Que teu Coração Encontre a Calma

A gente insiste porque gosta. E não é um defeito apenas seu ou um desvio de caráter que estou reconhecendo agora. Nada disso. Até hoje eu não vi nenhum amor ser errado. Até isso que você está sentindo agora e fica se repetindo que não pode ter. Todo amor que nasce na gente é certo. O que não é certo é estagnar, não olhar pra frente.

Parar no tempo mesmo, sabe?

Às vezes, uma pessoa pede pra não andar mais do nosso lado e a gente perde o equilíbrio. É normal até. Somos apoio e temos apoio no outro. Usamos as mãos, os olhares, a cumplicidade e toda uma história para servir de base. E o que fica quando não temos mais essa base? Fica a saudade, o Amor que ainda mora no peito e uma puta vontade de sacudir o outro perguntando “por que raios você me deixou??”.

Se não faltava carinho, se não faltava atenção, se não faltava tesão, se não faltava nada… Se eu ainda queria te dar tudo. Por quê? A resposta mais provável é um olhar pro chão e os passos a distanciar o que era tão perto e, agora, se põe tão longe. Não existe culpa. Acontece. Não existe remédio. Essa dor é algo que, por incrível que pareça, cicatriza no tempo. No sereno, no ameno do vento, até no álcool.

Mas aviso: álcool faz arder qualquer ferida ainda mal cicatrizada. Principalmente no coração.

Eu não te quero chorando por alguém que escolheu te deixar chorando. Como eu disse, a gente insiste porque gosta, mas se não há recíproca, não adianta mais. Fala baixinho com teu coração choroso que todo esse mal vai passar. Mesmo que ele não acredite e só enxergue uma saída. Mesmo que ele queira voltar no tempo. Mesmo que ele esperneie. Acalma teu coração e confia na Vida.

Algo melhor sempre há de raiar.

[ Gustavo Lacombe ]

Este e outros 100 textos estão no meu segundo livro.

“O Amor é Para os Raros”, meu segundo livro, pode ser reservado por aqui:
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Deixa eu te amar?

Deixa eu te amar, faz de conta que sou o primeiro…



Não sei qual foi a merda que o último cara que passou na tua vida fez, mas ele foi um idiota. Isso é certo. Te deixou com medo de se entregar, fez com que você se fechasse e, agora, qualquer sinal que o mundo te dê de que é possível, sim, ser feliz, será prontamente ignorado. 

Eu entendi: você quer que eu desista porque seu coração ainda está machucado.  

 
Olha, me desculpa discordar de você, mas, sem falsa modéstia, quero ser a cura pra tudo de ruim que aconteceu contigo. Não vou te prometer ser um cara perfeito, mas vou me esforçar pra te mostrar que o que passou merece ser enterrado. Esquecido. Aliás, é até bom que você traga todas as lições que aprendeu. E, por favor, se eu errar ou chegar perto de fazer algo que te cause mal, me avise.  

 
Temos o problema de fazer algumas coisas e não julgarmos se vamos atingir ou não determinada pessoa. “Achamos” demais às vezes. Não quero esses mal entendidos. Não quero essa distância. Você não vê que, quando estamos longe, a saudade vem confirmar tudo isso que te digo agora? Que a falta só faz gritar mais alto o quão verdadeiro é essa vontade de estar junto? Que estamos apenas no início? Eu quero vir a ser muito, mas quero que você se dê conta disso aos poucos.  

 
Hoje, te mostro apenas a minha disposição para tudo isso. 

Eu não sei qual foi o tamanho da merda que já aprontaram contigo, mas eu vou te fazer passar uma borracha nisso tudo. Não adianta fechar ou tentar isolar o peito. O amor constrói qualquer ponte e derruba qualquer muro. Se eu pudesse te pedir apenas uma coisa, te pediria pra confiar.  

 Deixa eu te amar? 

[ Gustavo Lacombe ]

“Destino, Acaso ou Algo Mais Forte”, meu primeiro livro, pode ser adquirido aqui: http://www.bitly.com/LivroLacombe

Novo Antigo Amor

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Chegou ainda tirando a poeira do ombro. Poderia fazer outros trocadilhos como cheirando a naftalina, direto do túnel do tempo ou outros mais infames ainda. Mas o que realmente importa nessa história toda é que ele voltou. Me procurou, pediu licença e se instalou no mesmo lugar que antes havido sido dele. E não é que tenha sido preciso eu deixá-lo voltar. Todo esse processo é feito junto.

Ele tocou a campainha. Eu abri a porta.

Claro que é preciso enterrar muita coisa. Não sou de tapar os olhos pro que vi, mas sei que é desnecessário perguntar por onde é que ele andou, o que fez ou que viveu. Nesse meio tempo, o relógio correu tanto pra ele quanto pra mim. Vou dizer que fiquei de braços cruzados esperando? Estou querendo enganar a quem? A gente rabiscou amor por cima disso tudo e seguiu a vida.

Como era de se esperar, nem tudo está no lugar. Mas vai ficar! Sim! Por exemplo, confiança – algo que eu julgava não existir mais – se renovou, mas sei o quanto cada um precisa provar pro outro. O que ficou mal resolvido, e eu sei que todo término tem, vai virar força. Nunca deixei que se tornasse mágoa e não vai será agora, apostando que pode dar certo, que vou me levar por um pensamento traiçoeiro assim.

Olhos nos olhos, é assim que ele me trata. É assim que eu sempre quis ser tratada. Ele amadureceu. Talvez seja cedo pra dizer que mudou, mas se não tivesse percebido nada diferente não teria dado uma outra chance. Pode ser que eu esteja numa posição muito cômoda, mas sei o quanto também terei de me doar pra fazer acontecer. Acho que o primeiro passo foi dado.

Eu acredito no amor. No nosso.

Que sejamos felizes. Que tudo que precisa ser provado de ambos os lados seja pelo sentimento que renasceu. Que me traga sorrisos, que lhe dê coisas boas pra se lembrar e querer viver mais um dia comigo. Que nos faça, acima de tudo, bem.

Que a gente caiba no melhor pra sempre que houver.

(Gustavo Lacombe)