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Esperem o domingo de manhã. Se ao chegarem em casa num sábado de madrugada o corpo acusar o cansaço da noite, não forcem. Esperem. Tomem um banho quente, troquem carinhos e durmam de conchinha, mas não transem. Recuperem-se para que, no dia seguinte, possam se entregar renovados aos braços um do outro.

Não que seja preciso segurar o tesão. Se der vontade de jogá-la na cama ou de partir para cima dele naquele fim de festa mesmo, façam. Sexo não merece ser regrado, compromissado ou agendado. Só que é melhor estar com carga total do que meia bomba, fazendo por fazer. Acredite: a vontade que bate não passa no dia seguinte.

Longe de ser um negar-fogo. Se o outro insistir, atenda. Mas, por favor, se puderem, esperem o domingo de manhã. O sábado não precisa de uma transa para ser maravilhoso. Aposto até que à tarde já rolou alguma coisa antes de saírem, deitados juntos no sofá, com um tempo sobrando…

Já o domingo – ô diazinho – precisa de algo para acendê-lo. Ele começa sem graça, preguiçoso. Fica em cima do muro: sem a festa do dia anterior nem o trabalho de segunda. Nada melhor que aquele corpo colado ao seu para agitar o dia.

Até porque é neste dia da semana que fazemos as coisas mais chatas, como almoços de família, estudar para provas, mudanças, faxinas. Quando o único compromisso é dormir até mais tarde, acordem prontos e com o tesão que sobrou da noite anterior. Tem muito homem que já levanta assim; e muita mulher também.

E, depois, pode rolar um banho a dois. No chuveiro são mais mil e uma possibilidades. A claridade que entra pelo basculante vai te dizer que foi melhor esperar. O corpo cheiroso
e mais que desperto em cima da cama, junto da toalha, vai provar que foi melhor esperar. O pique maior e mais longo, aguentando quantas vezes forem necessárias até que os dois se deem por satisfeitos, também dirá que foi melhor esperar.

Agora, se a vontade bater no corpo e não quiser largar, que façam sábado. Se quiserem aproveitar que já estão ali e precisam daquele desfecho para tornar o dia inesquecível, façam! Sem problemas! Há quem prefira não contar com o dia seguinte. Afinal, a gente nunca sabe como o outro pode acordar.

Só peço que, se puderem, esperem o domingo.

( Gustavo Lacombe )

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