Resenha: “O Amor Nos Tempos do Cólera”

Acabei de ler “O Amor nos Tempos do Cólera” e só consigo dizer que gostei. Não de um jeito simples, mas de um jeito que senti a aula alimentada por uma história, seus meandros e personagens bem construídos que, até o final, pareciam terem sido feitos para um livro eterno.

A história narra o Amor de Florentino Ariza por Fermina Daza numa Colômbia antiga e ainda com tradições enraizadas sem muito avanço desde a sua libertação. Assolados por guerras-civis intermináveis e surtos de cólera que volta e meia matavam milhares de pessoas, as vidas dos protagonistas vai se desenrolando a partir de memórias, momentos e, o que mais me encanta em Gabriel García Marquez, fragmentos soltos que, de repente, puxam um fio inteiro de narrativa.

O livro é longo. Depois de ter lido um livro de John Green em três dias, passei quase janeiro inteiro com esse Amor nas mãos. A sensação que me dá ao ter um livro desses para ler é que ele necessita de tempo e atenção, sem poder ser lido em qualquer ocasião por conta da riqueza de detalhes e um vocabulário distante do comum – mas esse é um jeito meu de ler a história e que acho que funciona melhor pra mim.

O livro foi escrito no final do ano sabático de Gabriel logo após ganhar o Nobel de Literatura. Não tem o mesmo realismo mágico de “Cem Anos de Solidão” e é muito mais profundo que “Memórias de Minhas Putas Tristes”, os outros dois títulos que li do autor.

Sobre a história em si, posso dizer que passei o livro inteiro torcendo para que Florentino encontrasse outra razão de viver que não fosse Fermina. Torci para que o casamento dela com o Doutor Juvenal Urbino se estendesse para além da morte de Ariza. E te garanto que fiz isso por que julgava caminhos mais diversos para o fim, que não é nada previsível – mas que pode reservar ainda mais surpresas se você não ler a orelha do livro.

Numa cotação rápida, dou 4.5/5 estrelas para o livro. “Cem Anos” é mais encantador, na minha opinião, o que não me permite dar nota máxima para este. Ainda assim, é um daqueles que você pode bater no peito e dizer que leu. E, assimilando bem diversos conceitos, frases e pensamentos que lá estão, pode terminar a leitura com outra visão do que é o sentimento, do que é o carinho, do que é a Vida em si.

Salve, Gabriel!

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