Eu gosto de você inteira e você sabe. Sou teu fã em todos os detalhes possíveis. Do que está na cara ao que é preciso desvendar. Do que você me entrega de bandeja e do que eu preciso arrancar. E sei que você tem esse dom único de me hipnotizar com cada gesto – independentemente da intenção dele.

Gosto, por exemplo, das tuas mãos que me fazem aquele cafuné inocente e me deixam mole em teus braços. Mas também gosto quando elas se tornam provocadoras e vem passear pelo meu corpo como se tudo fosse delas. E é mesmo. Sou quase um bicho domesticado que serena ao teu toque.

Canso de fixar o meu olhar no teu quando me pede um carinho. Amo a cor deles. E também me perco sem volta quando eles me instigam o desejo e pedem coisas impublicáveis. Inenarráveis. Fico bobo com o teu sorriso ao me ver, declarando toda a saudade sentida. Por outro lado, sei captar a malícia que ele pode transmitir ao aparecer no canto da tua boca.

Confesso que eu ainda me surpreendo com o tanto que eu gosto de você.

Ainda me pego fascinado com o fato de você ter essa capacidade de ser várias em uma só. Amante, carente, amiga, autossuficiente, dengosa, parceira. Mulher. Todas as faces de alguém que me deu o privilégio de dividir a Vida. A qual, certos dias, não tenho tanta certeza se mereço pelo tamanho do presente que é.

Devo muito da minha felicidade a você, que me dá a chance de satisfazê-la nos sonhos e na cama. Principalmente na cama, né? Todo esse esforço pelo teu gozo é uma tentativa de retribuir o tanto que sou grato pela alegria que me trouxe.

Eu gosto de você inteira, meu bem, e você sabe disso.

Repito nos cafés da manhã, nas mensagens no meio do dia e nos sussurros enquanto a gente faz amor. Tento comprovar nos pequenos gestos, nos abraços sempre prontos e nos dias que você me procura apreensiva. Conjugo nas noites que as roupas se jogam do corpo, nos dias que mais rotineiros e até mesmo nas brigas.

Aliás, você fica linda nervosinha.
Até isso em você eu gosto.

[ Gustavo Lacombe ]

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