Dividir ou Não o Motel

Dividir ou não o Motel? Eis a questão.
 
Esse é um tema bastante polêmico quando colocado em questão. Não faço uma enquete porque acho que essa opinião deve ser dividida entre o casal – não importa se formado somente para aquela noite ou junto por muito tempo. Cada um deve saber, sim, o que é melhor pra si. “Si”, no caso, tratando os dois como uma unidade.
 
Só que tentar chegar num consenso entre ambas as partes implica, obviamente, em acordar nas posições e proposições. Parece claro, mas e quando cada um defende um ponto de vista diferente? Como chegar no meio termo? Como eu não tô aqui pra fazer um Globo Repórter do assunto, vou expor a minha opinião:
 
Não vejo problema algum em dividir.
 
Argumentos usados para que NÃO haja a divisão e que podemos imaginar facilmente aqui: depilação, unha, maquiagem, produção e, claro, usufruto de toda a situação. Isso é o que muita mulher diz e sei que nem conseguirei contemplar todos os motivos aqui. Elas dizem que tudo isso custa dinheiro e que, afinal, o cara não precisa investir nada nele para a chegar àquele momento. Portanto, é justo que ele pague a conta.
 
Eu não concordo, mas vou passar longe da polêmica de “direitos iguais” que é uma grande bobagem. Não acho que a mulher que não quer dividir está praticando, de alguma forma, machismo. Claro, machismo, pois coloca o cara na obrigação de pagar tudo, bancá-la, etc. O ponto, no meu humilde ponto de vista, é que, se os dois vão aproveitar a noite JUNTOS, qual o mal em dividir?
 
Veja bem, não acho que seja uma obrigação dividir. Como também não acho que precise ser uma vez de um e uma vez do outro. Isso é do momento. Vai de cada um, como afirmei no começo do texto. Eu já saí com mulheres que sabiam que eu não tinha um puto no bolso pra pagar motel. E elas pagaram. E já levei namoradas pro motel sem me preocupar em dividir e nem ao menos sugerir.
 
E, sim, já sugeri a divisão, já ouvi uma menina dizer “deixa eu pagar hoje porque você pagou a outra vez”, já fui pro motel com dinheiro contado, já ouvi a pergunta “quer ajuda pra pagar?”, e já fiz dentro do carro parado porque nenhum dos dois tinha dinheiro pra pagar. E, até onde eu sei, nenhuma delas me achou um idiota ou me largou por conta dessa polêmica.
 
Pelo menos até onde eu sei.
 
Qual o drama envolvido na questão? Além de muita mulher não aceitar o fato de ter que pagar alguma coisa – o que já deixei bem claro aqui que é um direito total dela, só não entendo muito já que os dois vão aproveitar – existe também uma ala conservadora masculina que não aceita de jeito nenhum que ela desembolse qualquer quantia. E uma das histórias mais loucas que já ouvi foi essa:
 
Um cara, não querendo que a namorada pagasse o motel, sugeriu que fizessem no carro. Nota: ela tinha dinheiro e não se incomodaria em pagar. Ele não quis. Sugeriu o sexo no carro. Brigaram. Feio. E terminaram. Ele não entendia porque não faziam ali e não aceitava que ela pagasse, porque julgava ser uma obrigação sua. Ela não entendia porque ele não a deixava pagar e não queria se expor dentro de um automóvel.
 
Foi o fim.
 
E sei que se você chegou até esse ponto do texto você já relembrou de algumas situações, já pensou numa vez em que saiu com um cara e não quis pagar mesmo, pode relembrar de quando namorou e não via mal em dividir e, certamente, tem quem esteja lendo me achando um completo idiota por defender a ideia de que não existe problema algum em rachar a conta. Tudo bem, acho que vai de cada um.
 
No final, acredito que pensamentos parecidos se atraem e pensamentos muito distantes se repelem. Por mais que essa questão seja ínfima em alguns aspectos, mas relevante na discussão de igualdade de gênero (que em nenhum momento eu acho que seja a tônica dela), dividir ou não um motelzinho é decisão pro casal. Quer pagar tudo, paga. Quer dividir, divide. Só não fique sem gozar e enchendo o saco dos outros.
 
Para encerrar, é fácil encontrar opiniões diferentes entre as pessoas: mulheres que acham uma afronta, outras que se sentem usadas se o cara sempre pagar e algumas que dizem que pagam tudo “se o show valer a pena”. Quem sou eu para dizer a elas o que é certo ou errado? – por mais que defenda, e vou repetir, que dividir motel não é o fim do mundo e acho natural de certa forma. Cada um paga se quiser, pra quem quiser, quando puder.
 
O resto é punheta desnecessária numa discussão que nunca terá fim.
 
Só gozem, então. E sejam felizes.
[ Gustavo Lacombe ]
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