair visibilidade ou até mesmo passar longe dos preconceitos que permeiam nossa sociedade. Pode ser.

Mas, que me desculpe quem acha o contrário, educação é fundamental.

Educação que não se aprende na escola. Se reforça, talvez. A verdadeira se aprende em casa. Se valoriza a cada “por favor” forçado pela mãe, nos “obrigado” esperados pelo pai e nas “desculpas” aos irmão, amigos e afins ante atitudes que mereciam, sim, o pedido de desculpas. E isso se ensina aos pequenos logo depois que eles aprendem o que é vontade. Vem assim que eles descobrem os seus limites e, por vezes, tentam quebrá-los. É quando entendem que cada ação tem uma reação. Uma consequência, e que tentar pular todas as barreiras pode ter um preço.

As situações podem ser pequenas. Um brinquedo que pegou sem avisar, entrar num ambiente sem bater na porta, pedir um copo d’água e não agradecer. Quando não se mostra que são pequenas palavras que podem fazer toda a diferença no tratamento, essas mesmas situações podem se transformar. A criança cresce, como a própria expressão já diz, mal educada. Não entende o valor de uma gentileza e, pior ainda, acredita estar certo em ser assim.

Entretanto, mesmo quando a criação não foi a melhor, é possível crescer com esses valores dentro de si. Sem querer estabelecer um ideal ou fazer apologia, mas até uma lixeira no shopping pode mostrar o valor de um obrigado. E, por incrível que pareça, as pessoas mais gentis que eu conheço são aquelas que não tiveram muita oportunidade, mas levaram e levam suas vidas da melhor maneira, sem querer passar por cima de ninguém.

Na vida, algumas relações serão conduzidas horizontalizadas (como o caso de ter colegas de trabalho, amigos, família, namoro), ou verticalizadas (relação chefe – funcionário, principalmente). E, antes de qualquer coisa, como já dito, nada torna uma pessoa diferente da outra, muito menos um cargo. Talvez a responsabilidade, o salário ou as oportunidades, mas somos todos iguais no final. A grande diferença que vejo, sempre, é o modo com que as pessoas se tratam. E isso é independente da posição que a pessoa ocupa em relação a outra.

O que acho necessário, cada vez mais, é atentarmos para como lidamos com o nosso ambiente e o que entregamos a ele. Claro que, quando ele nos dá amor, é mais fácil dar amor de volta. Quando ele é duro, é pior. Ainda assim, qualquer melhora ou mudança onde vivemos começa numa atitude nossa. Muito dessa atitude vem de nossa educação. Num mundo tão bruto em que quase todos os dias nos chocamos com as notícias dos jornais e da televisão, ser uma fonte de gentileza e educação pode fazer a diferença.

[ Gustavo Lacombe ]

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