Com Perigo ou Sem Perigo?

Todo casal que já se aventurou a fazer amor no carro sabe o perigo que corre. Ser pego ali, no flagra, talvez resulte em bem mais do que um constrangimento por parte das pessoas que presenciarem a cena. Pode dar cadeia caso seja um atentado ao pudor. Ainda assim, que atire a primeira pedra aquele que ao tirar a roupa no carro e sentir que a coisa toda rolaria ali mesmo, não se excitou mais ainda com a situação.

Dizem que carro parado com o vidro embaçado é motel disfarçado.

Aí, não importa muito onde a vontade bate. O carro leva para um lugar seguro, escuro e longe de curiosos. Se você já conhecer bem a área pela qual transita, vai saber direitinho onde pode ou não estacionar e se sentir apto para o ato. Conheço várias histórias de amigos e amigas que, na falta de dinheiro, faziam do carro um quarto. E pronto, o serviço não precisava de cama, mesa ou banho. Um banco bastava.

Para quem tem carro pequeno e apertado, então, é mais delicada ainda a situação. Imagina namorar num fusca!? Mas as coisas não precisam rolar apenas com o carro parado. A safadeza começa quando a mão dela escorrega pela calça, quando ela está dirigindo e ele se aproveita, quando os dois já entram no clima com o carro em movimento. Uma troca de marcha, uma puxada no cinto, um leve movimento no zíper e lá vamos nós.

É perigoso? Com certeza é. Não posso fazer discurso aqui contra a prática. Nem vou me comprometer ao ponto de dizer como, quando e os motivos de não procurar um lugar mais apropriado. O problema é que, quando bate a vontade, ninguém segura um casal pegando fogo. Aos que já fizeram, tenho certeza de que estão se lembrando de como os vidros ficam embaçados e dá uma vontadezinha de repetir a cena de Jack e Rose em Titanic. É aquilo ali, mas sem o drama do navio afundando. Pula pro banco de trás, se ajeita, segura na mão, na bunda, no cabelo.

E vai.

O mais engraçado em fazer amor (transar, foder, trepar) no carro é que não pode rolar aquela soneca de depois. Não se você estiver com algum medo de ser pego nu com alguém e ainda ter que passar alguma vergonha. É preciso sair e até, quem sabe, desocupar a vaga para que outro casal possa encostar seu possante e fazer o que vocês dois estavam ali fazendo.

Aos que não tem medo do perigo, recomendo continuar com a prática. Sexo no carro é uma coisa que fortalece o casal e o faz descobrir que não importa o tamanho do banco quando o tesão é maior. Aos que não querem se arriscar, talvez só aquela sacanagenzinha durante a direção já basta para chegar em casa e arrematar os finalmentes. E, claro, sem esquecer de fazer tudo isso com segurança.

Um boquete sem cinto e com o carro em movimento pode ser bem perigoso.

[ Gustavo Lacombe ]

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