O Amor é um sentimento que não tem limite.

Respondo logo a questão para que você tenha a opção de parar esse texto se assim quiser ou, decidindo continuar a ler, desvendar algumas questões juntos comigo tentando vislumbrar uma outra perspectiva para essa pergunta.

Eu acredito que o Amor que sentimos por alguém não tenha limite. O tanto que ele cresce dentro de nós é o tanto que o peito consegue suportar. E você já viu coração com paredes? O sentimento vai ocupando o que dá, consegue e encontra de lugar. Quando vê, toma um espaço que você nunca tinha imaginado que pudesse ocupar. O coração não parece ter o tamanho original; você é todo ele.

Não acho errado se entregar totalmente. Não quando você encontra no outro um terreno fértil para isso. Sou meio contraditório ao dizer para não se criar expectativas, mas sendo o outro tão bom e fazendo planos, como não cultivá-las e viver aquele gostinho bom de imaginar uma caminhada inteira junto de alguém? É muito difícil não o fazer.

Entretanto, errando conosco a outra pessoa, essa infinitude toda se põe ameaçada. Queria muito poder te dizer que quanto mais o carinho cresce, maior é a chance de não acabar. Infelizmente não funciona assim. Não funciona porque numa relação as ações de ambas as partes devem ser levadas em consideração. E um erro nunca passa impune ou deixa o que se sente incólume.

A construção se abala.

Aí, enfim, chegamos ao ponto de esclarecer o que pode delimitar esse Amor: o respeito e a tolerância. Digo sem medo de errar que só consegue amar plenamente alguém aquele que sabe respeitar o outro. E, do outro lado da moeda, aquele que sabe tolerar algumas coisas, aprendendo a ceder e entender que numa relação nem sempre seremos apenas felizes. Decepções também acontecem. Perdoar é preciso.

Levando isso em consideração, damos de cara com o ditado “tudo tem limite”. Tudo depende do peso que você aceita carregar. Tudo vai de acordo com a linha tênue entre gostar do outro e gostar de si mesmo. Tudo vai de conseguir enxergar o quanto que se dá e o que se recebe; reciprocidade é preciso – mesmo sabendo que sentir igual é quase utopia.

A melhor resposta? O Amor é um sentimento que não tem limite, cresce o quanto pode, mas é delimitado pelo respeito e tolerância. Onde não existe uma harmonia entre esses fatores não pode existir uma relação saudável. Pode, sim, haver algo entre duas pessoas, mas claramente será prejudicial para alguma das partes.

E, até onde vai o meu entendimento sobre o assunto, Amor bom é aquele que faz bem. Aquele que respeita o outro como ele é, que abraça, carinha e, acima de tudo, não abusa do sentimento tão lindo que existe ali.

 

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