Você Não Precisa de Alguém Que Só Lembre Teus Erros

Você não precisa ter na sua Vida alguém que faz questão de lembrar seus erros. Quando alguém está disposto a aceitar a sua realidade e entender que o caminho a ser traçado é mais importante do que já percorrido, as mãos dadas se tornam verdadeiros laços. Realmente, nunca se poderá deixar de ser o que foi um dia, mas com certeza se pode mudar o que quer ser amanhã – começando pelo agora. Então, é preciso não se prender aos deslizes. Todos nós temos direito a segundas chances. Claro que, depois que se machuca um coração, há um preço a ser pago. Não se pode querer continuar tendo por perto alguém ferido, mas nos novos encontros se acha a possibilidade de fazer algo diferente. A culpa existirá, mas não se deve carregá-la como correntes. Pedir perdão é o mínimo, reconheça as falhas, mas sem nunca hesitar em seguir. Reparar o mal  feito não é tentar escondê-lo. O passado está fadado a ser aquilo que se construiu, mas o futuro pode ser totalmente diferente. Se alguma porta se fecha, outra sem dúvida abrirá. Dói, sim, ter que deixar de lado tudo aquilo que fazia bem, mas se entende que essas são as mudanças da Vida. Há quem venha apenas para ensinar algumas lições. Aceitemos. E, acima de tudo, que se tente ser sempre alguém melhor. Todo dia nos é dada a chance de lapidarmos o coração e transformá-lo num diamante. Certamente haverá de aparecer quem enxergue em nós todo esse valor.

[ Gustavo Lacombe ]

“O Amor é Para os Raros”, meu segundo livro, já pode ser reservado por aqui: http://www.bit.ly/oAmorÉParaOsRaros

Pergunte pro Seu Coração

Não importa muito o que os outros te dirão sobre o Amor. O que importante, de verdade, é o que o teu coração diz. O que importa não é o que as pessoas ao teu redor aconselham ou te mandam fazer. A verdadeira diretriz é dada pela junção do que sente a sua emoção e a coragem da sua consciência em acatar ou não aquela decisão. Sei que não é fácil ter que colocar um pingo de razão nessas questões, mas te garanto que a saída nunca será ouvir aqueles que estão de fora.

Eles não sentem como você.

Sempre temos um amigo, claro, ao qual recorrer se preciso. Se você necessita de um ombro ele estará apto e pronto para te confortar e ouvir qualquer que seja o seu lamento. A amizade é isso. Um amigo de verdade te apertará a ferida, te afagará quando preciso e se mostrará disposto a te mostrar um caminho. Porém, ele sabe que apenas você pode decidir qual trajetória a tua história seguirá. São seus pés, não os dele.

Antes de esbravejar que não ama, antes de dizer que prefere esquecer, antes de declarar a si que o melhor a fazer é apagar tudo que foi vivido. Antes disso tudo, reflita se o teu mundo sem aquela pessoa continuaria o mesmo. Se melhoraria, se pioraria. Você bancaria a decisão do fim? Você conseguiria suportar a volta? Entenda onde eu quero chegar: ninguém está na tua pele. As tuas escolhas pesam nos teus ombros e você é quem deve saber o peso que eles aguentam.

Pergunte pro teu Coração se ele aguenta.

Acredito que todas as respostas estejam em nós, mas que fechamos os olhos para a sua clareza. Se o questionamento é voltado para nós e apenas nós mesmos poderemos respondê-lo, ninguém será capaz de adivinhar, de supor ou achar o que será dito. É preciso a reflexão. Talvez seja até paradoxal colocar lado a lado uma questão sentimental e a análise do caso. O poeta já diz que basta colocar Amor no meio para se perder qualquer traço de Razão. Nem sempre.

Eu poderia te dizer “some” ou “fica”, mas estaria colocando o peso da minha história nessa opinião. Poderia usar outras histórias de exemplo, mas colocaria a minha visão em cada uma delas. “Sumir ou ficar?” é uma pergunta que apenas você mesmo poderá responder. Se vai dar certo ou valer a pena, infelizmente não podemos predizer. Ninguém sabe o futuro. O único pedido que te faço nesse dilema todo é que você não faça nada que não possa bancar.

Um arrependimento pode durar uma Vida toda.

[ Gustavo Lacombe ]

Meu Coração Não É Playground

Eu me considero uma mulher vacinada. Não é qualquer conversinha que me convence. Me quer? Prove. Porque eu cansei de topar com caras que prometiam e, depois, me deixavam com aquela sensação de “eu devia ter ouvido o conselho das minhas amigas”. Uma hora a gente toma vergonha na cara e para de quebrar a cara, né! Pelo menos é assim que deve funcionar. Errar, aprender e não repetir. Não dá pra ser trouxa a vida inteira.

Então, quando eu ouço aquelas palavras vomitadas de “eu gosto de você”, “você é linda”, “é diferente”. Uma porra! Não sabe nem qual meu sobrenome e já vem cheio de dedos, mãos e intenções. Péra lá. Eu tive que gastar muito meu coração tentando acreditar que no meio daquele monte se palavras bonitas havia algum sentimento de verdade. E, quem sabe, pode até ser que eu tenha jogado fora alguma história por não tentar, mas é o preço que alguns pagam pelos erros idiotas dos outros.

Até já ouvi dizer por aí que é preciso sempre estar aberto para as novas possibilidades. Na real, eu até acredito naquela música do Teatro Mágico que fala sobre a gente nunca saber de quem irá gostar, mas se já não chegar me fazendo brilhar os olhos e palpitar o coração, eu nem quero saber que apito toca (me sentindo a minha própria mãe falando assim). E não vai adiantar vir com discurso pronto sobre como ficou olhando meu sorriso, como sempre quis conhecer alguém assim. Não vai colar.

Talvez eu tenha que me despir mesmo desse rancor que carrego no coração e que me faz enxergar em todo homem um potencial babaca para quebrar o coração de uma mulher. Talvez eu tenha que parar de falar tão mal deles e me policiar para enxergar se o defeito, no final das contas, não está em mim. Ou, talvez, as pessoas pudessem ser mais sinceras e dizer exatamente aquilo que sentem. Não apenas ensaiar uns floreios pra levar mais uma pra cama.

Talvez eu devesse mudar, mas até que me provem o contrário, tem sido bom ser assim. Vacinada, sem sofrer das doenças que afligem os corações que insistem em deixar terreno fértil para as expectativas. Sobre elas, melhor não. E aposto que, como eu, existem várias por aí. Cansadas de esperar, de encher o peito de uma esperança boba para que algo de bom aconteça, de querer agarrar uma promessa. Cansadas de ser parte do jogo.

Desculpa, mas meu coração não é playground.

[ Gustavo Lacombe ]

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