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Morro de vontade de saber da tua confusão.

Me perder nos teus detalhes, tuas vontades malucas, teus segredos. Me embrenhar sem medo algum pelas avenidas de indecisões, desviando de “sins” e “nãos” e muitos “quem sabe”. Toparia com seus “hum”, seus “oks” e levantadas de sobrancelhas que já me diriam tudo sem palavras. E já cogitando voltar por vielas de surtos de “quero-viver-tudo-agora” em que você sai batendo a porta e mal olha o que ficou sem arrumar, não teria medo de ficar ali quietinho esperando a sua volta.

É confusão atrás de confusão em ti, eu sei.

Fico imaginando se, depois de você rever um lance aqui e ali do seu dia antes de dormir, me encontrasse te olhando com essa minha cara de bobo de sempre. Sabe aquilo de quem tira uma blusa de cima da cama e acha algo que muito estava precisando só que não conseguia encontrar? Seria eu, de repente na sua frente. Ali, entre todas as tuas coisas, seria apenas mais uma delas. Logicamente seu.

Nem ao menos desejaria a pretensão de ser a mais importante. Me tornaria fundamental aos poucos, se assim fosse possível. Morro de vontade de ver tudo isso de perto, vivo no desejo de ser tudo isso, de certo. Já imaginou isso tudo? Eu já. E se você ousar insinuar que no meio de todos os seus pensamentos e devaneios eu me tornaria mais uma das coisas perdidas, permita-me dizer, meu bem, que a gente sempre se acha no meio da nossa própria bagunça.

E eu sempre quis ser seu ponto de encontro nela.

[ Gustavo Lacombe ]

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