Eu nunca conseguiria me sentir inteira numa relação que me faz ser metade. Não saberia olhar com o mesmo carinho depois do “troca essa roupa”, “lava esse batom”, “refaz a maquiagem”. Antes de aprender o que é o Amor com alguém, já descobri faz tempo o meu próprio sentimento. Antes de ser um bom par, eu tive que entender o que é ser singular. Quando ouço as histórias, então, penso que acabei dando sorte. Passei por poucas situações embaraçosas, mas não consigo dizer ao certo se estava errada ou não.  E todas elas foram provocadas por um ciúme bobo, que gerou uma certa insegurança e foi devidamente acabado com uma conversa. Ao mesmo tempo que acho que romantizam demais, também demonizam demais o ciúme. Mas o foco aqui não é esse. Quando digo que dei sorte foi por sempre apostar em namoros com quem me fazia rir de chorar, me alegrava só com um bom-dia num bilhetinho e me dava a certeza de que um abraço era o lugar mais confortável do Mundo. Acabei conhecendo o “fim” porque uma hora se entende que as mudanças chegam e que caminhos nem sempre andarão lado-a-lado. Fui feliz. Sou feliz. Pretendo continuar sendo. E isso nada tem a ver com estar com alguém ou não. Isso tem a ver com selecionar com carinho as pessoas que me cercam, podar as arestas que aparecem e prezar pela paz. A minha principalmente.

[ Gustavo Lacombe ]

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