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Quanto Vale o Sexo? – #ClubeDepoisDaMeiaNoite

Sempre que se conversa com um casal surge a pergunta sobre o quanto é importante o Amor que une os dois e como isso é fundamental para que eles permaneçam juntos. É inegável que a existência do sentimento seja mais que relevante para que eles possam seguir em frente, mas e em relação ao sexo? Qual será o tamanho da importância que ele tem dentro de um relacionamento?

Sexo é fundamental, eu diria.

Obviamente não é o que faz um casal ficar junto. Até porque, quando os dois se entendem apenas em cima da cama (ou seja lá onde for que eles façam) a coisa já está ruim há algum tempo. Se for para ter apenas um corpo disponível e gozar existem outros meios de se conseguir isso – sem toda a carga emocional que um relacionamento falido carrega.

Ainda assim, o sexo, o foder, o fazer amor é primordial no íntimo do casal. É onde ocorre a mais perfeita expressão do “eu te amo”. É quando você faz de tudo para dar prazer ao parceiro e mostrar que aquilo é uma retribuição por todo o bem que ele te faz. O ato se transforma na melhor definição da sintonia dos dois.

Não gosto de colocar em porcentagem, mas já conversei com algumas pessoas que chegaram a dizer que ele corresponde a uns 80/85% da relação. E o principal argumento era de que as pessoas que são companheiras, solícitas e prontas para nos ajudar são chamados de amigos. Nessa linha, um relacionamento também envolve amizade, mas exige mais do que isso.

A verdade é que a discussão pode ser longa.

Um namoro é a reunião de uma série de fatores que contribuem para que duas pessoas continuem se querendo. Vai existir ali o respeito, o carinho, a admiração, a amizade, o tesão e outras coisas. Cada uma delas será exigida em maior ou menor grau dependendo da situação, mas certamente elas precisam estar em equilíbrio. É essa harmonia entre os valores que vai refinando o que se tem.

Sexo, então, vai ter valor diferente para cada um. Vai poder ser comparado com qualquer gesto de carinho e de atenção, mas nunca poderá se colocar na balança para se saber o seu peso exato. Essa é apenas mais uma das variáveis que precisam ser ajustadas entre o casal. Só eles poderão dimensionar. Fundamental, mesmo, é ser feliz.

E aí, sim, tenho certeza de que a felicidade passa por um bom sexo.

[ Gustavo Lacombe ]

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Eu Gosto de Você Inteira – #ClubeDepoisdaMeiaNoite

Eu gosto de você inteira e você sabe. Sou teu fã em todos os detalhes possíveis. Do que está na cara ao que é preciso desvendar. Do que você me entrega de bandeja e do que eu preciso arrancar. E sei que você tem esse dom único de me hipnotizar com cada gesto – independentemente da intenção dele.

Gosto, por exemplo, das tuas mãos que me fazem aquele cafuné inocente e me deixam mole em teus braços. Mas também gosto quando elas se tornam provocadoras e vem passear pelo meu corpo como se tudo fosse delas. E é mesmo. Sou quase um bicho domesticado que serena ao teu toque.

Canso de fixar o meu olhar no teu quando me pede um carinho. Amo a cor deles. E também me perco sem volta quando eles me instigam o desejo e pedem coisas impublicáveis. Inenarráveis. Fico bobo com o teu sorriso ao me ver, declarando toda a saudade sentida. Por outro lado, sei captar a malícia que ele pode transmitir ao aparecer no canto da tua boca.

Confesso que eu ainda me surpreendo com o tanto que eu gosto de você.

Ainda me pego fascinado com o fato de você ter essa capacidade de ser várias em uma só. Amante, carente, amiga, autossuficiente, dengosa, parceira. Mulher. Todas as faces de alguém que me deu o privilégio de dividir a Vida. A qual, certos dias, não tenho tanta certeza se mereço pelo tamanho do presente que é.

Devo muito da minha felicidade a você, que me dá a chance de satisfazê-la nos sonhos e na cama. Principalmente na cama, né? Todo esse esforço pelo teu gozo é uma tentativa de retribuir o tanto que sou grato pela alegria que me trouxe.

Eu gosto de você inteira, meu bem, e você sabe disso.

Repito nos cafés da manhã, nas mensagens no meio do dia e nos sussurros enquanto a gente faz amor. Tento comprovar nos pequenos gestos, nos abraços sempre prontos e nos dias que você me procura apreensiva. Conjugo nas noites que as roupas se jogam do corpo, nos dias que mais rotineiros e até mesmo nas brigas.

Aliás, você fica linda nervosinha.
Até isso em você eu gosto.

[ Gustavo Lacombe ]

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A Vida Que me Livre de Quem Não me faz Gozar – #ClubeDepoisdaMeiaNoite

Que a Vida me livre de ter alguém ao meu lado que não me faça gozar. De estar num relacionamento em que o outro não se preocupa comigo, com as minhas vontades, com aquelas necessidades básicas que todo mundo tem. Pra mim, estar na cama com alguém é entender que existe uma espécie de acordo firmado de reciprocidade quanto ao prazer.

Eu gozo, tu gozas.

É uma busca mútua pelo prazer. Busco o teu, tu buscas o meu. E não aceito algo diferente disso. Talvez seja um pensamento um tanto quanto extremista e radical, mas é o que ouço de muitos amigos por aí: para fazer dar certo, é preciso que haja comprometimento. Em todos os mais variados e amplos sentidos.

Excluem-se, certamente, algumas situações normais em que um dos dois já cria um clima de “quero só ir pra cama”. É claro que se sabe distinguir as vontades de quem está com a gente. É fácil perceber que é só uma transa. E não há nada de errado em, um dia ou outro, não colocar tanto romantismo no ato.

A gente também tem um lado animal, né?

O que quero dizer é que não me vejo numa relação onde um dois precisa fingir que chegou lá, que gozou, que sentiu as pernas tremerem. E, por favor, não sejamos simplistas achando que um relacionamento se trata apenas disso. Apenas acredito que sexo seja uma parte fundamental de qualquer namoro.

Então, até ouso repetir como um mantra “que a Vida me livre de ter alguém ao meu lado que não me faça gozar”. Que me livre de uniões sem graça, sem parceria e apenas por um status. Que me faça gozar não apenas na cama, mas a plenitude de uma Vida a dois.

[ Gustavo Lacombe ]