Sou daquelas que adora uma taça de vinho. Esquenta o corpo e alimenta a alma. Mas também curto uma cerveja com os amigos. É capaz de você me encontrar pela noite, rindo e sendo feliz, sem dever nada a ninguém. Aliás, se tem uma coisa que eu odeio é dívida. Nem com meu estômago eu fico em débito. Como o que eu quero, mas sou capaz de economizar e ficar na salada só pra me lambuzar em uma bela sobremesa.

Sou assim, mas nem sempre sou assim…

Vivo em pé de guerra comigo mesma. Tem vezes que pego tudo que digo que sou e repito várias vezes: é só uma fase. E entro em outra. De Lua. Não uma camaleoa, mas uma mulher normal. De fases. Choro, rio, brigo com quem amo e largo de mão quem não gosto. Não deixo que nada trave meu riso. E se pisar no meu pé eu falo mesmo. Gosto de correr, mas não dos problemas.

Acho que o que precisa ser resolvido não pode ser deixado pra amanhã. Mas se for pra trocar um problema por uma balada, pode aumentar o som que eu não tô nem aí. E que ninguém me acorde no dia seguinte. Detesto acordar cedo. Sou dessas de dormir tarde. Talvez essa seja uma coisa que você precisa saber: eu uso os verbos “odiar” e “detestar”. Não faço cerimônia em dizer o que me agrada ou não, mas sei usar isso com educação.

Posso te mandar para qualquer lugar com a mesma classe de quem é servido uma taça de champagne.

Posso gostar de te ter aqui por perto tanto quanto eu gosto de pipoca pra ver um filme na sexta à noite. Mas sábado eu tô na rua. Não espere que eu seja alguém diferente disso. Ou espere… Sou complicada aos olhos de alguns, mas me desenrolo se achar que não vou assustar. Sempre tem quem não aguente conhecer alguém de verdade. Eu só me protejo, acho.

Não sou de abrir a guarda, mas se eu abrir os braços é porque te quero bem aqui.

[ Gustavo Lacombe ]

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