Depois que a porta bate, menina, pode ter certeza de que nós já começamos tudo. Não precisa esperar a penetração ou nada parecido. Transar é algo que começa muito antes disso. Gosto daquela definição de que o sexo começa na cabeça, no estímulo, nas preliminares. Então, quando você vira pra mim e diz “quero transar contigo” e já estamos sem roupa e abraçados na cama, só quero te mostrar que já começou. Tudo. Cada etapa conta. Até porque, garota, eu só vou entrar depois que você pedir. Só vou parar de te chupar quando você estiver explodindo de desejo. Só vou me contentar quando te ver revirando os olhos. E sei que vamos ter mais dias como esse, que vão melhorando conforme você vai se descobrindo cada vez mais mulher. Claro que se a gente for comparar experiências, eu “sei” muito mais do que você. Mas o que eu trago pra cama que é tão surpreendente assim? Não quero nem de perto soar com tom “professoral”. Pelo contrário, quero é me redescobrir e te fazer se sentir segura o suficiente pra se soltar. Sou daqueles que defende com unhas e dentes, arranhões e mordidas, chupões e marcas na pele, que todos nós devemos revelar nosso lado “safado”. Que, sejamos francos, todos nós temos. E eu vou te fazer achar essa sua faceta. Sem pressa. Próxima vez, eu levo uns pornôs, umas algemas e vendas. Velas. Sei lá, podemos ler uns trechos do “50 tons”. Damos um jeito, inventamos um modo nosso, acendemos essa fogueira e não vamos querer apagar. Aliás, eu quero é me queimar em você. Me arder nesse teu fogo de mulher.

[ Gustavo Lacombe ]

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