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Bumbum não se come

Bumbum não se pede, se conquista. Isso é o que diz uma música já meio antiga e machista até certo ponto que eu concordo e discordo ao mesmo tempo. Por quê? Bom, vamos lá. Como mulher e com a exata certeza do que gosto, posso dizer com propriedade que anal não é algo que eu faça com qualquer um. Faço, mas o cara precisa ganhar minha confiança. Eu sou assim. A não ser que, dependendo do tesão, eu queira dar pra alguém no primeiro encontro e foda-se. Complicado colocar dois tabus no mesmo texto, né? Mas vamos com calma. Anal precisa de técnica. Precisa saber o que está fazendo. Se botar de qualquer jeito, vai doer. Se for apressado, vai machucar. Se for com medo, vai ficar ruim. Se não relaxar, vai ser uma merda. Minha dica: só dê depois de gozar. Depois de estar relaxada ao extremo. E não por pressão. Não porque o cara “merece”. QUEM MERECE É VOCÊ, GATA! Porque o teu prazer é que conta e não o orgulho dele em dizer “comi um cu”. Faça-me o favor! Quero, sim, que você se descubra, que você saiba que dá pra gozar pra caralho dando a bunda e que não é pra ser tabu. Tudo que é feito na cama em nome de um sentimento real é válido – Garcia Márquez tem uma frase parecida com essa. Então, não libere somente porque o cara é maravilhoso e você acha que ele merece. Você merece ser feliz se conhecendo, testando coisas novas, se prevenindo e descobrindo que teu corpo é maravilhoso! Pode até ser que, num dia que ele quiser muito, você faça por ele, mas sabendo o que você gosta e encontrando quem saiba fazer, dê sempre. Faça sempre. Faz o que tu tem vontade, mulher. E espero que seja com quem saiba o que está fazendo. Repito só porque é necessário. Bumbum não se come, se degusta a dois.

#aaaaahLacombe
@lacombegus

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Tão Natural Quanto Respirar

Você não sabe há quanto tempo eu tenho guardado um tesão só pra você, mas tomei coragem pra dizer. Me apropriando do que diz naquela música, o que te digo é apenas uma verdade: não importa quantos já tenham passado na minha cama, a vontade de te pegar, te arranhar e me esfregar na tua cara não passa. Sabe qual é o problema de quem finge demais ser certinho? É que na hora do “vamos vê”, assusta quem não esperava tudo aquilo. Isso não quer dizer que eu sou atriz pornô, que eu já dei pra 500, ou te dá qualquer margem pra falar do meu caráter. Eu tô falando daquilo que surge inexplicavelmente só de olhar alguém, aquela atração absurda que sobe no corpo e só um banho gelado dá jeito – pelo menos nos quinze minutos que se seguem depois dele. Uma coisa tão natural quanto respirar que muita gente freia por instinto natural da mordaça da sociedade. Recatados, bem vestidos, polidos e pudicos. Somos assim na frente de todos e é até meio óbvio. Ou você acha que quero dar certas liberdades a quem nem ao menos sabe meu sobrenome ou se lembra da minha data de aniversário? Entretanto (porém, contudo e todavia), tem certos dias que só quero transar (e coloque aqui alguns outros verbos) e satisfazer uma coisa interna minha que já nem posso mais chamar de vontade ou necessidade. E nem pode ser com qualquer um. Entenda: tem uma hora que a mulher prioriza sua sanidade mental e um bom vibrador já faz uma bela parte do serviço – sem precisar chamar um uber depois. O que rola contigo, então? Não sei. E se eu soubesse explicar não teria gasto tantas palavras te dizendo o que eu não consigo achar no dicionário, mas que o corpo inteiro sabe. Eu. Preciso. Sentir. Você. Fica aí o convite. E, por favor, não se assuste com o meu jeito direto de ser. Se fosse pra ir com calma, eu tinha respondido o teu story biscoiteiro feito só pra chamar a atenção. Não precisa. Tô aqui. Ou me apaga de vez ou queima comigo. Você decide.

#aaaaahLacombe
@lacombegus •

@fridacastelli

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Todo Amor

[Você pode ler este texto ouvindo “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” – Cazuza]

A rede embala o que pra muitos é mentira. O Amor, tão mal falado e tão gasto, escorre pelos dedos que se entrelaçam e pelas pernas que se embolam. O vento que abraça os corpos poderia ser como aquele que esculpe formas em pedras, tão imóveis quanto nossos olhos agora repousados um no outro. Até que você os fecha, chega perto, me arrepia inteiro. Ainda não me dei conta do que está acontecendo, mas meu sistema nervoso central já sabe e dispara o sangue para onde deve. O movimento seguinte é rápido, mas é o necessário pra me fazer sentir seus peitos contra mim, tua respiração se apressar e teu peso se precipitar sobre mim. E é aí que te ouço dizer “a casa tá cheia, vem comigo”. Lá vamos nós. Eu já acostumei a te seguir sem perguntar muito. O sentimento faz essas coisas. Te prega peças algumas vezes, mas eu tenho o feeling atento. A maior roubada que você já me meteu foi naquela loucura dentro do cinema. O que poderia acontecer hoje? Me vejo, então, em pé no banheiro, semi-nu, você liga a água e eu digo baixinho “é a suíte dos seus pais!”. Foda-se, você responde. Eu achava que tinha sossegado contigo, mas agora entendo que a aventura na verdade é o próprio ato de amar contigo. E ali, mais uma vez, eu confirmo que o sexo por sexo pode até ser bom, mas quando se deixa misturar com o Amor… é foda. O vidro embaça, o gosto da tua boca me inebria mordo a fruta. Se alguém bate na porta, a gente não ouve. Se alguém reclama, a gente não se importa. Sou teu pão, tua comida, e confesso que amo essa rotina doida que a cada dia vira mais poesia.

[ Gustavo Lacombe ]

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Dar/Comer

Dar/comer é um vocabulário pertencente ao universo do sexo. A pergunta é se ele é chulo ou não. Acredito que tudo depende do grau de intimidade da pessoa que está ouvindo. Depende também de quem está falando. De quem são as outras pessoas em volta. E ainda da situação, né? Pelo amor, é preciso bom senso. Alguns lugares, pessoas e ocasiões vão pedir para que você diga “transar”, “fazer amor”, mas nunca “foder” ou “comer”. É fato que o vocabulário existe e é largamente usado por todos. Conheci a história de um cara que adorava ouvir a mulher dizer “meu nêgo, quero dar pra você”. Baiano, gostava de ouvir aquelas exatas palavras. Dava um tesão fodido, segundo ele. Claro que entre quatro paredes. Claro, quando só estavam os dois. Não acredito que homens conversando vão usar palavras diferentes. É do universo masculino (e eu não acho que tenha machismo nisso) usar comumente comer/dar (apesar de saber que muitos também usam num tom pejorativo). Talvez utilizem o “levar pra cama”. O que sinto falta nessa discussão toda (e aqui falo dessas conversas que os caras tem com os amigos mesmo) é a nobre pergunta “mas você fez gozar?”. Pô, comer é uma parte muito simples do trabalho. É enfiar o pau e gozar. É só isso mesmo? Ainda que seja por uma noite? É pra isso que o cara se envolve, leva pro motel, fala que sentiu uma química? Talvez eu esteja querendo profundidade numa discussão que só deixa de ser rasa quando fala de futebol. Porém, não me furto a dizer aos caras: dizer que comeu é fácil, quero ver chegar se gabando de que fez meia hora de oral e ela gozou na sua cara. Quero ver dizer que se preocupou e que, inclusive, ficou chateado por não fazer aquela menina especial “chegar lá”. Quero ver deixar a otarice de enumerar quantas mulheres tiraram a roupa pra você e passar a se preocupar se quem está contigo naquele momento goza com você. Dar/comer é simples. Difícil é ir além do vocabulário chulo.

[ Gustavo Lacombe ]

Texto do livro “Depois da Meia Noite”, que pode ser comprado aqui:
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Muitos Tons de Roxo

Eu gosto que me batam. Batam, não… Eu gosto de apanhar. E talvez seja difícil explicar pra um cara que de alguma forma quer me tratar bem que esse “bem” passa por uns belos tapas, uns puxões de cabelo e até mesmo uns xingamentos. Ele acha que pode me machucar, que pode me deixar roxa, que eu posso de certa forma ficar puta e pedir pra parar.

Acho fofo isso.

Acho realmente bem bonitinha essa preocupação, mas se eu te disser “bate” é pra espalmar a mão e deixar marcado os cinco dedos em mim. Não tô pedindo um soco, poxa. Não é briga, não pra me apagar. Não sou um coleguinha do recreio que você brigou por causa de merenda ou um sujeito que te desrespeitou na rua e você quer quebrar a cara dele.

Sou uma mulher que gosta, sim, de apanhar na cama. Ou em pé. Ou sentada no colo do cara numa cadeira da sala. Não tem muito lugar exato pro ato, mas eu tenho minhas preferências na hora da “porrada”. Gosto, inclusive, quando ele começa batendo devagar, instigando e provocando. Vai quase que amaciando a carne até que desfere um só.

E aquele som ecoa pelo quarto. Pá!

Depois que o outro entende, então, a receita está criada. E aí, posso admitir que vou curtindo as mais diferentes variações dessa pegada forte que eu acho necessário que todo cara tenha. Gosto que afunde o dedo no meu quadril, me pegue de jeito, enlace a mão na base da minha nuca e me puxe pra perto, gosto de metida com força. Ficar dolorida acaba fazendo parte.

Lembro um dia que estava andando só de calcinha e sutiã pela casa e minha mãe viu o estado da perna e da bunda. Arregalou os olhos, me chamou imediatamente e perguntou:

“Minha filha, você foi espancada?”

“Mãe, espero que a senhora já tenha sido espancada desse jeito algum dia na sua vida”, respondi, tentando brincar. Ela não riu.

“Me respeita, garota”

Eu acabei rindo, mas corri no quarto pra botar uma roupa. Ela ficou uns dois dias me olhando de um jeito estranho. Até que, estando só nós duas em casa, ela soltou:

“Eu gosto muito também”
“De quê?”, não tinha entendido.
“De uns bons tapas”, ela disse – quase como se fosse pecado. Sempre tentei manter relações sinceras.

Acho que indicar essas preferências acaba fazendo parte disso quando se gosta de alguém. No caso da minha amizade com a minha mãe, falar de sexo deixou de ser tabu quando eu arrumei meu primeiro namorado e ela morria de medo que eu engravidasse. Eu precisava ser firme caso o garoto resolvesse não usar camisinha.

Só não me pergunte de onde veio esse tesão pelos tapas. Lembro da primeira vez que me olhei no espelho e pensei “caralho, isso vai car roxo”. Fica, mas antes é vermelho, depois fica verdinho, amarelo. Longe de ser uma violência, mas é um tempero que – me desculpem as mulheres que não gostam, faz uma boa diferença. E, convenhamos, quando é consensual e bem conversado, vale quase tudo entre as quatro paredes.

“Quatro paredes”, entre aspas por favor.

O mais interessante nisso tudo é que, no meu caso, com o passar do tempo e o ganho de intimidade, mais porrada eu gosto de levar. Vou ficar usando “porrada” que é pra você entender que eu tô falando do conjunto, ok? Acredito até que essa coisa gostosa da dor tenha um limite. Não sou masoquista, por exemplo.

Talvez a linha seja tênue, mas se é necessário ter o mínimo de confiança pra tirar a roupa, não é qualquer cara que vai conhecer esse meu lado mais safada. Existem nuances da nossa personalidade que precisam ficar quietinhos, sendo despertados pelas pessoas certas e mostrados nas melhores horas. Acabamos sempre voltando ao “tudo tem limite”.

Ainda assim, admito que gosto de, no dia seguinte, me olhar no espelho e ir encontrando as marquinhas. Um dedo na costela, um roxinho na perna, outro no bumbum e recordar como a transa foi boa. Muitos tons de roxo pra contar sobre um dos melhores jeitos de dizer “eu te quero”.

Pá.

[ Gustavo Lacombe ]

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Transa Não Tem Manual

Algumas das minhas melhores começaram sem muito estardalhaço. Não acho que esse seja o padrão, mas na maioria das vezes é isso que acontece. Você não cria muitas expectativas, vai “pra ver qual é” e se surpreende. E é uma delícia quando se é surpreendido.
 
E isso prova, pelo para mim, que intimidade é bom e faz maravilhas por um casal, mas a porra da química é fundamental. De verdade, não acho que transar com uma pessoa diferente ajuda pelo fato de você “perder a vergonha” já que não vai ver de novo. Isso de ir onde nunca foi é para casos íntimos mesmo.
 
O ponto-chave pra mim é o fator inesperado mesmo. É o toque do outro que arrepia, o encaixe das pernas que parece perfeito, a boca que vem deslizando pela pele e só para quando se dá por satisfeita, o gemido que enlouquece e o fato de, inacreditavelmente, nada no outro incomodar.
 
Como assim incomodar? Fácil.
 
Tem gente que acha problema em qualquer coisa. Tem gente que vê pêlo em ovo e não consegue aproveitar a transa. Fala que o outro sua muito, reclama da unha grande, que não pode marcar, que se incomoda em toda posição que faz, que chega ao cúmulo de botar a culpa na camisinha, no perfume muito doce, no raio que o parta! Tem gente que estraga qualquer clima.
 
O que essas noites tiveram de tão diferente assim para eu considerar como as melhores? Entrega. Um prazer mútuo em querer se dar. Uma vontade de aproveitar o tempo sem a pretensão de ser o melhor, mas tornando-se pelo fato de saber que reparar bem no outro e ter atenção com o seu gozo é primordial.
 
Já vivi o contrário também, óbvio. Criar expectativa e se frustrar, quem nunca? Sabe quando você olha pra alguém e pensa “deve ser um fodão”. Na hora H não é nada daquilo. Acontece. E sei que já deve ter acontecido o mesmo com alguém que me quis e, na hora, descobriu que eu nem era isso tudo (apesar de eu achar que eu sou isso tudo, mas essa teoria de todo homem se achar bom é outro texto).
 
Mas vale ressaltar: todo homem se acha foda na cama.
 
Só que nunca existirá um “manual da boa foda”. Se a música diz que sexo é escolha, eu posso garantir a você que sexo bom pode até ser um exercício de conhecimento e intimidade, mas a grande maioria é encaixe, química e uma puta sorte de ver que as vontades coincidem e todo o resto casou certinho.
 
E, claramente, essa é a explicação para a famosa expressão “amor de pica” e “chá de buceta”. Quem sabe o que quer e ainda sabe bem o que fazer, quando encontra quem entende da parada e faz uma noite ser pouco pra dar conta de tudo que os corpos pedem, tem grandes chances de se enquadrar numa dessas definições.
 
Por isso, também, que tanta gente viaje para rever pessoas, tanta gente que leva uma noite no coração, na cabeça e na imaginação de poder ter novamente, tanta gente que conta nos dedos as pessoas que realmente fizeram o gozar ser bem mais que o ápice de um prazer, mas uma memória carregada para sempre.
 
Com algo que é quase impossível de explicar: química.
[ Gustavo Lacombe ]
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Eu Serei Pra Sempre o Teu Melhor

– Deixe seu recado após o bip.
 
BIP.
 
– Você vai lembrar de mim. Vai lembrar quando aquele cara chegar tirando a sua roupa de uma forma estabanada, quebrando o fecho do sutiã e pedindo desculpas. Ou não. Jogando a blusa na puta que pariu e tendo dificuldades de achar depois. Aliás, a calcinha que você perdeu no meu quarto, eu achei. E joguei fora. Não quero guardar nada como uma mortalha do que passou.
 
Passou porque nós dois não soubemos fazer mais do que deveríamos ter feito. Brigávamos pelos motivos mais idiotas e uma hora a cama não deu mais jeito. Não há sexo que segure tantas merdas ditas, tantos erros espalhados pelo caminho e dois estúpidos que não souberam parar antes de perderem o que tinham. Dói dizer e admitir, mas é a verdade.
 
E você vai lembrar de mim. Vai lembrar de quem fazia as piadas mais sem graça e te fazia se sentir bem com um abraço na hora de dormir que, em cinco minutos, virava uma fogueira debaixo dos lençóis. Você se virava de costas e as minhas mãos chegavam no meio das suas pernas. As suas, por sua vez, sabiam exatamente o caminho até o meu short. A gente sempre ficava com cara de sono, mas e daí?
 
A gente transava feliz e passava o dia seguinte tão na boa quanto.
 
Até isso vai te fazer lembrar. Vai te fazer fechar a cara e pensar “puta que pariu, eu dei pra outro ontem e tô pensando nele hoje”. Não haverá nada de errado com isso. É apenas um truque da memória que dirá e jogará na cara que será impossível me esquecer. Pelo menos até a próxima saída. O próximo porre. O próximo amor de uma noite. Durante muito tempo em sua vida, como já canta o Rei, eu vou ficar na tua vida.
 
Isso é um misto de profecia com maldição. É um meio-termo entre a vontade de fazer diferente com a raiva de ter pedido. É a mágoa que não se converte em felicidade por ter vivido com a frustração de ainda sentir tanto. É a soma de uma garrafa de vodka com um balde de energético. É o fundo do poço te ligando, mandando mensagem e morrendo de vontade de foder de novo contigo.
 
Mas, não, você deve tá com outro. Eu poderia falar coisas, insinuar outras, mas vou ser mais babaca do que já estou sendo. Sei que você vai lembrar. Quando alguém te tocar como eu te tocava. Eu vou ser a comparação máxima. Eu vou ser o parâmetro. E mesmo que alguém seja melhor, em alguma coisa eu serei insuperável: teu passado todo sou eu.
 
Ok, passado. Porque nós dois não soubemos ser presente.
 
Vai acabar a bateria e, antes disso, deixa eu dizer que te amo. Que ainda te quero. Foda-se. Gosto mesmo. Cansei de me fazer de durão. Eu sinto falta. Da foda e da forma com que a gente sabia, sim, ser feliz. Antes de tudo desandar. Antes da separação ser o único caminho. Se não desse mais pé, eu diria.
 
Eu ainda –
 
Fim das suas mensagens. Para ligar para o número que deixou o recado, pressionar 5. Para apagar, disque 0.
 
[ Gustavo Lacombe ]
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Dividir ou Não o Motel

Dividir ou não o Motel? Eis a questão.
 
Esse é um tema bastante polêmico quando colocado em questão. Não faço uma enquete porque acho que essa opinião deve ser dividida entre o casal – não importa se formado somente para aquela noite ou junto por muito tempo. Cada um deve saber, sim, o que é melhor pra si. “Si”, no caso, tratando os dois como uma unidade.
 
Só que tentar chegar num consenso entre ambas as partes implica, obviamente, em acordar nas posições e proposições. Parece claro, mas e quando cada um defende um ponto de vista diferente? Como chegar no meio termo? Como eu não tô aqui pra fazer um Globo Repórter do assunto, vou expor a minha opinião:
 
Não vejo problema algum em dividir.
 
Argumentos usados para que NÃO haja a divisão e que podemos imaginar facilmente aqui: depilação, unha, maquiagem, produção e, claro, usufruto de toda a situação. Isso é o que muita mulher diz e sei que nem conseguirei contemplar todos os motivos aqui. Elas dizem que tudo isso custa dinheiro e que, afinal, o cara não precisa investir nada nele para a chegar àquele momento. Portanto, é justo que ele pague a conta.
 
Eu não concordo, mas vou passar longe da polêmica de “direitos iguais” que é uma grande bobagem. Não acho que a mulher que não quer dividir está praticando, de alguma forma, machismo. Claro, machismo, pois coloca o cara na obrigação de pagar tudo, bancá-la, etc. O ponto, no meu humilde ponto de vista, é que, se os dois vão aproveitar a noite JUNTOS, qual o mal em dividir?
 
Veja bem, não acho que seja uma obrigação dividir. Como também não acho que precise ser uma vez de um e uma vez do outro. Isso é do momento. Vai de cada um, como afirmei no começo do texto. Eu já saí com mulheres que sabiam que eu não tinha um puto no bolso pra pagar motel. E elas pagaram. E já levei namoradas pro motel sem me preocupar em dividir e nem ao menos sugerir.
 
E, sim, já sugeri a divisão, já ouvi uma menina dizer “deixa eu pagar hoje porque você pagou a outra vez”, já fui pro motel com dinheiro contado, já ouvi a pergunta “quer ajuda pra pagar?”, e já fiz dentro do carro parado porque nenhum dos dois tinha dinheiro pra pagar. E, até onde eu sei, nenhuma delas me achou um idiota ou me largou por conta dessa polêmica.
 
Pelo menos até onde eu sei.
 
Qual o drama envolvido na questão? Além de muita mulher não aceitar o fato de ter que pagar alguma coisa – o que já deixei bem claro aqui que é um direito total dela, só não entendo muito já que os dois vão aproveitar – existe também uma ala conservadora masculina que não aceita de jeito nenhum que ela desembolse qualquer quantia. E uma das histórias mais loucas que já ouvi foi essa:
 
Um cara, não querendo que a namorada pagasse o motel, sugeriu que fizessem no carro. Nota: ela tinha dinheiro e não se incomodaria em pagar. Ele não quis. Sugeriu o sexo no carro. Brigaram. Feio. E terminaram. Ele não entendia porque não faziam ali e não aceitava que ela pagasse, porque julgava ser uma obrigação sua. Ela não entendia porque ele não a deixava pagar e não queria se expor dentro de um automóvel.
 
Foi o fim.
 
E sei que se você chegou até esse ponto do texto você já relembrou de algumas situações, já pensou numa vez em que saiu com um cara e não quis pagar mesmo, pode relembrar de quando namorou e não via mal em dividir e, certamente, tem quem esteja lendo me achando um completo idiota por defender a ideia de que não existe problema algum em rachar a conta. Tudo bem, acho que vai de cada um.
 
No final, acredito que pensamentos parecidos se atraem e pensamentos muito distantes se repelem. Por mais que essa questão seja ínfima em alguns aspectos, mas relevante na discussão de igualdade de gênero (que em nenhum momento eu acho que seja a tônica dela), dividir ou não um motelzinho é decisão pro casal. Quer pagar tudo, paga. Quer dividir, divide. Só não fique sem gozar e enchendo o saco dos outros.
 
Para encerrar, é fácil encontrar opiniões diferentes entre as pessoas: mulheres que acham uma afronta, outras que se sentem usadas se o cara sempre pagar e algumas que dizem que pagam tudo “se o show valer a pena”. Quem sou eu para dizer a elas o que é certo ou errado? – por mais que defenda, e vou repetir, que dividir motel não é o fim do mundo e acho natural de certa forma. Cada um paga se quiser, pra quem quiser, quando puder.
 
O resto é punheta desnecessária numa discussão que nunca terá fim.
 
Só gozem, então. E sejam felizes.
[ Gustavo Lacombe ]
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Enquanto Você não Chega

Enquanto você não chega, eu salivo. Salivo pensando nas suas pernas trazendo o corpo que adoro, pensando na boca que vai chegar abrindo um sorriso, pensando nos cabelos que chegam soltos, mas que logo ficam presos entre os meus dedos. Você sabe que ter os seus fios pelo chão do quarto é quase como um lembrete da noite foda que a gente teve.
E já imagino os próximos fios de cabelo no chão depois de hoje.
Enquanto você está vindo, dizendo que já pediu o uber e que tá correndo pra acabar de se arrumar, eu penso exatamente no bagunçar geral que você faz. Os lençóis amassados, as roupas pelo chão, os copos de vinho na mesa. A casa fica uma desordem, mas é o corpo que experimenta a melhor das sensações: tudo zoneado nele, mas uma calma absurda depois do nosso sexo.
Eu gozo contigo como quem se entrega ao seu maior conquistador. Como quem não tem medo de esgotar os músculos, contorcer o rosto, gemer alto e se dar. Se doar. Você é a dose perfeita de desinibição que meu córtex frontal precisa pra falar tudo que penso, sugerir tudo que quero e fazer o que der na telha. Esse sou eu, usando a ciência pra explicar o que teu tesão faz comigo.
E, enquanto o interfone não toca e a tua voz pede “desce”, fico olhando pro sofá da sala e recordando a última vez que você esteve nele. Nua. Trocamos fluidos, palavras carinhosas, apelidos secretos e tapas. Engraçado como você pede pra apanhar do mesmo tanto que gosta de bater. Eu aprendi com você a suportar essas mãozadas abertas.
Aprendi contigo como bater de verdade quando se está de quatro. Eu fico doido com você de quatro.
Vou na cozinha, pego um copo com água e, pensando, babo. Fodeu, já me imaginei te babando toda, te molhando com minha boca e chupando uma halls preta. Jogando açaí no teu biquinho do peito. Mordendo tua orelha enquanto você pega meu pau e tira pra fora da bermuda. E penso, inevitavelmente, em você engolindo tudo, chupando com gosto, batendo pra mim até me ver gozar.
Aliás, se você chega daqui a uns vinte minutos, pode apostar que há umas duas horas eu já tô dando sinais e ficando de pau duro só de lembrar de tudo. Você tem esses peitos que eu gosto de lamber. Tem esse quadril que eu gosto de afundar os dedos. Tem essa bunda que eu curto demais ver empinada pra mim quando a gente faz em pé e você fica de costas.
Me olha de rabo de olho e pede “mete”. Não tem como negar.
Enquanto você não chega, não vem e não começa toda a sacanagem comigo, preparo a casa, o corpo e o espírito para tentar ir além de tudo que a gente já fez. Ser melhor. Não o da sua Vida, mas de todas as nossas outras transas. Afinal, não acho que tenho que ficar sendo comparado com os outros, mas enquanto você não chega fico aqui pensando nas maneiras de te fazer voltar. Não necessariamente voltar à minha casa, mas pra mim.
Melhor: enquanto você não liga avisando que chegou e a gente começa tudo que está ensaiado por outras fodas e quer se repetir ainda mais intensamente na de hoje, eu vou arquitetando planos de fazer não com que volte, mas que nunca se vá. Porque, também, enquanto você não vem, eu já carrego a certeza de que poderia e quero foder contigo todos os dias que puder da minha vida.
Vem.
[ Gustavo Lacombe ]
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Me Chupa Como Você Me Beija

[ +18]

Eu quero que você me chupe como você me beija: com vontade, com tempo, com dedicação. Aliás, é bom deixar claro desde o começo que eu quero que você me chupe, além de me beijar. E se puder beijar depois de chupar vai ser melhor ainda. Um combo, pensa assim. Beijo na boca, chupão na língua, beijo na virilha, chupada na boceta, beijo na boca novamente.
 
Um ciclo. Quem dera vicioso.
 
Quero você perdendo tempo lá embaixo, como poderíamos dizer. Mas, na verdade, ganhando todo tempo do mundo em fazer sentir prazer alguém que ouve as tuas súplicas de “me chupa”, que gosta daquele babado na cabeça da piroca, que quer me ver engolindo tudo e que, se eu deixar, vai gozar na minha boca. Porque eu sei que você quer.
 
E nem acho que o fetiche está errado não. Errado tá quem acha que sexo não é um uma hora dominando o outro. É quem não se entrega ao prazer de se sentir mandado, entregue, submisso. Tá, não vou deixar o “errado” tão explícito porque parece que quero doutrinar o ato. Que nada. Gozem às suas maneiras e sejam felizes.
 
Só que se você pudesse, faria tudo isso comigo, por que eu não posso ter o desejo de te ver me chupando com gosto, explorando cada parte minha, perguntando como eu quero, tentando e ACERTANDO onde está o tão famigerado clitóris, te vendo deitado e eu sentada com gosto na sua cara enquanto seguro seus cabelos e me esfrego inteira no seu rosto… Por que não?
 
Já te falei que beijo me dá um puta tesão, né? Ainda mais quando você me puxa pela nuca, cola a sua respiração na minha e fica sorrindo com a boca pertinho de mim. Tenho vontade de te morder. Aí, sinto que você pega com a mesma vontade que tem de me levar pra cama e me comer e joga no beijo. E eu fico louca.
 
Faz a mesma coisa no oral. É a dica.
 
Calma, também não tô falando que você não sabe ou que é ruim. É só que eu queria você meia hora lá embaixo. Queria você me linguando até eu ficar louca pra meter. Na maioria das vezes você para no meio e vem colocando em mim como se eu fosse fugir. Calma, lindo. Eu tô aqui. Já tirei a roupa. Já te fiz vários agrados. Quê que custa gastar seu tempo comigo?
 
A provocação é proposital. É para refletir. Não faça beicinho. Não vem com mimimi de que “você não gosta de transar comigo”. Gosto. Se não gostasse não estaria tendo essa conversa. Passaria pro próximo. É a verdade. Aqui não tem criança, pô. Quer alguém só te elogiando? Você sabe que me faz bem. Só que pode fazer melhor.
 
E que mal tem nisso?
 
Quando a gente finalmente entende que o prazer do outro é tão dele quanto nosso, passamos a dedicar uma atenção ainda maior porque conseguimos extrair nosso próprio tesão da entrega explícita de quem tá com a gente. É isso. Eu quero ser cada dia mais sua, me conhecer mais, me explorar mais e até sei fazer isso sozinha, mas com você pode ficar ainda mais interessante.
 
Então, só vem aqui pra eu me mostrar uma coisa. Sentada. Em você. Bem no meio. Da sua cara.
[ Gustavo Lacombe ]
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