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Talvez você já tenha existido em outras épocas, outro lugares, para outras pessoas. Talvez, sabendo exatamente o que é hoje pra mim, você tenha sido tudo aquilo que descobri através da nossa convivência para as pessoas que, assim como eu, também sonhavam te encontrar. Longe de ser uma criação perfeita e acabada, você é essa coisa gostosa de se descobrir aos poucos e não querer mais que saia de nossas vidas.

E não importa se foi ou é, sei que pra sempre será esse mistério.

Será a dúvida, a certeza e as indecisões todas juntas. Batidas e misturadas junto com as histórias que cada um colocou no papel, num poema ou simplesmente passou aos outros dizendo o quanto valorizavam certa presença. Aposto ainda, que você tenha sido desenhada, recriada, imaginada e idealizada milhões de vezes. Isso até mesmo depois de já ter sido descoberta por outros. A humanidade tem isso de querer sempre uma nova descoberta para si, mesmo sendo mais do mesmo e aquela história conhecida contada de um jeito diferente.

Prove-me o contrário se puder.

Diga que está longe de ser tudo que digo que é e eu paro. Sinceramente, eu paro. Mas só se você conseguir. Missão quase impossível já que você é daquelas que não admite ser justamente por saber o quanto somos imperfeitos e buscamos sempre o melhor a cada dia. Sei, também, que você olha pro lado e enxerga mais qualidades nos outros do que em si mesmo, e não fala isso só para cavar um elogio.

Talvez você tenha agido assim em todas as outras eras pelas quais passou e viveu. Talvez, na hora de inspirar tantos que tentaram te traduzir em livros, escritos e músicas, tenha sido sintetizada num gesto, num ato, num presente, num beijo, numa flor, num sorriso. Numa vida. Num destino, quem sabe. Porque você é o Amor. Tão conhecido e desconhecido ao mesmo tempo. Tudo isso e mais um pouco.

O Amor.
Você.

[ Gustavo Lacombe ]

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@glacombetextos

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