Hey, moça…
Não vai embora, não. Deixa eu te explicar tudo isso que tenho guardado e que agora, por fim, tomei coragem de dizer. Sabe, eu guardo essas coisas porque criei um certo medo da resposta. Não consigo enxergar alguma vantagem no ditado “você já tem o não”. É claro que não funciona assim. Eu te tenho na minha vida e não quero te perder.
Não quero te afastar, entende?
Não quero ter que conviver com a sua falta. Durante muito tempo eu prefiri ter você aqui do meu lado como uma simples amizade do que me declarar. Nossa, e agora parece que eu já me declarei, né? Coração burro. Desculpa, não sei como você está entendendo tudo isso, mas até eu mesmo me perdi.
Me perdi a cada olhar seu na minha direção, a cada abraço e a cada beijo no rosto que queimava minha bochecha e parecia ser apenas um lembrete de que a gente nunca daria certo. Era essa a minha visão. Meu sentimento, por mais bonito que seja, sempre martelou nesse sentido. “Não diga nada, rapaz. Vai ser melhor”.
Melhor pra quem?, pergunto-me.
Eu sei que o Amor genuíno quer ver o amado feliz, independente de quem o faça assim, mas é difícil. Se esse é o verdadeiro Amor, tenho certeza de que muita gente não os experimentou. A maioria das pessoas acaba sentindo algo egoísta. Cria uma posse. E eu acho isso, de certo modo, até mesmo normal.
Você já parou pra pensar que é preciso desapegar do fato de que VOCÊ QUER fazer aquela pessoa feliz? É preciso mudar o ângulo em que se enxerga as coisas. Você quer VÊ-LA feliz, não importando com quem. É duro. A pessoa amada nos braços de um outro qualquer. Eu te quero feliz, mas sei que posso realizar bem essa tarefa. Te amar plenamente seria um privilégio.
Moça, sei que parece uma grande loucura chegar te dizendo todas essas coisas e jogar pra você a responsabilidade de responder se aceita ou não, mas é que eu já estava me afogando. Minha “causa mortis” certamente seria um engasgo com o não dito. Então, digo: eu te amo.
Já não posso mais esconder isso de mim.
[ Gustavo Lacombe ]
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