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Não Foi Você Quem Quis Saber?

Não sei exatamente o porquê de termos dado certo. Ela diz que é Amor e essa explicação me basta. Talvez seja esse o segredo: não cobramos longas explicações, tudo acontece muito naturalmente. Deve ser algo da transitividade das línguas, do encaixar tão bem acertado dos corpos, da total aceitação do passado um do outro.

De você, por exemplo, ela quase não me falou.

Ela conta que teve outros, mas diz que só se exibiu durante um tempo para parentes que cobravam algum relacionamento. A seriedade, ela me diz, veio com o desenrolar dos nossos olhares e com a certeza de que já não havia mais uma certeza na vida dela. Ela brinca que eu mudei todas as perguntas e que escondo todas as respostas. O certo e o errado são julgados pelo nosso próprio discernimento. Não suportamos pitaco.

Uma vez, quando ela veio me questionar sobre envolvimentos passados, escancarei minha vida. Deixei que ela fosse mais fundo que qualquer outra pessoa já pudesse ter ido. Entreguei meus medos, desmascarei minhas vontades e exibi toda a minha loucura. Recebi de volta a aprovação sem perguntas e tudo do mesmo dela. Conheci seus lugares escuros, seus pensamentos mais impuros e, posso te afirmar, não te encontrei tanto assim nas memórias dela. Te conto isso porque você me perguntou.

Não foi você quem quis saber o porquê dela ter ficado comigo?

Não sinta nada além da alegria dela ter se encontrado. E te peço isso de maneira calma porque de nada adiantaria espernear. Você passou. Como ela também passou pra você, não foi? Nosso Amor é feito uma oração na catedral: cuidamos de nós mesmos sem gritaria. Os dilemas internos são resolvidos entre nós e os gozos são sentidos pelo casal. As pessoas podem supor, achar ou imaginar o que quiserem ao encontrarem conosco, mas sempre terão de levar nossos sorrisos.

Não somos tão perfeitos assim, mas aprendemos a nos aceitar sem exigências demais. Não vou te falar onde os outros podem ter errado, mas aprendi a compreendê-la e ela aprendeu a conviver comigo. Somos o fruto de algo saudável criado para durar o tanto que tiver de durar. E, espero eu, que dure até o quanto eu durar. Não foi você quem quis saber?

[ Gustavo Lacombe ]

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bit.do/Lacombe

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Eu vou te amar pra sempre.

Eu vou te amar pra sempre. Talvez você não entenda isso agora, mas quando nós dois formos velhinhos e você olhar aquele nosso retrato junto. Vai se lembrar do cara que tentava te fazer sorrir, mas que acabou te fazendo chorar também. Vai recordar alguns erros meus e tentar lembrar porque não demos certo. Talvez, ali, vai sorrir ao imaginar que num Universo paralelo nós poderíamos estar juntos.
Longe demais um do outro agora.
Sabe lá se você ainda vai ter alguma notícia minha. Provavelmente, não. Serei um memória apenas. Memória daquelas que você vai esperar suas netas crescerem para contar a elas todas as loucuras que cometemos enquanto estivemos juntos. Inclusive a vez que você achou que tivesse grávida, mas era só um alarme falso.
Sei que estarei em outros momentos também. Talvez quando você ouvir chamando o meu nome, mas que obviamente é de outra pessoa. Ou, então, quando estiver numa daquelas lojas de suco e ver no cardápio o meu favorito. Os meus favoritos. Lembrar que eu amava tomar açaí e que mal dividia com as pessoas. Vai lembrar. E, pode apostar, eu ainda vou estar te amando nesse dia.
Porque o amor não se vai dessa maneira que muitos pensam. Ele não some, não pede as contas e se muda. Não deixa uma carta e desaparece. Ele se torna inquilino eterno de nós. E você vai saber, não sei de que jeito, mas saberá, que eu ainda estarei com esse sentimento no meu peito ao recordar o que fomos.
Se éramos algo tão bom, você se perguntará, por que então tivemos que viver aquele desfecho? Talvez você chore. De novo. Talvez você recorde os meus erros e queira me bater de novo por ter jogado fora tudo isso que criamos. O que era lindo e se acabou. O que marcou nós dois de um jeito que vai ser pra sempre.
Eterno em nossos corações.
Espero, sinceramente, que você se alegre depois disso. Porque se eu já não consigo conviver com a certeza de que seremos apenas uma lembrança, quanto mais em saber que mesmo daqui há muito tempo você ainda se entristecerá comigo. Ria, por favor. Lembre das vezes que contei uma piada ruim. De quando te esperei com uma flor na mão. De quando fizemos amor. De quantos planos a gente fez.
E um permaneceu: sentir eternamente esse amor.
Eu sei que vou te amar pra sempre.
[ Gustavo Lacombe ]
“O Amor é Para os Raros”, meu segundo livro, pode ser reservado aqui: http://www.bit.ly/oAmorÉParaOsRaros

Disritmia

Quero me embrenhar pelos teus cabelos e ir descobrindo o teu cheiro devagar. Deixar que as narinas se inundem com o polén vindo do teu pescoço. Escorrer meus dedos pela pele do teu rosto e me jogar do alto dos ombros até a curva esculpida artesanalmente da tua cintura. E te enxergar pelo tato da boca, das bochechas e do nariz que vai se metendo pelos teus braços, colo e barriga.

Quero ser o arrepio que percorre por toda extensão do teu corpo, te fazendo vibrar e abrir um sorriso no canto do rosto. Aquela sensação gostosa que chega a fazer tremer o fecho do sutiã, o laço do vestido, o fecho do cinto. E na minha cafajestagem assumida por você, exorcizar todos os fantasmas que passaram pela minha história. Teu olhar que me abençoe. Teu lume que me guie.

Quero desbravar o Mundo dos teus trejeitos, manias e tiques. Mapear teus peitos, coxas e declarar que tudo até onde vejo é meu – deixando claro que já sou inteiramente terra-tua. Finca em mim tuas unhas como bandeiras, passa tuas pernas como cerca, teu abraço como fronteira, tua certeza como alicerce de nós dois. E fotografando teu corpo relaxado depois de um cafuné ou tenso numa posição de Amor, pretendo ser infinito nos silêncios que precedem os nossos sorrisos bobos.

Nossos gritos roucos.

Por fim, mas sabendo que sempre vou querer me manter longe dessa etapa, quero manter o coração acelerado até que a disritmia me mate inteiramente por esse Amor que te sinto.

[ Gustavo Lacombe ]

#ahLacombe

#OAmorÉParaOsRaros, meu segundo livro, já está disponível para pré-venda e pode ser reservado aqui:
http://bit.ly/AmorParaRaros

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Meu Melhor Amigo é o Meu Amor

Feliz daquele que encontra no Amor, além de um amante, um amigo.

Porque muito além do sentimento nascido do desejo de ter e ser do outro, há o elo de amizade que mantém a sintonia ainda mais perfeita entre os dois. Ser parceiro da pessoa que está ao seu lado te apoiando em seus projetos e sonhos é tão importante quanto ser seu parceiro na cama.

Talvez não exista de verdade um relacionamento sem falhas. Sendo todos nós humanos, estamos suscetíveis aos deslizes. Porém, sem sombra de dúvida, é o comprometimento mútuo pelo sorriso no rosto um do outro que fazem alguns desses relacionamentos quase-perfeitos.

Uma vez me perguntaram o motivo de eu sempre querer evitar brigas e tentar resolver os impasses com ela assim que eles surgiam. Brincava respondendo que tinha demorado mais de 20 anos da minha vida querendo encontrar que me fizesse feliz daquele jeito. Não ia deixar que um desentendimento nos afetasse.

Não penso, obviamente, que seja necessário relevar algumas coisas e se manter calado em outras. Acredito que ser esse amigo para quem amamos é, também, apontar as falhas e indicar caminhos mais seguros. Ou, quem sabe, até mesmo algum outro ousado, mas que faça chegar mais perto ainda de um objetivo.

Entenda: ter o papel de parceiro não é para só passar a mão na cabeça do outro.

É preciso sinceridade, compreensão, carinho. Construir algo tão significativo e que passe a ser sinônimo de Abrigo, fazendo dos braços do outro um lar, é trabalhoso. Por mais que tudo se encaminhe naturalmente para isso, nenhum Amor (com “a” maiúsculo) se faz do dia pra noite.

Felizes são aqueles que tem paciência para o fazer.

[ Gustavo Lacombe ]

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A Única Saída é a Gente se Acertar

Até quando você vai ficar dizendo que não sente mais nada? Até quando você vai ser capaz de olhar nos meus olhos e afirmar que seu coração está vazio, que eu não represento mais nada, que eu virei história? Você fica remoendo essa mesma ladainha, mas à noite a insônia te abraça e vocês dormem juntos. Me contaram que você tem perdido o sono. Não interessa quem te delatou, mas eu sei que você não conta essas coisas pra qualquer pessoa. Se ela chegou ao ponto de me contar, é porque acredita que a única saída é a gente se acertar. Mesmo indo contra tudo e todos, sei que se você olhar dentro desse buraco vai encontrar meu nome escrito nele. Eu estou aqui esperando você parar de mentir pra si mesma e voltar pra minha Vida. Estou de braços abertos e disposto a passar uma borracha em tudo que passou. Nós dois sofremos, nós dois tentamos ficar longe, nós dois estamos morrendo de saudade – falta só você admitir. Não vai adiantar apagar meu telefone, me deletar das redes sociais. A memória é mais forte e atormenta. Não vou fazer promessas nem juras porque eu tenho consciência do quanto errei. Olho pra trás e enxergo, pequena, todos os motivos que te fazem querer continuar com essa falsidade de dizer que não me ama. Entendo que você possa preferir arrancar de algum modo tudo isso que sente, mas essas noites em claro não foram capaz de te provar que não dá? Não sei quanto tempo você vai agüentar ficar agarrada à mentira, mas não vejo problema. Eu vou agüentar mais tempo ainda te esperando abrir os olhos e ver que o único jeito da gente ser feliz é ficando junto.

[ Gustavo Lacombe ]

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Coisas Que Só Você Faz

Você pode ler esse texto ao som de “Coisas Que Só Você Faz”, de Diego Cruz.

Sempre que me pergunto se a Sorte existe, abro um sorriso ao ver teu rosto aparecer na minha memória. Distraio por alguns segundos e fico impressionado com a naturalidade que a vontade de te encontrar me toma. Corro meus dedos apressados pelas nossas mensagens antigas, pelas últimas fotos e, sem resistir, envio um “oi”, só pra marcar presença no teu dia. Esse desejo, essa urgência, esse Amor.

São coisas que só você faz.

Lembro que há um tempo meus planos eram um pouco diferentes. Sonhava com coisas pra mim, objetivos meus e não julgava possível caber mais alguém. Não por egoísmo, mas porque não imaginava que fosse aparecer uma pessoa na minha vida para mudar isso. Não achei que num espaço tão curto de tempo pudesse aparecer quem mexesse com tudo que até aquele momento eu conhecia. E você me chegou.

Bonito é o sentimento que passa a fazer parte da gente sem esforço, se ajeitando no abraço e se sentindo bem-vindo a cada beijo. Feliz daquele que, assim como eu, encontra algo novo a cada retorno, que aprende a ter Saudade e que faz da presença os segundos mais especiais que já existiram. E se isso tudo que disse aqui for uma questão de “sorte”, então eu sou a pessoa mais sortuda do Mundo.

Simplesmente por ter você.

E eu ainda poderia desfilar uma série de outros argumentos pra tentar explicar o quanto você me faz bem, o quanto preencheu vazios em mim e foi a melhor coisa que me aconteceu, mas deixo que o silêncio dos nossos abraços apertados se falem. Jogo a responsabilidade de decifrar que bem incomparável é esse para nossos loucos momentos de paixão. Deixo que o entendimento seja feito pelas nossas mãos dadas. E aonde você quiser me levar, eu vou.

São essas coisas que só você faz.

[ Gustavo Lacombe ]

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Eu Bem Que Te Avisei

Você pode ler esse texto ouvindo “Telefone”, de Tim Maia.

Eu te avisei.

Eu bem que te avisei que não queria me envolver, que não procurava nada pra me amarrar. Não que eu não pudesse, mas eu não queria. Nem quero. E você, agora, vem com todo esse amor pra me dar. Todo esse sentimento de graça. Eu gosto de você, mas não posso aceitá-lo. Eu não te prometi nada, entende? Não te jurei uma reciprocidade que não tenho pra te dar.

Me desculpa ser assim tão franco, mas se você já chegou ao ponto de ligar pra minha casa às quatro da manhã estando em pé na porta, é preciso ser mais sincero ainda. Não é um “sincericídio” porque não quero matar teu coração. Pense como uma libertação. Tá? Não fica puta comigo.

Se você quiser me xingar, eu vou até entender, mas você sabia. Sempre soube. No fundo, entre os seus lençóis amassados nas nossas noites gostosas e sexo sem pudor, você sabia que eu nunca fiquei pra esquentar a sua cama. Leva tudo isso como um tipo de recordação ou algo assim.

Ou, então, me esquece. Fala mal de mim pra quem você conhece, me acaba com as suas amigas. O que for preferível pra você. Eu bem que te avisei pra não levar tão à sério o que a gente vinha criando. Melhor arrancar o que tem agora aí contigo do que eu dar alguma corda. Depois você me cobraria e o cheque voltaria sem fundos, um Amor inventado e uma falta de interesse sonegada por querer apenas ficar mais tempo com o teu gosto e teu gozo.

Eu não posso fazer isso contigo.

E você não pode chegar me entregando todo esse carinho assim. Você não pode fazer isso comigo.
Eu bem que te avisei.

[ Gustavo Lacombe ]

“Destino, Acaso ou Algo Mais Forte”, meu primeiro livro, pode ser encontrado aqui:
http://www.bitly.com/GustavoLacombeTextos

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Faz Parte do Nosso Show

A gente se conheceu na escola. Ela saindo da aula, eu indo buscar a minha irmã para levá-la ao dentista. Ela com dezesseis, eu com recém-completados dezoito. Foi num olhar que surgiu o interesse. Meu. Foi num ato meio impensado que se criou o contato. Eu cheguei e perguntei:

– Quer carona?

Ela sorriu e disse que não precisava. No dia seguinte, lá estava eu de novo. Minha irmã estranhou, claro. De onde tinha surgido aquela boa vontade toda? De novo eu a vi. De novo ofereci carona. De novo ela recusou, mas o sorriso foi tão lindo que eu não resisti:

– Me dá seu telefone?

Foram longas conversas até ela aceitar sair comigo. Marcamos no Arpoador, numa dessas tardes de horário de verão em que o Sol nos dá o prazer de sua companhia até mais tarde. E ela, ainda que desconfiada, me deu o gosto de tê-la ali comigo. Brinquei:

– Você quase não veio, né?

Nasceu ali. Ainda iria pegá-la mais um tanto de vez no colégio. Fizemos muita coisas juntos. Gostávamos de ir às festas no Circo Voador. Eu era exagerado e, numa dessas noites, fiz com que um cantor que a gente gostava lesse um recado meu pra ela. “Diz aqui no bilhete que ele te ama”, ele mandou em alto e bom som. Mais tarde, sugeri:

– Quer sair daqui agora?

A gente foi para a minha casa. Aquela seria a primeira vez. Testando o sexo e descobrindo cada cantinho um do outro, era uma delícia deslizar os dedos nela e estar com os olhos bem abertos. Eu me abri, contei segredos, me coloquei em suas mãos:

– Quero sempre te proteger da solidão.

Ainda me lembro quando a gente teve a primeira briga. E foi logo uma daquelas feias. Precisava desabafar e fui procurar uma amiga dela que, depois, provou ser quase inimiga de nós. Voltei ao Arpoador e senti o tamanho do vazio ao ver o pôr-do-sol sem ela. Inventei uma desculpa e fui até o apartamento dela, que não me atendeu. No mesmo dia ela me procurou:

Diz que eu não estou.

A volta foi questão de tempo. Não tinha outro jeito. Aquilo tudo fazia parte de todo nosso show. As saídas do colégio, o namoro no portão do prédio, as briguinhas por ciúme onde um saía de cara amarrada, a dor de uma noite sem o “boa noite” dela, o Arpoador. A Bossa Nova que ela gostava e o Rock’n’Roll que a gente dançava:

– Quer ouvir aquela de novo?

E até hoje, nosso amor está por aí. Nos sorrisos que se abrem na praia pra ver o Sol sumindo. Nas promessas malucas que se assemelham aos sonhos bons. No imaginável retrocesso de se jogar numa paixão em meio a tanta gente que convive com o medo de se permitir. Faz parte do nosso show:

– Meu Amor.

[ Gustavo Lacombe ] –

“Destino, Acaso ou Algo Mais Forte”, meu primeiro livro, pode ser encontrado aqui:
http://www.bitly.com/LivroLacombe

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Jogue Suas Mãos Para o Céu e Agradeça

Levanto todos os dias as mãos para o céu e agradeço. Como naquela música antiga que a moça vive me repetindo para ser grato. Algumas canções tem o poder das orações. E fecho meus olhos, me vem o teu rosto, sorrio. Pensar que há quem rode o Mundo inteiro procurando o que temos aqui bem perto. Demos sorte, eu sei. Encontramos um no outro motivos suficientes para seguir em frente e realizar objetivos aos montes, como par. E talvez não exista coisa melhor nesse Universo do que entrelaçar meus dedos com os seus, entrar no seu abraço e me sentir em casa.

Nos braços da Paz.

Ensaio mais alguns clichês no espelho do banheiro e deixo que no canto da boca um sorrisinho se mostre. Sei que, talvez, você revire os olhos e ache graça. Nem todos os dias são de romantismo, mas meu Amor patológico me faz soltar essas pérolas em alguns momentos. Relembro nossa trajetória se ouço alguma música, identifico nos casais de filmes, novelas e afins alguns lances de nós. Fico me perguntando se todo esse ciúme é normal. Se todo esse querer é normal. Se tudo isso que nasceu em nós é normal.

Amar é um dos sentimentos mais primitivos. Não é apenas privilégio dos humanos. E, de novo, lá vou eu conviver com o meu riso solitário ao comparar toda a irracionalidade que pode acontecer com os seres apaixonados. É certo que eu preciso, todo dia, agradecer por viver essa loucura de te pertencer. Se as pessoas (re)descobrissem o quanto é apavorante, estranha e gostosa a sensação de se jogar do precipício e apenas confiar que alguém está lá embaixo, certamente se entregariam mais vezes sem pensar no possível arrependimento.

Apenas pensariam na felicidade.

Feliz mesmo com todos os problemas, que sem dúvida surgirão. Feliz mesmo com os erros, que de qualquer forma aparecerão. Feliz mesmo com os obstáculos, que sem pestanejar apresentarão. Feliz sem a utopia de querer algo redondinho, perfeitinho, bonitinho. Feliz porque são duas pessoas em busca de um bem comum, ainda que encontrem divergências na maneira em fazer, demonstrar e significar esse “bem”. Duas pessoas que, como nós, aprenderam com o apertar da saudade que a delícia do beijo deve ser valorizada.

Que me seja perdoada toda a falta de objetividade e a andança em círculos nesse tão longo espaço só pra dizer três palavras tão curtas, mas imensas em seu sentimento. Eu te amo. E como apenas escrever e/ou falar não são maneiras suficientes de dar vazão ao carrega o coração, todos os dias jogo minhas mãos para o céu e agradeço por te ter. É você quem eu gostaria que estivesse sempre comigo em qualquer lugar, com qualquer sorriso, por qualquer motivo.

[ Gustavo Lacombe ]

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Entre Tapas e Beijos

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Ela vem me cobrando alguma coisa que eu já esqueci. Vindo dela, já considero isso como uma atitude normal. E admitam, mulheres, vocês acabam desenterrando alguns deslizes do cara só pra jogar na cara e ele se sentir um pouco mais culpado. Não é culpa dela, não é culpa de vocês. É culpa nossa mesmo. Se não houvesse esses tantos deslizes, não teríamos com o que nos preocupar durante essas brigas.

Mas se não houvesse erros, não seria humano.

Todos nós erramos, mas parece que às vezes atingimos uma cota. Tudo no mundo tem um limite e não seria diferente com as pessoas. Ela tem o limite dela, eu sei. Calma, eu não errei mais uma vez e agora ela tá aqui gritando comigo. Estou simplesmente atentando para o fato de que é preciso ter cuidado sempre com nossos passos. Confiança, paciência, tolerância, tudo isso é conquistado com muito suor e pode ser perdido num simples piscar de olhos.

Pareço ficar sem chance de defesa, sabe? Que reação eu posso ter quando ela está irritada assim? Já tentei argumentar, não adianta. Já tentei mostrar que ela pode estar descontando em mim algo que aconteceu ou no trabalho, ou na rua ou em qualquer outro lugar. E também não adianta muita coisa. Na próxima crise vou tentar aquela tática de jogar chocolates. De longe. Talvez dê mais certo do que palavras. Palavras o vento leva, chocolates fazem o estômago fraquejar.

Pode dar certo, hein!

O mais engraçado (e bipolar) nisso tudo é que, dez minutos depois, ela chega me dando um abraço apertado e parece esquecer tudo que falou. Supera os desentendimentos com uma velocidade incrível. Tudo bem, às vezes demora um pouco mais. Uma semana, talvez, quem sabe. Mas passa. Sempre passa. Ela culpa a TPM pra variar. Noutras vezes , a culpa é minha mesmo. O importante é que passa. E a gente fica numa boa de novo.

Parecemos protagonistas daquela música “Entre Tapas e Beijos”. Ela briga, me ama, me bate, me xinga, me beija e me ama mais. Eu? Levo as porradas, amo de volta, levo mais porrada, ouço os impropérios, beijo e amo mais ainda de volta. Brinco chamando-a de maluca, mas eu não consigo viver sem ela. Fazer o quê? É culpa minha, eu sei. Mesmo que não seja, eu assumo a culpa só para podermos ficar numa boa.

E resolver as diferenças enquanto a gente se ama.

[ Gustavo Lacombe ]

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