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Sonhei Contigo [+18]

Eu acordei e fui acelerado mandar mensagem pra ela. “Sonhei contigo”. Ela só viu umas três horas depois, mas o papo mesmo acabou ficando pra noite. “Sonhou comigo?”, ela perguntou. Foi. Ela mandou um “kkk deve ter sido coisa ruim”. Que nada, respondi. Foi boa. Você sempre goza quando eu sonho com a gente. Ela só respondeu:

“Conta mais”

“Sonhei que a gente tava naquele quarto de motel que vimos pela internet. Lembra? Aquele que a gente prometeu ir quando eu estivesse aí da próxima vez? Então. Lá estávamos nós, olhando pro teto espelhado e você começava a brincar com as estações do rádio. Se ria e me perguntava quem é que ainda tinha coragem de trepar ouvindo música antiga.

Sei lá, respondi. A gente já tem a nossa playlist, né? Então tratei de colocar logo pra tocar as nossas músicas. O quarto tinha iluminação vermelha, verde, roxa, discoteca, luz negra. E a gente rindo, dizendo que queria foder com cada uma das combinações. Eram mais de 30 possíveis. Na nossa matemática, talvez aquelas 12 horas fossem pouco.

Não, eu não sonhei com as 12 horas, claro, mas deu tempo de apreciar a piscina, ir pra banheira, te ver tirando a roupa sem pressa e depois colocar de novo me provocando ‘vem tirar, né’. Com todo prazer. E te joguei na cama.

Confesso que até gosto desses motéis com muita coisa, mas uma boa cama já resolve a questão. Sempre te falei isso. Ah, e um bom chuveiro. E quando tirei sua calcinha te senti toda molhada. Lambi suas pernas, subi pela virilha e fiquei te chupando até a hora que você me olhou e praticamente implorou: mete.

Acho que nem a gente sabe ao certo quantas posições somos capazes de fazer. Acho que nenhum viagra é tão poderoso quanto ter o seu corpo nas minhas mãos, a sua respiração no meu ouvido e o meu pau entrando gostoso na sua boceta. Sabe aquele tesão do caralho que eu te conto que acordo? Nesse dia foi pior ainda.

Eu tive que bater uma de manhã em sua homenagem pra conseguir sair de casa.

No sonho? A gente foi trepando pelo quarto, fomos pra varanda. Eu sempre morri de vontade de foder em pé, com as mãos no parapeito da sacada e aquela vista sensacional emoldurando o resto. Eu acabei gozando a primeira e você riu quando eu te levei pro chuveiro e já cheguei metendo.

Você sabe que nunca demora. Você sabe que minha tara por você é tão absurda que dá vontade de registrar os nossos recordes de foda sem parar. Eu precisaria de um fim de semana inteiro naquele quarto pra gastar toda a energia.

E pra finalizar, a gente voltou pra cama. Você veio por cima, olhou fundo pra mim e disse ‘vou te usar, cavalgar até gozar’. E começou. E quando você tava louca, gemendo e gritando alto…

Eu acordei”

“Ué, mas você não disse que eu tinha gozado?”

“Tinha não. Gozou.”

“Mas se você acordou”

“Justamente”

“Não entendi”

“Eu tô indo”

“Indo pra onde criatura? Não acredito que o sonho acabou assim e eu nem gozei”

“Não gozou no sonho, mas vai gozar ao vivo”

“Quê?”

“Tô entrando no avião. Pede folga amanhã. Consegue?”

“QUÊ? OI? SÉRIO? Meu amor, pra você eu consigo qualquer coisa. Mas e esse sonho…”

“Justamente. Tô chegando pra gente acabar ele junto. Goza comigo?”

“E precisa pedir?”

[ Gustavo Lacombe ]

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Mentirinhas na Hora H [+18]

Sobre mentiras? Acho que o sexo acaba escondendo algumas. Tem sempre quem diga “eu nunca fiz isso”, seja pra agradar o cara ou pra dizer que aquela posição maluca foi inventada na hora. A gente usa isso como uma desculpa óbvia para não ficar tendo que passar pelo constrangimento de deixar a outra pessoa achando que estamos ali, mas comparando com outras fodas. E você pode até dizer que não faz isso, que o que importa é o momento, mas tem gente que perde o tesão. O clima vai por água abaixo. Qual o efeito dessa mentirinha? Tem gente que faz pior. Tem gente que diz que tem camisinha e, na hora lá, tendo que botar, faz drama. Diz que não quer. Que odeia. Fica sem, então, ok? Pior que isso? Ah, fingir que gozou. Isso é horrível! Tudo bem, mulheres, que vocês fazem isso para se livrar de uma transa ruim, para dormir, comer, terminar logo. Até para agradar (voltamos ao tópico), mas eu sou adepto da filosofia “não finja, deixe o cara saber que ele fode mal”. Não é mais justo? Sempre estabeleço o pacto: não finge comigo. Não sei se já fingiram e por mais que vocês digam que a diferença é nítida, tem vezes que o cara não sabe mesmo a diferença. Ainda mais quando é um caso e a intimidade é pouca. Mas ok, um orgasmo de verdade é bem fácil de ser notado. Daqueles do tipo “que porra foi essa que me atropelou”, né? Agora, a pior das mentiras? Fingir que quer algo mais. Que quer algo além do sexo. Não jogar limpo. Mentir sobre sentimentos para levar pra cama. Despertar em alguém uma intimidade e a vontade de ser algo muito maior e, quando consegue o que quer, pula fora. Envolver emocionalmente uma pessoa para depois descartá-la. Abusar da confiança. Isso é pior que tudo. É ser cafa. Mas, sei lá, cada um sabe qual dessas (ou outras) são piores. Cada um sabe como lhe dói. Se é que dói alguma dessas mentiras. Não minta. Quanto mais claras as intenções, mais saudáveis as relações.

(Gustavo Lacombe)

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Paga pra Ver!? [+18]

Sábado à noite. Ele me manda uma mensagem dizendo “tô indo pra balada, mas queria tá indo pra sua cama”. Eu ri. Desconversei e saí com umas amigas. Meia hora depois ele diz que já chegou, mas que largaria tudo pra ir atrás de mim. Joguei na roda. Perguntei pra Ju, pra Cá e pra Mai o que elas fariam. Respondi algumas perguntas básicas: sim, era o mesmo daquele motel legal. Sim, tinha me feito gozar. Não, sumiu a semana inteira. Não, eu não me importava. Sim, tava a fim de dar pra ele de novo. Cada uma opinou, mas não conseguimos decidir. Pra situações assim eu prefiro que o conselho feminino me ajude a escolher. Logo eu, tão racional, quanto sentia a boceta pegar fogo não pensava muito. Mas tinha quebrado a cara há pouco tempo. Achei prudente esperar. Quinze minutos ele mandou: última chance. Fiquei puta. Onde já se viu colocar alguém contra a parede assim!? Paguei pra ver. “Meia hora, lá em casa. Você sabe onde é. Se esqueceu, avisa e nem se dê ao trabalho de ir”. Dei tchau pras meninas e fui. Ou dormiria cedo, ou ganharia uma foda. E não é que vinte e sete minutos depois o cabra tava lá!? Não ia me deixar falar, mas eu tive que perguntar: não arrumou ninguém? Foi a vez dele rir. “Arrumar a gente sempre arruma, mas química gostosa não é com qualquer uma e você bem sabe disso”, falou. Eu odeio gente presunçosa. Odeio quem se acha, mas o filha da puta podia se achar. E aquele sorriso… eu pensava “não sorri, filha da puta”. E ele sorria mais. E rolou, né? Gostoso de novo. Agora aqui em casa. E ele perguntou se podia ficar. “Eu sei fazer tapioca”, disse, emendando com um “aceito o pagamento com favores sexuais”. E ria. E eu sentia que ia me enrolar mais. “Só fica se me fizer gozar de novo”. Lá veio ele. Duas halls prata na boca, camisinha fininha na cabeceira e aquele ímpeto que tinha me deixado louca uma vez e me deixava pirada de novo. Do jeito que ele se esforçava, acho que queria era ficar a semana inteira. Me chupava e sorria lá debaixo. E eu pedia “não sorri, filha da puta”. E ele sorrindo. E eu sorrindo. Eu gemendo. Ele sorrindo. Dormi assim. Sorrindo.

[ Gustavo Lacombe ]

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Eu, Você e um Batom Escuro

Ela apareceu na porta do apartamento me perguntando de cara “você quer mesmo sair?”. Não queria. Queria pegar todo o combinado entre nós dois e pular pra parte em que a gente tirava a roupa, mas não queria ser tão direto assim. Ainda bem que ela foi. O batom escuro logo marcou a minha boca. Espremi o corpo dela na parede contra o meu, senti aquele perfume gostoso que até hoje lembro e esqueci completamente o que tínhamos planejado. Não, a vida não se resume só a sexo. Um encontro é muito mais que isso e, às vezes, uma boa conversa é essencial antes de partir pra cama. Mas a gente já estava li, os desejos esquentando mais que tudo e foi impossível desgrudar um do outro. Eu tirei a roupa dela como quem abre um presente. Deixei que ela tirasse a minha como quem anseia para que o outro descubra logo o que está debaixo de tudo. E sei que eu poderia descrever cenas, falar de como a gente se beijou, se chupou, se entregou. De como a gente fodeu gostoso e só foi parar quando a manhã apontava na janela. Eu poderia morar naquele corpo. Poderia fazer com que todas as minhas palavras passassem por aquela boca. E só minha saudade sabe o que é olhar pra um espelho que mostra o corpo inteiro e lembrar de nós dois fazendo caras, bocas e posições para admirar no reflexo. Algumas situações são fodas na vida, né? Eu, apaixonado desde o primeiro beijo, nem ao menos sei se vou ter outra chance de chegar perto dela de novo. Distância, timing e outras complicações nos impedem. Mas o que foi vivido fica com força. E se você me perguntasse se me arrependo de algo naquela época, diria que só me arrependo de não ter dado mais uma. Fodido mais. Aproveitado mais. Conversado mais. Esticado mais cada segundo em que estivemos juntos. Sem dormir. Só aproveitando os olhos nos olhos, as línguas no corpo (ou falando), aquele batom escuro que, além da boca, deixou marca no meu coração.

#aaaahLacombe
#pqpLacombe

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Calcinha (meio) Bege [+18]

Ela tentou se esquivar na hora. Pediu pra apagar a luz, fez de tudo pra não largar a saia em qualquer lugar. Estranhei. Até que ela confessou:
“Tô com uma calcinha meio bege”
E daí, eu perguntei. Isso muda o quê? Ela respondeu que era trauma. Eu não falei nada mais. Não quis saber do passado. Geralmente, quando se fala em traumas assim, parece que ainda carregamos um pouco do mal que fizeram com a gente. Parece não, é exatamente isso. Tentei ser compreensivo e, então, baixei as luzes.
O quarto tinha aquela bolinha, sabe? Dimmer. A luz ficou fraquinha e ela abriu um sorriso. Ouvi um “obrigada” tímido, mas o verdadeiro agradecimento veio de outra forma. E era meu. Agradecido por estar mais uma vez na sua presença e por poder desfrutar daquilo tudo.
Sim, daquele sexo maravilhoso.
Não seria uma calcinha que mudaria algo, sabe? Eu até entendo o trauma, entendo que algumas mulheres se sintam desconfortáveis, mas gostaria muito de ser introduzido ao rapaz que decretou, por gosto próprio, que a calcinha da cor bege tirava o tesão do cara.
Talvez seja por remeter às calçolonas que vovó usava. Talvez seja por ser uma cor meio sem graça mesmo, que não chama tanta a atenção quanto um vermelho vibrante, um preto ousado, um azul sensual. Vai entender. Ainda assim, por que jogar na cor a culpa de uma brochada?
Acho que foi exatamente isso! O cara brochou e jogou toda a culpa na mulher, que usava uma calcinha bege. Machismo, óbvio. Mais uma vez o machismo invertendo os papéis. Mais uma moça que sofria dentro de um relacionamento abusivo e foi vítima de um sujeito que deturpou a história inteira.
A prova? Nós dois naquele quarto.
Passada a primeira, tirei a camisinha, joguei fora e já vesti outra. Ela perguntou “mas já?”. Sim, já. E aumentei a luz. Pode?, perguntei. Sim, podia. Queria ver tudo. Queria ver os olhos dela revirando, o pau entrando naquela boceta maravilhosa e os peitos que chegavam tão perto da minha cara que cada chupada que eu dava era como se quisesse tomá-los para mim. E ela se amarrava, sabia?
No final, a calcinha bege dela se misturou com a minha cueca amarela no chão e o que importava mesmo eram nossos corpos abraçados, suados e saciados na cama. O que importava era o que nós dois fazíamos sem a roupa que, no encontro do meu peito com o dela, não cabiam.
“Pode repetir a cor, eu não me importo”, sentenciei.
Ela riu.
“Da próxima vez eu venho de preto, relaxe”
Como você quiser, meu bem.
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[+18] Uma Noite É Pouco

A gente chegou muito louco em casa. Estávamos num samba bem legal, ela me contando sobre a Vida, como andavam os projetos e, sei lá que horas, a gente chegou tão perto que as bocas se atraíram feito ímãs. Parece que tínhamos que ir por aquele caminho. E, no meio de alguns daqueles primeiros beijos, eu já me sentia em casa. Bom demais. Percorria a mão pelo corpo dela no escuro da casa de shows sem me preocupar se alguém via. Ela curtia, pedia pra eu continuar. Instigar o outro é sempre uma delícia quando, depois da provocação, vem o contra ataque. Ela pegava no meu e dizia “você é todo meu hoje”. É foda ficar umas duas horas de pau duro dentro de uma boate e imaginando que não deveria estar ali, mas em outro lugar. Quando o tesão nos dois já não conseguia mais suportar a roupa, quando as nossas caras de pau já praticamente se enfiavam pelos buracos possíveis nas vestimentas, decidimos ir embora. Como disse, a gente chegou muito louco em casa. De cerveja e de vontade. De querer. Ela pediu pra tomar banho e eu perguntei se podia ir junto. Claro. Começamos a meteção ali. E esse aqui poderia ser só mais um relato de sexo casual não fosse o fato de que esse sexo casual foi o melhor sexo que tive em tempos. Não comparando, mas acredito que acordar no dia seguinte com aquela sensação de atropelamento e um sorriso de orelha a orelha é o céu. E entre posições, gemidos, suor, anal, outro banho e uma noite incrivelmente memorável e louca para se lembrar, ainda sobrou espaço para ela me dizer “eu fiquei na vontade de te chupar”. Por que ela não fez? Talvez não tenha dado tempo mesmo. Uma noite, às vezes, é muito pouco pra gente fazer tudo que quer com alguém que desperta o lado mais carnal na gente.

(Gustavo Lacombe)

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Se Você der Mole, Vira o Brinquedo

Ele virou pra mim e disse “vem aqui pra casa, tô sozinho”. Eu queria ir. E eu acabei indo. Mas isso de dizer “vem” não entrava muito bem na minha cabeça. Me chamasse pra uma cervejinha antes. Um boteco. Fico parecendo uma puta. E foi por isso que eu disse “você não quer fazer nada antes?”. Ele riu. A gente conversou mais um pouco e no final eu falei o que tava pensando. Mandei um “olha, eu quero te dar. Eu vou te dar. E se for gostoso eu posso voltar, mas não custa nada a gente ir num boteco antes, conversar, tomar um chope, se olhar nos olhos e ver que não é só uma foda casual que você chamou pra sua casa”. Ele só sorriu e, com a maior cara de pau do Mundo, respondeu que já estava ansioso pela volta. O filha da mãe tinha certeza de que seria bom. Que faria direito. Que mesmo depois de ser tão direto, eu iria querer de novo. Bom, posso adiantar que eu voltei. Posso adiantar que eu quis de novo. Posso adiantar que ainda quero quando der pra gente trepar e suar junto de novo. E o mais incrível é que a gente não passou da sala no primeiro encontro. O chope? Rolou, mas ele entendeu o meu ponto de vista. É como uma frase que li um dia: eu não quero possuir, quero ser possuída. Acho que quando duas pessoas sabem bem o que estão fazendo, seus motivos e estando com as regras bem claras, ninguém sai machucado. Ele não queria saber se eu já tinha dado de primeira para outros e eu não queria saber quantas meninas ele já tinha levado pra casa. A nossa preocupação era ser legal. Foi. No fundo, quem pode julgar? As que falam pra fazer doce? Os caras que não se preocupam em perguntar se tá bom ou fazerem a mulher gozar? Certas vezes é bom mesmo aprender a ligar o “foda-se”, se deixar levar pelo que o corpo pede e não se preocupar com o resto. Até porque, isso não é algo que você chegue em casa e coloque no Facebook “transei gostoso hoje!” esperando curtidas. Eu curti. Curti tanto a gente se pegando gostoso que voltei, dei mais ainda e sei que ele não deve ter me esquecido. Sou dessas, ou tento ser. Você pode querer brincar comigo, mas se der mole quem vira brinquedo é você.

#aaaaaahlacombe
#pqpLacombe

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[+18] Demos Sorte, Eu Sei

Ele tira a minha roupa sem pressa. Gosto assim. Gosto de imaginar que eu sou um presente nas mãos dele e que mereço cuidado. Não que eu vá quebrar, mas ninguém vai tratar de qualquer jeito algo que seja especial. E eu sei que sou especial. Sei quanto vale cada peça que vai ao chão. Quanto eu valho. Não pelo preço, mas por todo o desgaste emocional que já tive de aturar com homem babaca. Ainda me desnudo pra quem quero, mas há tempos que aprendi a selecionar melhor. Os dedos afundam na carne e chego a queimar de desejo. Ardo na cama como uma febre louca que só pode ser arrefecida se for bem tratada. Bem cuidada. Bem chupada. Esse ato começou lá atrás quando eu fui cuidar de mim pensando nele boquiaberto me olhando. Não tem coisa mais gostosa que se sentir desejada pelo cara que você quer sentar na cara. Não comecou exatamente no sexo. E agora, vendo-o completamente embasbacado, passando a língua devagar por mim e desfilando as besteiras guardadas entre uma foda e outra da gente, sinto que me entregar e me deixar possuir nada mais é que apenas um dos passos fundamentais para obter o máximo aqui. Sou dele por saber o quanto já sou minha. Me deixo em suas vontades por compreender o tamanho das que tenho. Gozo gostoso porque ele me faz sentir bem mais do que aparento ser. Ele me faz sentir mulher e menina. E enquanto eu deito minha cabeça em seu peito ele segura em meus seios. O beijo vem logo em seguida e vamos do céu ao inferno pela segunda vez. Ele diz barbaridades em meu ouvido, me provoca, instiga e isso tudo me deixa de quatro por ele. Eu adoro as figuras de linguagem que usa. O encaro enquanto ele penetra minha alma e o meu corpo. O mundo parece ser só nosso. Ele para, sorri gostoso e desce devagar pra me fazer o melhor oral da vida. Ele provavelmente tem Phd nisso. E eu não hesito em gemer. Que se dane se os vizinhos escutarão! Tapas. Sussurros. Puxões de cabelo. Nossas roupas no chão. Ele é um baita de um homem, penso. Demos sorte, eu sei. E ele me beija falando que transpiraria a vida inteira dele comigo. E, então, escorremos amor.

#aaaaaahlacombe
Junto com @madubbb •

Obrigado por aceitar o convite de escrever para celebrar o dia da Mulher.

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(+18) Saudade

Ela desembarcou na minha vida de novo logo depois da mensagem “conta da sua saudade quando eu chegar”. Foi surpresa. Foi maravilhoso. Eu a esperava pra semana seguinte, mas ela veio antes. Já estava na porta. E eu mal a deixei sair do elevador. Fui agarrando assim que a porta abriu e meu coração disparado não sabia muito bem para onde bombeava o sangue. Sei que faltava o ar, os músculos sofriam espasmos e eu senti a massa pressionar a calça dela e pedi “por favor, vamos fazer amor”. Ela sorriu. A resposta estava na cara. Cheguei no quarto ligando o ar, tirando a roupa, arrancando tudo dela e a gente fez um amor gostoso, apressado e quase sufocante. Gozei muito rápido e ela sabia que era da saudade. Continuei dentro. Esqueci a camisinha. Ela disse que tomava uma pílula depois. “Foda-se, me come”, pedia. E eu atendia. Eu queria falar de como ela me fez falta, de como eu sonhei com o nosso novo encontro, de como eu estava necessitado de tudo. Do cheiro, das mãos, das unhas, do olhar. Dela de quatro ou em cima de mim mandando eu ficar quieto que ela queria rebolar. Saudade da maquiagem espalhada pelo banheiro, da gente atrasado e das sacanagens ditas, explícitas e feitas num restaurante lotado, num cinema vazio, num carro em movimento. E, se pensar, parecia uma vida diferente aquela em que tínhamos vivido tudo aquilo, mas quem se importa se foi mês passado ou noutra década, o que fica latente é a saudade que os corpos sentem, que o coração não explica e que a pica trata de relatar pra boceta num balé ritmado que acaba levando toda a leveza de dizer fofamente “Tô com saudade”, mas que não retira a poesia. O que a gente faz na cama é arte. Pelo resto da casa é putaria mesmo. E eu depois varreria os cabelos, suaria pela sala, gozaria no chuveiro, mas sentiria que um fim de semana seria pouco pra tudo aquilo. Eu queria mais. Quantas loucuras se pode cometer em 24 horas!? Quantas vezes se consegue foder até que seja atingido um limite saudável? A gente lembrava de comer e beber água, mas não queríamos muito mais. Ela pedia, eu ia. Eu olhava, ela já sabia. Era saudade. Era até mais. Foder com ela era a prova de que valia a Vida.

(Gustavo Lacombe)

#aaaaaahlacombe

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Amanhã é Outro Dia

Eu acho que cheguei a ouvir minha boceta secar quando ele disse que eu tinha saído com a saia muito curta. Emendou o comentário com “é bom que eu posso me aproveitar um pouquinho de você” e finalizou com “você pode, suas pernas são maravilhosas”. Talvez você diga que foi um exagero da minha parte e eu sei que outras vão dizer que eu agi certa, mas vocês irão concordar que ele vacilou. Eu saí de casa disposta a dormir fora dela, na dele ou em qualquer motel que a gente resolvesse se pegar gostoso. Já tínhamos feito isso uma outra vez, eu gostava da companhia dele, mas aqueles comentários não caíram bem. Eu fechei a cara e depois de uns quinze minutos em que ele ficou insistindo em perguntar “o que foi?” eu falei. Olha, acho que esse machismo não vai se desenraizar de um dia pro outro. Eu não vou conseguir tirar todos os pensamentos idiotas da cabeça dele, a ideia de que meu vestido curto é um convite pra ele querer me comer em qualquer lugar ou, pior ainda, que a opinião dele sobre a minha roupa vai se perpetuar por outros encontros. Eu saí com vontade dar uma puta entre quatro paredes, mas tava puta mesmo era com o comentário. Ele pediu desculpas. Ensaiou falar algumas coisas que certamente soariam exageradas e que seriam apenas para me agradar, mas eu interrompi. Disse que não ia desistir de o continuar conhecendo, mas aquela noite seria só o jantar mesmo. E acho que ele aprendeu. Sei que pensaria mais umas quatro vezes antes de mencionar tudo que disse. Ninguém nunca falou essas coisas pra mim, ele chegou a dizer. Eu sei, respondi, por que muitas mulheres acham que isso é normal, que a roupa as sujeita a isso ou que vocês podem mandar no que elas vão vestir. Não é bem assim, continuei. Eu posso ser tua qualquer coisa, posso te dar gostoso, posso me jogar na cama e pedir “faz o que você quiser de mim”, mas sou eu quem falo. Eu quem deixo. Eu quem dito. Assim como você coloca explicitamente o que você quer, gosta e tem vontade. O sexo contigo é incrível e eu até quero de novo, só não acho que vou curtir hoje. Você não tá estragado ou algo assim. A mudança vem devagar. Acaba de comer, me deixa em casa e reflete. Amanhã é outro dia.

( Gustavo Lacombe )