Carta ao Amor que Deu Certo

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Se a Sorte lhe sorriu, por que não sorrir de volta?

Eu achava que era mentira isso de viver uma grande história de Amor. Ria dos casais apaixonados que passavam na minha frente e sempre os condenava a provar do fim mais cedo ou mais tarde. Na minha cabeça, todo começo existe porque, necessariamente, precede um final. E na minha eterna ignorância de achar que viver a dois era uma bobagem, acreditava que nunca me veria numa relação assim. 

Eu achava um monte de coisas ruins, mas a grande verdade é que eu ainda não havia sido encontrado. Não havia topado com ninguém que me fizesse crer que valia a pena dividir meus medos, minhas inseguranças e compartilhar sonhos, multiplicar sorrisos e querer sempre mais da presença. No meu pouco vivido não tinha havido nada de tão significativo ainda, até que seus olhos apareceram. 

Até que, quando vi, já ansiava pelos próximos encontros e passei a enxergar alguma graça nos cinemas de domingo. As festas de sexta ainda eram muito interessantes, mas passaram a ser melhores contigo ao meu lado. O meu egoísmo logo se viu retraído pela vontade de sempre querer alguém por perto para viver momentos, ter experiências juntos. Confesso que sempre debochei das mensagens por nada, dos “bom dia” e “boa noite” sem maiores intenções, mas como simples gestos de carinho mesmo. 

E aí, quando me vi ligando pra você pra saber se você tinha chegado bem em casa depois daquele jantar, me assustei. Me vi fazendo tudo aquilo que ria dos outros, e ri de mim. Que idiota é aquele que não muda por acreditar tão cegamente em algo. A vida é isso de mudar tudo que a gente conhece em pouco tempo e nos apresentar a outra realidade sem que ao menos se consiga perceber a mudança. 

E foi dando certo, e eu fui mudando, e foi dando mais certo, e eu fui te amando. 

Não foi o primeiro namoro nem o primeiro “eu te amo”. Cada um tinha a sua história anterior e coube a gente saber respeitar a trajetória descrita até o nosso encontro. Hoje eu mal consigo dizer precisamente onde foi que eu comecei a gostar tanto assim de você. Não sou capaz de dizer onde, exatamente, eu mudei, mas sei que foi algo aí que mexeu o suficiente aqui. 

Não me tornei completamente outra pessoa. Continuo tendo sonhos, desejos e vontades que tinha. Mantenho meus gostos, vejo os mesmos programas e como o mesmo tipo de comida. Você, do seu lado, também me diz que se sente assim. Entre tudo isso que ainda fazemos igual, apenas adicionamos o prazer de ter um perto do outro. Interseção gostosa onde cultivamos aspirações, metas e inspirações a dois. 

Como dizem por aí, já éramos inteiros antes de nos conhecermos. Não nos completamos, apenas colocamos um pouco de tempero na vida. Logo eu, que achava uma grande besteira isso de viver uma grande história de amor, me vi dono desse sentimento tão grande. Sentimento que foi dando certo, e eu fui mudando, e foi dando mais certo, e eu fui te amando ainda mais.

[ Gustavo Lacombe ]

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2 comentários sobre “Carta ao Amor que Deu Certo

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