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Aviso logo que eu não quero ser só um amigo. Sei que pode ser cedo, pode ser precipitado e outras coisas, mas não vou conseguir reduzir os impulsos que essa vontade dentro de mim vem dando. Faço um caminho inverso aos que emitem chamados de segurança de “não se aproxime demais, eu não quero nada sério”. Seriamente? Se envolver e despertar algo de bom no outro já é um assunto sério.

Então, quando inventar um apelido carinhoso para o cinema de domingo, quando falar de mim aos amigos, e quando chegarmos nos lugares sozinhos e nos perguntarem cadê o outro, preocupe-se. Nessa hora, pode apostar, eu vou estar me sentindo cada vez mais preso na escolha que fiz de ficar com uma pessoa só. Isso é liberdade. Isso é poder ir para qualquer rumo e optar por um único: os seus braços.

Acredito que ainda vá precisar de mim em muitas coisas. Boas ou ruins, eu sempre estarei lá por você. Ou aqui em casa mesmo. Meio que não importa o lugar quando a gente tem por perto alguém que nos faz sempre se sentir bem. O que quero dizer é que, de todos os aspectos que temos nessa relação hoje, a nossa amizade é um dos que eu mais gosto. E isso nunca vai se acabar.

Já tô deixando avisado que é pra você depois não dizer que eu te enganei, que eu fiz você se apaixonar, que eu fui entrando na sua rotina e, de repente, não sabia mais sair. Eu tô avisando porque eu tenho a clara intenção de me aproveitar de você, de me divertir com você, e ser bem mais pra você. Pode ir testando com o espelho, mas se quiser começar a praticar, pode colocar um “meu” antes de me chamar de “bobo”. Sou seu bobo mesmo. Seu louco por você.

Juro que eu vou entender se você se afastar depois disso que disse. A sinceridade cobrada aqui pode ter dois gumes. Mas me abrir e te perder não combinam, eu acho. Podemos ainda estar longe de qualquer maior passo, só que o caminho pra mim já é inevitável e sem volta. Esteja avisada.

[ Gustavo Lacombe ]

http://www.facebook.com/GustavoLacombeTextos

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