Nenhum relacionamento sobrevive sem respeito. Você pode amar infinitamente uma pessoa, mas se notar que ela não te respeita, certamente não conseguirá ficar. Dizem que o limite do Amor, então, é o Respeito que carregamos por nós mesmos. Claro que, colocando na salada, podemos dar outros nomes como “amor-próprio”, mas a prática é essa mesma: você fica com quem tolera, compreende e aceita muitos dos teus defeitos e manias. E que, também, aprende que cada um é um ser diferente. Somos todos Universo em expansão, mas cada dia é um big bang diferente. Insistir é, sim, prova de que você acredita num namoro, num casamento ou até mesmo num “rolo”, mas tudo chega ao seu limite. Se encontrar com quem se ama e provar de sua recíproca é como viver um carnaval fora de época no coração, se livrar de uma relação tóxica é como fazer um Natal antecipado: é como se dar um presente. Às vezes, não enxergamos que estamos sendo desrespeitados porque estamos envolvidos demais. É aquela velha história de faltar perspectiva quando se acostuma a olhar muito de perto. Temos até quem nos fale, mas as palavras entram por um ouvido e saem por outro com uma velocidade incrível. Ficamos cegos. Juro que fico pensando com um misto de pena e raiva de quem faz o outro perder tempo na Vida desse jeito. Afinal, existem várias formas de não dar respeito a uma pessoa e prendê-la por carência ou algo parecido é uma delas. Você rouba o tempo do outro. Tempo, nossa jóia mais preciosa. Nossa Vida. Mas, se o que restar forem boas lições e o sorriso se mantiver no rosto, bola pra frente. Vamos aprendendo devagarzinho que o carinho e o amor da rotina do “bom dia” ou das fotos tiradas pra posteridade são apenas o florescer de algo bem mais importante e vital numa relação: o respeito. Raiz de todo Amor, Respeito é base pra qualquer que venha a ser o tipo de flor.

[ Gustavo Lacombe ]

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