How-I-Met-Your-Mother-finale__140401023805

De repente, eu me senti responsável pelos sorrisos dela. Não só pelos sorrisos, mas por ela como um todo também. Se alguma tristeza se apresentava, me prontificava a ajudar a espantá-la. O bem-estar dela era parte fundamental no meu. Fui percebendo que, do mesmo jeito que me entregava, ela também se doava. Era um querer bem mútuo, recíproco e lindo.

Assim, os sorrisos em nossos rostos eram primordiais. E eu é que passei a considerar os dela a parte essencial da minha guarda. Eu, Cavalheiro Real da Felicidade. Longe de ser príncipe, mas com toda a vontade de fazer dela rainha. Aqueles sorrisos eram o reflexo da nossa felicidade e sintonia.

É claro que não podia controlar todos e determinar o momento em que cada um deles apareceria. Até porque, os de nervoso ou os amarelos, por exemplo, nada tinham a ver comigo. O que me esforçava, então, era para que, quando a gente estivesse junto – fosse fisicamente ou apenas em pensamento, pudesse proporcionar momentos bons ou memórias melhores ainda.Me forçava a cumprir algumas expectativas, armar surpresas.

Com isso tudo, só enxergava um único caminho possível: o de fazer aqueles olhinhos se fecharem mais vezes de tanto sorrir.

Como um abraço gostoso que fecha alguém contra o peito e demora tempo suficiente para se tornar um lar, fiz de mim a casa de coisas boas pronta a recebê-la e torná-la moradora pelo tempo que quisesse. Com a responsabilidade de tê-la em minha vida e perpetuar o brilho, dos olhos e do sorriso.

[ Gustavo Lacombe ]

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