Imagem

Que a Sua Felicidade Não Dependa de Ninguém

Existe um ditado que diz “a sua felicidade é como a chave da sua casa, não as deixe nas mãos de qualquer um”. Muito verdade. Ditados, em sua grande maioria, são a sabedoria do povo traduzida em poucas palavras. Neste caso, eu concordo em gênero, número e grau. E digo mais: o bom de não depender de ninguém para ser feliz é que, quando você encontra esse tal alguém especial, ele faz transbordar, faz brotar coisas ainda mais lindas que aquelas que você mesmo plantou. Faz fazer valer cada passo dado sozinho e que, a partir de tal momento, ganhou companhia. O bom de não depender de ninguém para se divertir, para se bastar, para se sentir inteiro, é que quando você finalmente descobre o que é amar, se entregar e viver algo pra valer, o mundo ganha mais cores além daquelas já conhecidas. As respostas se multiplicam e por vezes até as perguntas mudam, mas a grande delícia é buscar as resoluções a dois. E verdade: sua felicidade não depende de ninguém, mas é foda demais quando alguém nos faz ainda mais feliz, né? É bom pra caramba quando alguém chega e mostra que éramos felizes, mas podíamos ser muito mais. Espero que você também sinta isso um dia.

#ahLacombe
http://instagram.com/lacombegus

Imagem

O Que é Especial Mesmo?

“Você vai ficar bem?”, Summer pergunta a Tom. “Ficarei, em algum momento”, ele responde. Eu, sinceramente, adoro o final desse filme. Acho que se você nunca viu e acabou de saber como acaba, assista. Ainda tem mais coisa nas últimas cenas mesmo. Mas a ideia principal, a de que o Amor certas vezes é uma construção que apenas uma das partes faz e que o outro não corresponde e que isso é da vida, isso tudo pra mim é um puta autorretrato das relações que encontramos. No final, sobram as possibilidades depois de um infortúnio, depois de quebrar a cara, depois de perceber que não era aquela pessoa a mais especial ou descobrir, de uma maneira ruim em certos momentos, que você não era a pessoa ideal. Eu tenho, sim, um pouco de raiva da Summer, mas nada que não me faça entender o lado dela. Aquele “click” nunca rolou. O sexo talvez fosse bom, a companhia talvez fosse agradável, mas chegou num ponto em que o “tá, mas vamos ser o quê?” não encontrou a resposta óbvia. E posso ser muito sincero? Quando alguém quer te namorar, não importa se vocês acabaram de se conhecer ou se um dos dois acabou de ficar solteiro, ou se alguém ainda tá machucado. Se você encontra alguém especial e não quer deixar essa pessoa escapar, todas as desculpas dão sono e o que importa são os motivos para ficarem juntos. Pode ser radical demais pensar assim, mas é um pensamento que ajuda a prevenir alguns corações quebrados. Enfim, melhor se arrepender do que fez, não é? E não se preocupe se você “der azar”. Às vezes é preciso achar que encontrou algo especial pra aprender o que realmente é especial.

#ahlacombe
@lacombegus

Imagem

O Que É Ser Flamengo? (tentativa #1)

O que é ser Flamengo? Eu não consigo descrever em palavras exatas, mas posso tentar te dizer o que o Flamengo tem sido pra mim nesses 29 anos de vida: uma parte fundamental minha. No “país do futebol” talvez tenha sorte aquele que nasce sem gostar do jogo. Digo sorte porque não se estressa como eu já me estressei, não perde noites se revirando e ruminando derrotas como eu já me revirei, não sai de um estádio chorando depois de uma derrota inesperada como eu já saí. Gostar de futebol também implica um gasto absurdo com ingressos, camisas, coisas relacionadas ao time. Faz bem quem não gosta. Mas eu tive sorte. Digo sorte porque, agora, já não coloco na balança o negativo – quer dizer, sinto seu peso, mas existe um lado maravilhoso que sempre compensou: o da alegria, do amor, da paixão. Vestir rubro-negro se tornou minha cor preferida e me desculpem não conseguir escolher só uma. Os meus momentos no Maracanã são alguns do que tenho mais vivo na cabeça; da derrota para o Santo André em 2002 até a Copa do Brasil em 2013. Nesses últimos tempos eu acho que tenho ficado mais sensível. Sinto um arrepio só de entrar pelo túnel, sorrio sozinho ao ver uma inversão de jogo e, da arquibancada, lembro sempre de como era pequeno e assistia muitos jogos com meu pai. Meu pai, me levou no primeiro jogo na Gávea, que ficava preocupado quando aos 14 anos eu já ia sozinho, e que me buscava quando eu era bem pequeno para o nosso programa favorito: ver o Flamengo jogar. Eu não vivi tanto ao ponto de ter visto a última conquista e se eu for comparar a história que eu já vi desse com alguns outros clubes, vou chegar a conclusão que este, sim, é o melhor ano que eu já vi. Independente do desfecho, hoje eu vejo o meu time no lugar de onde ele nunca deveria ter saído – e olha que quase fomos parar noutros bem estranhos. Se há um ano você me perguntasse qual era o meu sentimento em relação ao time, eu te diria que estava “cansado de só bater na trave”. Há 6 anos estamos nesse ritmo. Há 35 sem chegar tão longe. Há 38 sem voltar aonde queremos. Ainda com todas as brigas, promessas de abandonar e coisas ditas no calor da emoção nas fases ruins, hoje tranquilamente posso dizer que ser Flamengo é meu maior prazer.

[ Gustavo Lacombe ]

aproveite a promoção dos meus livros:
http://www.gustavolacombe.com.br/blackfriday

Imagem

Sobre Desapaixonar

Ok, eu sei que é difícil se “desapaixonar”. As pessoas ficam arrotando por aí “desapaixona, sai dessa, cai fora”, mas não percebem que é muito complicado simplesmente virar pro coração e dizer:
 
– A partir de hoje, você está proibido de sofrer por esse bosta!
 
Claro que não é assim! É difícil te passar uma receita, mas sempre que eu vejo um amigo completamente apaixonado por alguém que está NEM AÍ (ou “cagando”, no popular), digo que ele precisa mudar o foco, concentrar em si mesmo, arrumar um hobby novo, se dedicar ao que está acontecendo a sua volta e parar de gastar energia com o que-seria-de-mim-se-ela-gostasse-de-volta. Não seria nem será porque ela, adivinhem, não gosta de volta. Chega a ser cruel, eu sei, falar assim. Só que deixar de meter o dedo na porra da ferida só ajuda a prolongar o sofrimento. Algumas vezes, a desilusão é o melhor dos remédios pois representa a nossa volta à sanidade. Nossas funções neurológicas restabelecidas e a certeza de que, por aquele sentimento sem recíproca, não agonizaremos mais.
 
Falta um pouco de carinho e cuidado quando chegamos para falar com alguém querendo dizer isto tudo aí em cima. Falta empatia. Ninguém gostaria de ouvir verdades tão cruas, mas ainda assim eu garanto que é o único jeito de tirar de uma vez, de tentar abrir os olhos, de ser o que a palavra amigo verdadeiramente é: alguém que está ao lado nos bons momentos, mas que nos maus faz questão de dizer “pare de se humilhar, levante a cabeça e siga seu caminho”. Desapaixonar, por mais difícil que seja, é melhor que acreditar num milagroso “sim” num dia qualquer que virá. E se tem uma coisa que o Amor nos ensina, é que nada do que tem de ser dado de livre e espontânea vontade pode ser forçado.
 
Ninguém ama por insistência.
[ Lacombe ]
Para comprar meus livros, acesse:
Imagem

Eu que Já te Amo Tanto

Parece que eu ainda tenho um tanto pra te dizer, um tanto pra ver ao teu lado, pra viver contigo. Parece que todo tempo junto foi pouco e o que vem pela frente me traz uma ansiedade que há muito tempo eu não sentia. Talvez seja do tanto que te quero e como diz um poeta que gosto (ou acho que ele diga algo assim), já te amo tanto e ainda nem te amo tudo. É por aí. O mais incrível do Amor, e que a gente vai descobrindo conforme o vive, é que se transforma, se expande, se refaz, se renova. E não importa o quanto eu já tenha sofrido, amado, caído, levantado; parece que sou novo de novo. O sentimento tem esse poder mesmo e é uma dádiva poder encontrar alguém que te faça sentir-se assim. Há quem rode o mundo e nunca mais encontre. Há quem desista. Há quem viva sem dar valor. E eu tenho a sorte de ter você. “Obrigado” parece pouco, até engraçado, mas diz do tempo que estamos juntos – suficiente pra te marcar na minha história, curto pra dizer que é o suficiente. Por fim, gosto de ir tateando o futuro e ir descobrindo que nos meus dias tem sempre um tiquinho a mais de você, de nós, e que a saudade será sempre o reforço da certeza do quanto nos queremos. Saudade essa que sinto dos momentos já passados, “sorridos”, amados, juntos. Saudade do que ainda vem, do que vai ser e do muito que queremos construir. Espero que numa vida dê tempo.
 
[Gustavo Lacombe]
.
.
.
 
Menção ao amigo @lucaoescritor
Imagem

Seu Futuro Não é Essa Dor

Eu queria poder arrancar do teu coração essa dor que te causaram. Esse descaso. Essa falta de carinho. Descobrir uma sacanagem não é em si a pior parte, mas sim a certeza de que o outro não levava tão à sério o sentimento como você levava. É o “tanto faz” que mata. Desculpa dizer isso, mas tenho quase certeza de que se ele virasse e dissesse “eu me apaixonei por outra pessoa” doeria menos. E seria assim porque ao menos há um sentimento que justifique. Essa indiferença é foda. Essa sensação de que não foi porra nenhuma, de que era a mesma coisa que nada. Agora? Só o tempo. E eu sei o quanto é estranho pensar que vai passar. Alguém que era tudo e preferiu ser… pois é. Se foi ontem e ainda doer hoje, não tente não sentir. Digo isso porque varrer pra debaixo do tapete só te fará mais mal. A dor é inevitável, mas seguir é prioritário. Deleta, bloqueia, manda à merda, queima com as amigas, não toca mais no nome, joga fora as recordações, ocupa aos poucos a rotina com outras coisas. Talvez dê vontade de tomar um porre, ligar pra um contato, fazer uma merda por aí. Talvez dê vontade de sair correndo e parar na frente da casa dele. Você vai viver o misto dessas sensações e eu entendo até se disser que já passou por isso. A gente se machuca quando se entrega. E não nos entregamos só uma vez na vida. O trincado fica no coração, mas a cola é amor. Próprio. Teu futuro não é isso, sabe? Amanhã doerá bem menos e você vai ver que um pé torcido é pior. Tem que ser pior do que esquecer alguém que te faz tanto mal. No fundo, fica aquela sensação de que “se livrou”. Demora até perceber isso, mas quando bater vai te encher de um jeito que o sorriso voltará inteiro ao teu rosto e talvez você nem se lembre – da dor, porque de certa forma toda decepção fica. Desculpa afirmar isso, mas não foque no deu errado. Veja o quanto você esteve certa e continua ao seguir teu rumo. Vai viver tua vida e construir tua história. O que deu errado vai ser só um tijolinho. Daqueles que a gente passa e nem vê.

[ Gustavo Lacombe ]

Quer me ler mais? Compre meus livros! Aqui:
http://www.gustavolacombe.com.br/livros

Imagem

Foda-se o Medo

Uma das piores coisas que penso quando estou escrevendo meu romance é imaginar que as pessoas vão ler e achar uma merda. Essa é uma verdade. E é a verdade que muitas vezes vamos precisar lidar em diversas áreas da vida: o medo do fracasso. Meus pais não me criaram para vivê-lo, muito menos conviver com ele. Acredito que os seus pais, tios, familiares e amigos também o incentivaram e estão esperando que você seja bem sucedido. Ora, vejam só, nem todo mundo vai conseguir começar a se sustentar antes dos 25, graduar-se no tempo certo, arranjar um namorado perfeito, um hobby que traga prazer imenso, um círculo social que mantenha os finais de semanas ocupados e uma auto-estima capaz de não se comparar com ninguém. Não, a grande maioria vai desejar conseguir coisas que os outros (para quem o foco está apontado) já tem. Eu, do alto da minha autocrítica, sei que todo esse medo ao escrever um livro novo provém de uma série de questionamentos que me imponho diariamente sobre crescer, ter uma profissão que remunere bem, conquistar meus objetivos e outras coisas. E sei que não estou sozinho. E sei, inclusive, que as histórias que eu decidi contar podem ajudar outras pessoas a também pensarem em suas próprias vidas. Aliás, poderá dizer a elas: fracassar não é exatamente um problema quando se mantém a persistência e a chama do sonho aceso dentro de si. Pelo menos hoje, se eu temo o tombo, posso te garantir que eu sou forte o bastante para me levantar novamente. Se meus personagens serão críveis, se a história será boa, se o livro vai estourar, tudo isso são perguntas que eu preciso descobrir lá na frente. Se os seus planos vão dar certo é outra coisa que apenas vivendo se descobrirá. O que nos trava é o medo, mas, quer saber, foda-se o medo. Torço pra que a cada pessoa que achar meu livro uma bosta, outras dez, cem ou mil achem ele legal. Se tem gente que fala mal até de Gabriel Garcia Marquez, quem sou eu pra querer virar o queridinho. Quem somos nós para querer fazer tudo certinho. Foda-se. Vamos viver.

[ Gustavo Lacombe ]

Imagem

Tentar Ainda é Melhor que Não Fazer Nada

O ano mudou, mas alguns sentimentos não. Eu tenho certeza que em algum lugar deste país alguém passou o Natal e o Ano Novo longe de quem ama. Posso até afirmar que ela já ousou tentar ficar com outra pessoa, viver uma nova história, apagar o que sentiu. Só que descobriu que certas coisas são impossíveis. Nem mesmo um milagre natalino daria jeito. Como vai poder desbeijar uma boca, desamar um coração, destirar a roupa que revelava bem mais que um corpo? Não é só uma música que diz isso, mas todas as outras que vão servindo de inspiração para a sofrência e marcando os dias, as horas, os minutos que os dois estão separados. Eu juro que não quero me meter, mas se ainda existe sentimento, por que não tentar? Sei que as circunstâncias mudam, sei que muita gente tem que aturar coisas horríveis e para certos casos serei sempre o primeiro a dizer que, quando acabou-se o respeito, foi-se também o Amor. Porém, entretanto, contudo, todavia (um pequeno número de conjunções adversativas para enfatizar o pensamento) se o que separa é o orgulho, se o que afasta é um mal entendido, se o que deixa longe é um medo de tentar novamente, acredito que o calendário novo pode ajudar. Não, ninguém consegue passar uma borracha por cima do que houve, mas é preciso decidir se a segunda chance é verdadeira ou apenas um motivo a mais para martirizar o peito. Se for para jogar na cara tudo que aconteceu de errado (e certamente aconteceu algo para o fim), melhor realmente nem passarem perto um do outro. Agora, se sobrar vontade, se ainda existir uma história a ser vivida, se os dois se querem – e dane-se se os amigos não aprovam ou se a família acha melhor não. Tudo isso com ressalvas, claro. Conheço casais que voltaram e deram certo. Conheço os que tentaram e terminaram de novo. Mas conheço também quem se arrependa de nunca ter tentado. Garantias eu não tenho e nunca vou ter de que um relacionamento começa e será para sempre, mas certamente a dúvida do que poderia ter existido é pior do que a tentativa de ser feliz.

[ Gustavo Lacombe ]

Imagem

Fotos Antigas

Outro dia respondi a pergunta se ainda sentia algo por você. Não, eu não sinto. Sinto uma pontada de que poderíamos ter sido mais, mas que não fomos por algum motivo. São os desencontros que não valem a pena serem mencionados aqui. Mas eu relutei até ter coragem de apagar todas as suas fotos. Até conseguir me desfazer de memórias vivas que ficaram atiçando as memórias que existem dentro de mim. É impossível não vê-las e passar incólume. Volta e meia eu me arranhava quando abria o rolo de câmera. Hoje, enfim, apaguei. Deletei aqueles sorrisos, aquelas imagens, até aqueles nudes. Eu vou lembrar pra sempre e obviamente do teu corpo no meu, da tua boca na minha, da minha boca em outras partes tuas e tudo vivido. Isso nem mesmo uma lavagem cerebral apagaria. Eu só não preciso carregar essas evidências comigo. Eu não preciso topar com nossos sorrisos quando vou mostrar algo aos amigos ou contar de uma viagem que fiz para alguém novo. Eu desejo e espero que você esteja bem, sem carregar nada de ruim aí dentro e sendo a pessoa maravilhosa que conheci. Foi foda ter que deletar as mensagens no início, foi difícil ficar sem falar contigo, foi estranho te ver sumindo dos meus dias. Foi necessário apagar esse restinho pra ter certeza de que podemos ter sido muito, mas hoje já não somos mais nada.

[ Gustavo Lacombe ]

Para comprar meus livros e me levar pra casa:
http://www.gustavolacombe.com.br/livros

Imagem

Não Tente Carregar o Peso do Mundo

Chega uma hora que começamos a acumular o peso de um mundo inteiro nas nossas costas. O nosso e o das pessoas que nos cercam. O nosso e das pessoas que amamos. Queremos resolver tudo, abraçar tudo, corrigir tudo, ter controle de tudo. Queremos colocar pingos nos is, saber momentos ideais para apostar, recuar, dizer, investir, falar. Queremos saber, antever, reaver. Queremos muito e, pra variar, sempre queremos pra ontem. Até que alguma coisa acontece e tudo aquilo que fomos empilhando no nosso colo cai. Vemos, com a obviedade de tudo isso, que é impossível querer carregar tanto. Ter o controle de tudo. Querer dominar e calcular a exatidão dos passos. Dá um “tilt”, uma coisa ruim no peito e um nó na cabeça. Vem a frustração, vem a culpa, vem a raiva. Vem um sentimento de impotência e é nessa hora que a gente olha pro lado e vê alguém se dando bem e parecendo acumular dez vezes mais funções do que nós mesmos acumulávamos antes de “quebrar”. Nos comparamos. Causamos o pior dos efeitos em nós mesmos buscando uma saída que, na verdade, é apenas o poço criando mais fundura. Dá vontade de rasurar a vida. Chega uma hora que dá vontade de resetar as emoções e recomeçar, como se tudo passado pudesse estar em branco – mas não podemos. E talvez seja essa hora a melhor hora para nos abraçarmos, olharmos com carinho pra nossa vida e pararmos de nos culpar. É impossível conseguir carregar tudo, resolver coisas para todos e seguir um caminho sabendo do todo. É inevitável se machucar, é preciso se curar. É foda sentir a dor de uma sacanagem, mas é bom demais apostar no Amor e acertar. É preciso parar de fazer cafuné na culpa como se ela já fosse de estimação porque, na real, limpar a nossa consciência e conseguir pedir desculpa aos outros e dar o perdão a nós mesmos são passos que nos fazem conseguir seguir. Chega uma hora, enfim, que a gente apenas leva o que é suficiente para nos fazer bem. Sem precisar de todos, de tudo. O extraordinário pode até seduzir, mas o realmente necessário é o que nos satisfaz.

[ Gustavo Lacombe ]