Queria Te Arrancar de Mim

Queria te arrancar de mim. Martelar o coração até que esse amor escorresse ou ele se convencesse de o jogar fora. Não é possível que ele ainda não percebeu o mal que faz a si mesmo te mantendo aqui dentro. Hey, Idiota!, dá vontade de dizer, qual é o preço que a gente paga enquanto você se desespera e se agarra a algo que não existe mais? Me diz, Idiota!? Coração burro. E nisso a vida vai passando e as oportunidades de ser feliz vão junto. Não consigo segurar nenhuma, apenas vejo tudo se esvair como areia entre os dedos. Mas, aqui no peito, coração bate o queixo no frio da solidão e se ancora a uma foto nossa antiga. Se ri, parecendo louco. Teimoso já é elogio. Se eu pudesse, apagava o que sinto hoje e acordava amanhã contigo sendo apenas uma lembrança distante. Não te apagaria por completo, claro. Inegavelmente vivemos coisas boas, mas não soube reconhecer o fato de que acabou. Acabou pra você e, talvez, esse seja o pior dos problemas. Tudo isso porque meu coração insiste. Feito uma criança que cola o bichinho de pelúcia no peito, ele se comprime ao teu olhar já desbotado na memória e rejeita qualquer tentativa de desapego. Fica repetindo baixinho teu nome, e eu já nem sei o que fazer. Te tiraria de mim e jogaria fora, te esqueceria e seguiria, como você mesmo seguiu. Mas não consigo. Foda-se. Desisto. Esse amor é muito mais forte que eu.

[ Gustavo Lacombe ]

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