Enquanto Você não Chega

Enquanto você não chega, eu salivo. Salivo pensando nas suas pernas trazendo o corpo que adoro, pensando na boca que vai chegar abrindo um sorriso, pensando nos cabelos que chegam soltos, mas que logo ficam presos entre os meus dedos. Você sabe que ter os seus fios pelo chão do quarto é quase como um lembrete da noite foda que a gente teve.
E já imagino os próximos fios de cabelo no chão depois de hoje.
Enquanto você está vindo, dizendo que já pediu o uber e que tá correndo pra acabar de se arrumar, eu penso exatamente no bagunçar geral que você faz. Os lençóis amassados, as roupas pelo chão, os copos de vinho na mesa. A casa fica uma desordem, mas é o corpo que experimenta a melhor das sensações: tudo zoneado nele, mas uma calma absurda depois do nosso sexo.
Eu gozo contigo como quem se entrega ao seu maior conquistador. Como quem não tem medo de esgotar os músculos, contorcer o rosto, gemer alto e se dar. Se doar. Você é a dose perfeita de desinibição que meu córtex frontal precisa pra falar tudo que penso, sugerir tudo que quero e fazer o que der na telha. Esse sou eu, usando a ciência pra explicar o que teu tesão faz comigo.
E, enquanto o interfone não toca e a tua voz pede “desce”, fico olhando pro sofá da sala e recordando a última vez que você esteve nele. Nua. Trocamos fluidos, palavras carinhosas, apelidos secretos e tapas. Engraçado como você pede pra apanhar do mesmo tanto que gosta de bater. Eu aprendi com você a suportar essas mãozadas abertas.
Aprendi contigo como bater de verdade quando se está de quatro. Eu fico doido com você de quatro.
Vou na cozinha, pego um copo com água e, pensando, babo. Fodeu, já me imaginei te babando toda, te molhando com minha boca e chupando uma halls preta. Jogando açaí no teu biquinho do peito. Mordendo tua orelha enquanto você pega meu pau e tira pra fora da bermuda. E penso, inevitavelmente, em você engolindo tudo, chupando com gosto, batendo pra mim até me ver gozar.
Aliás, se você chega daqui a uns vinte minutos, pode apostar que há umas duas horas eu já tô dando sinais e ficando de pau duro só de lembrar de tudo. Você tem esses peitos que eu gosto de lamber. Tem esse quadril que eu gosto de afundar os dedos. Tem essa bunda que eu curto demais ver empinada pra mim quando a gente faz em pé e você fica de costas.
Me olha de rabo de olho e pede “mete”. Não tem como negar.
Enquanto você não chega, não vem e não começa toda a sacanagem comigo, preparo a casa, o corpo e o espírito para tentar ir além de tudo que a gente já fez. Ser melhor. Não o da sua Vida, mas de todas as nossas outras transas. Afinal, não acho que tenho que ficar sendo comparado com os outros, mas enquanto você não chega fico aqui pensando nas maneiras de te fazer voltar. Não necessariamente voltar à minha casa, mas pra mim.
Melhor: enquanto você não liga avisando que chegou e a gente começa tudo que está ensaiado por outras fodas e quer se repetir ainda mais intensamente na de hoje, eu vou arquitetando planos de fazer não com que volte, mas que nunca se vá. Porque, também, enquanto você não vem, eu já carrego a certeza de que poderia e quero foder contigo todos os dias que puder da minha vida.
Vem.
[ Gustavo Lacombe ]
Quer me ler mais? Peça meus livros! Aqui:
Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s