Namoro é Pra Ser Leve

Namoro é pra ser leve. Pra fazer sorrir. Não é pra implicar (nunca) com o que o outro come. Tá liberado zoar porque o time perdeu, brigar pelo lençol e, claro, bagunçá-lo fazendo muito amor. Namoro é pra deixar mensagem de post-it no espelho do banheiro ou escrever nele com batom (sem gastar aquele que custou os olhos da cara, por favor!). É entregar uma rosa de surpresa no trabalho, gastar cinco minutos para desviar a rota e encontrar com a pessoa. É mudar todos os planos em cima da hora porque ela descobriu um programa (de índio) muito mais interessante – ou que parecia, pelo menos. Namoro é pra jogar areia na hora de ir embora da praia, é pra sorrir com aquela piada sem graça, cantarolar as mesmas músicas ou ficar impressionado com o horrível gosto musical que o outro tem. Namoro é até pra dividir um açaí caso o estabelecimento tenha um que sacie o desejo dos dois. Um litro talvez seja suficiente. É pra engordar juntos, emagrecer juntos ou respeitar o estilo de vida do outro (mas sendo liberada as brincadeiras com bolos de cenoura com chocolate e afins caso o outro fique repetindo sempre “eu não como doce”). Aham. Tá bom. Namoro é pra ser feliz, mas, principalmente, demonstrar apoio e se fazer presente nos momentos ruins. É aceitar defeitos, exaltar qualidades e querer evoluir juntos – como casal e individualmente. É entender que o outro tem uma vida separada da sua, tem os próprios amigos e até mesmo os próprios programas. É saber entender que cada um tem seu espaço e que o título ou rótulo de ser qualquer coisa do outro não te dá o direito de se meter nisso. Algumas pessoas amam ficar de conchinha, mas também adoram poder desfrutar do silêncio da própria companhia. Namoro é ótimo para exercitar a arte de fazer cafuné, de tolerar as esquisitices de alguém e respeitar a confiança que lhe é entregue. Se for pra trair, obviamente, não namore. Namoro é pra pegar na bunda, não no pé. É pra pegar com jeito e vontade, não pegar todo defeito e fazer uma tempestade em copo d’água. É pra conquistar um pouco mais todos os dias, mesmo sabendo que alguns dias serão difíceis. É pra tentar sempre fazer sorrir e o bem, sem se assustar com arestas que precisem ser aparadas. Se for pra brigar sério, que briguem com a mãe, com os irmãos, com o chefe. Namoro é para mais um monte de coisas que nunca vão caber nos clichês da internet, mas, principalmente, é para ser feliz do jeito que a poesia nos ensina “infinito enquanto dure”. Intenso, vivo e lindo.
 
[ Gustavo Lacombe ]
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