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Todo Homem Tem Um Príncipe Interior

Eu sou daqueles que acreditam que todos os homens possuem, dentro de si, um lado Sapo e um lado Príncipe. É claro que toda a categoria cai no clichê proclamado pelas mulheres de que “todo homem é filha da puta”, mas é injusto fazer essa afirmação. Toda generalização é meio burra, mesmo que carregue seu fundo de verdade.

Se você argumentar que nenhum deles é perfeito, serei o primeiro a gritar em apoio. Somos todos falhos (a humanidade em si), mas também somos bem capazes de acertar — ao ponto de subirmos no conceito e na famigerada regra de “ganhar pontos” com quem queremos.

O problema é que muitos homens “relaxam”. Eles valorizam a conquista, mas depois torcem o nariz para aquilo de reconquistar a mesma mulher. É uma delícia, sim, conhecer novas pessoas e entrar em novos mundos. Faz bem ao ego de qualquer homem a conquista, mas a linha é bem tênue entre fazer disso uma etapa para colocar alguém novo em sua vida e a babaquice de querer ganhar uma por noite.

Pergunte a qualquer cara o que é mais difícil: encontrar várias e fazê-las criar um certo interesse ou manter apenas uma interessada? Fazer só uma pessoa feliz e com vontade de viver planos e experiências é mil vezes mais complicado. Na superficialidade das relações de uma noite não é possível entender a complexidade e profundidade de entrar na vida de alguém e participar, efetivamente, de toda a sua rotina.

É importante saber ser sozinho, claro. É preciso entender que somos partes únicas antes de nos juntarmos com alguém. Há quem defenda a teoria de que é necessário um tempo solteiro para curtir e não ter vontade de viver algo depois estando com alguém. Entretanto, quando se acha alguém que vale a pena, qualquer mudança é perceptível. Em qualquer cara.

Não existe receita de bolo para as relações, mas tudo pode ser resumido num único aspecto: vontade. Quando se quer fazer, acontecer, mudar, realizar, nada impede. É preciso querer. Ou, numa forma mais romântica e poetizada, já dizia Vinícius que “é preciso paixão”.

[ Gustavo Lacombe ]

“O Amor é Para os Raros”, meu segundo livro, pode ser encontrado aqui: http://bit.ly/AmorParaRaros

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Ser Gostosa Vai Além do Espelho

Tem dias que ela se sente. Literalmente. Coloca uma roupa mais colada e vai pra night sabendo que está gostosa. Sim, que “está”. Na cabeça dela, ser gostosa ou não é uma questão de dia da semana. É questão de se sentir bem com si mesma. Ela não é do tipo fresca e insegura, mas também não é daquelas que não tem crises. Tem dias ruins às vezes e sabe que toda mulher que se preze os tem.

Aliás, já enfrentou vários dias em que nada servia, que as blusas favoritas marcavam a barriga, que aqueles dois quilos a perder se transformavam em vinte e o quadril parecia enorme. Dias em que tudo parecia dar errado: espinhas brotavam em profusão e ninguém olhava pra ela. Como se fosse um patinho feio.

Quase quebrou o espelho numa dessas vezes.

Nos momentos mais exagerados e de sentimentos aflorados, ainda se deita na cama pra vestir uma calça que entraria mesmo se estivesse de cabeça pra baixo. Ah, e nem pense em lhe desejar um ‘bom dia’. Ela já pensou em botar silicone (e acabou botando), em fazer uma Lipo (e acabou não fazendo), em ter aula quinze vezes na semana com personal (chegou a 10), cortar carboidratos, virar vegetariana (mas adora um bom bife), e até a nunca mais comer chocolate (impossível!).

Ela teve de tentar de tudo um pouco até aprender que esses rompantes nunca passariam. Era dela. E que, na verdade, era preciso primeiro gostar de si mesma, se aceitar. Depois de uma viagem por Barcelona, passou a pensar em si como a Igreja da Sagrada Família: uma obra de arte linda, mas que sempre estaria em permanente construção. Nesse meio tempo, tentou yoga, Pilates, terapia e até aquelas mandalas para colorir.

Tentou ocupar a cabeça e se descobrir entre posições de flor de lótus e canetinhas variadas. Se achou na corrida e nunca mais parou.

Hoje sabe que, nos dias de TPM, vai se sentir horrorosa. Nos outros, pode se sentir a mulher mais deliciosa do planeta com apenas um elogio vindo de quem ama. Brinca dizendo que é complicada, como toda mulher, mas sabe que a beleza está além do espelho e do batom vermelho. Qual seria a graça em ser simples demais?

E não a tente decifrar, ela sempre te engole primeiro.

[ Gustavo Lacombe ]

“Destino, Acaso ou Algo Mais Forte”, meu primeiro livro, pode ser pedido aqui:
http://www.bitly.com/LivroLacombe

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A Arte de Sorrir pra Chuva

O dia amanheceu nublado e Ayrton pensou “hoje vai ser duro”. Meio desanimado, o bi-campeão Mundial de Fórmula Um começou sua rotina desejando que a previsão do tempo estivesse errada e que a chuva fosse pra longe. Ayrton detestava correr em tais condições climáticas. Preferia pista seca, motores a toda e nenhum outro fator externo atrapalhando. Mas, como era de se esperar de um piloto experiente, teria que ir pro sacrifício, mesmo que tivesse que fazer o feijão com arroz e apenas completar a prova.

Sabe quando isso poderia ser verdade? Nunca.
Primeiro porque Ayrton Senna, o maior piloto da história da F1, adorava guiar seu carro na pista molhada. Segundo porque, competitivo como era, jamais desanimaria, fossem quaisquer as condições da prova. Para alguém que viveu no limite de cada curva, dirigindo a mais de 300 por hora, não havia tempo para reclamar das situações adversas que, possivelmente, se apresentassem. Pelo contrário. Ele fazia dos obstáculos um trampolim para mais uma vitória.

Então, imaginem, Senhores, se ao acordar e olhar pela janela, ainda guiando seu kart, ele se deixasse dominar pelo medo de derrapar, sair da pista e não seguir? Imaginem se, por um milésimo de segundo, ele hesitasse em colocar pé embaixo para fazer uma ultrapassagem? Não seria Ayrton. Não seria a lenda que conhecemos e que nos encantou. Não seria o piloto fantástico que, a cada manha de domingo, nos colocava na frente da televisão e nos fazia ter orgulho de ser brasileiro.

Você pode até argumentar que Ayrton foi único. Fora de série. Mas são esses caras que nós dão o exemplo. São esses seres humanos que no auge de sua forma ousam desafiar seus limites e buscar seu melhor. São esses caras que nos fazem ter certeza de que podemos ir mais longe. São essas as inspirações que devemos levar pra vida e lavar a alma quando as usamos para ir atrás daquilo que sonhamos.

Assim, um dia nublado não pode nos vencer.

Quando sentir que vai chover, abra um sorriso. Se anime pela possibilidade de ver o arco-íris. Repare que, mesmo com um Mundo mais incolor, somos nós que damos vida aos nossos dias. Você pode até desejar rever o Sol e lembrar aqueles dias de calor em que não havia a inconveniência dos guardas-chuvas e das poças espalhadas pela cidade como minas terrestres, mas ainda poderá tirar o melhor de hoje.

Ayrton não ficou conhecido apenas por ser um bom piloto na chuva, mas por ser campeão. Não se tornou um exemplo apenas pelo o que fez nas pistas, mas pelo o que fez na gente. Ele mexia com os brios de qualquer o assistisse. Ele nos fazia querer colocar em prática o melhor que possuíamos. E ele ainda é aquele cara que parece te olhar atrase de uma foto e dizer “vai com tudo e lute sempre pelo o que você quer”.

Na Vida, não existe isso de acelerar pela metade. Ou é pé embaixo na reta ou vem outra coisa e passa por cima. Não tem como ter medo das curvas, ter receio do muro se aproximando cada vez que você passa perto. Os riscos são constantes, mas só os corajosos conseguem desafiar seus limites e atingir a excelência. A história não poupa aqueles que tiraram o pé. E mesmo ela sendo cruel por só lembrar dos vencedores, vai recompensar sempre aqueles que ousaram buscar seus sonhos.

Ainda que as condições da pista e da Vida não sejam as ideais. 

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Homens Aprendam: Não se Dá Moral pra Mulher

cuidado! esse texto contem deboches e ironias!

Não se dá moral pra mulher. E aqui você pode trocar o nome que se dá a isso. Moral, condição, chance. É tudo a mesma coisa do ponto de vista em que o cara, do alto de sua condição de conquistador, decide privilegiar alguma escolhida e passa a “dar moral” a ela.

Num curto espaço de tempo ele consegue elogiar os olhos, o cheiro e posição de destaque que as mulheres vem ganhando na sociedade. Ele vale um sopro no ego daquela mulher de tal forma que acontece o efeito já constatado em várias ocasiões e eventos pelo mundo afora: ela passa a esnobar o cara. Ou, no dito popular, caga na cabeça dele.

Ser esnobado é um efeito colateral do fato de valorizar uma mulher, algo que a ciência ainda não conseguiu explicar.

Elas preferem, claramente, aquele cara que, assim como elas passam a agir com quem demonstra se importar com elas, ignora completamente a sua existência e/ou mantém por perto simplesmente para ter um plano B. O plano A é conseguir alguém para ser o plano A. Ele pode até não existir, mas qualquer coisa já se arranjou o B.

Não se dá moral pra mulher.

Até porque, se ela simplesmente aceitar o convite do cara pra jantar, ele pode criar uma expectativa errada de tudo. Vai mandar whats pros amigos dando como certo o fim da noite no motel. E não tem nada mais errado do que criar expectativa nos outros. Somos responsáveis pelo o que fazemos e pelas reações que provocamos.

Então, se perguntaria, como proceder? Bom, existem um milhão de condutas sociais possíveis. Deve-se manter sempre a discrição e deixar que o papel de conquistador seja sutil. Galã de novela, com aquela blusa apertada na balada e perfume do Free Shop que aquele primo te deu na última ida dele a Buenos Aires, mantenha sempre a pose pra não ter que explicar pros amigos que “era só uma conversa”. Que trouxa! Onde já se viu!?

Você rende a noite toda pra uma mulher, elogia, paga bebida e, no fim, ela agradece a sua companhia e diz que foi ótimo ter te conhecido ao entrar no táxi com a amiga dela, que não pegou ninguém e ficou enchendo o saco pra ir embora.

Sério, tenho pena dessas meninas que descartam os caras que dão moral e se mostram prestativos e preferem ir atrás de verdadeiros cafajestes.

Mas um dia a gente aprende.

[ Gustavo Lacombe ]

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@glacombetextos