Que a Vida me livre de ter alguém ao meu lado que não me faça gozar. De estar num relacionamento em que o outro não se preocupa comigo, com as minhas vontades, com aquelas necessidades básicas que todo mundo tem. Pra mim, estar na cama com alguém é entender que existe uma espécie de acordo firmado de reciprocidade quanto ao prazer.

Eu gozo, tu gozas.

É uma busca mútua pelo prazer. Busco o teu, tu buscas o meu. E não aceito algo diferente disso. Talvez seja um pensamento um tanto quanto extremista e radical, mas é o que ouço de muitos amigos por aí: para fazer dar certo, é preciso que haja comprometimento. Em todos os mais variados e amplos sentidos.

Excluem-se, certamente, algumas situações normais em que um dos dois já cria um clima de “quero só ir pra cama”. É claro que se sabe distinguir as vontades de quem está com a gente. É fácil perceber que é só uma transa. E não há nada de errado em, um dia ou outro, não colocar tanto romantismo no ato.

A gente também tem um lado animal, né?

O que quero dizer é que não me vejo numa relação onde um dois precisa fingir que chegou lá, que gozou, que sentiu as pernas tremerem. E, por favor, não sejamos simplistas achando que um relacionamento se trata apenas disso. Apenas acredito que sexo seja uma parte fundamental de qualquer namoro.

Então, até ouso repetir como um mantra “que a Vida me livre de ter alguém ao meu lado que não me faça gozar”. Que me livre de uniões sem graça, sem parceria e apenas por um status. Que me faça gozar não apenas na cama, mas a plenitude de uma Vida a dois.

[ Gustavo Lacombe ]

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