Nunca se sabe ao certo quando acontece, mas, quando acontece, é uma delícia. O Amor correspondido está entre as melhores formas de ser feliz. Sorrir com ele, acordar com ele, conviver com ele. Ainda que longe da pessoa amada, nunca se está vazio. Não que a pessoa sem Amor seja um ser carente de uma completude. Sou adepto da filosofia de que é preciso se encontrar antes de poder se dar. Mas é o apaixonado aquele capaz de mostrar os dentes para dias nublados, não se importar com sinais fechados ou até mesmo com a triste sina de sonhar com quem se ama, acordar sozinho e, mesmo assim, estar satisfeito por ter algo lhe preenchendo o peito. Nunca se sabe quando acontece, em qual curva da Vida aquela pessoa pediu carona esquecendo-se de avisar que ficaria por um bom tempo. A estrada toda, quem sabe. Alguém para aproveitar a jornada, dividir os olhares para as mais belas paisagens e dar força nas ultrapassagens. Toda estrada tem seu risco, todo Amor também. Feliz de quem aposta e encontra terreno fértil para semear um futuro a dois. A sensação é incrível. Pergunte a qualquer pessoa que já amou e foi amado qual dos dois sentimentos é melhor? Sem hipocrisia, ser amado é muito bom, mas o equilíbrio está em fazer as duas coisas quase na mesma proporção. Só que o sentimento não tem medida. Nunca se sabe quando acontece aquilo de passar a contar os minutos longe da pessoa e esquecer o calendário quando se está junto. A paixão que brota nos faz perder a noção de várias coisas. Ou trocar as definições. O Norte, agora, é o amado. O Lar é o abraço. O beijo, então, o bilhete premiado da maior loteria do Mundo. Nunca se sabe ao certo quando acontece, mas quando acontece, é indescritível a sensação de ser feliz pra vida e mais um dia.

[ Gustavo Lacombe ]

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