O Amor É Para os Raros

Nunca se sabe ao certo quando acontece, mas, quando acontece, é uma delícia. O Amor correspondido está entre as melhores formas de ser feliz. Sorrir com ele, acordar com ele, conviver com ele. Ainda que longe da pessoa amada, nunca se está vazio. Não que a pessoa sem Amor seja um ser carente de uma completude. Sou adepto da filosofia de que é preciso se encontrar antes de poder se dar. Mas é o apaixonado aquele capaz de mostrar os dentes para dias nublados, não se importar com sinais fechados ou até mesmo com a triste sina de sonhar com quem se ama, acordar sozinho e, mesmo assim, estar satisfeito por ter algo lhe preenchendo o peito. Nunca se sabe quando acontece, em qual curva da Vida aquela pessoa pediu carona esquecendo-se de avisar que ficaria por um bom tempo. A estrada toda, quem sabe. Alguém para aproveitar a jornada, dividir os olhares para as mais belas paisagens e dar força nas ultrapassagens. Toda estrada tem seu risco, todo Amor também. Feliz de quem aposta e encontra terreno fértil para semear um futuro a dois. A sensação é incrível. Pergunte a qualquer pessoa que já amou e foi amado qual dos dois sentimentos é melhor? Sem hipocrisia, ser amado é muito bom, mas o equilíbrio está em fazer as duas coisas quase na mesma proporção. Só que o sentimento não tem medida. Nunca se sabe quando acontece aquilo de passar a contar os minutos longe da pessoa e esquecer o calendário quando se está junto. A paixão que brota nos faz perder a noção de várias coisas. Ou trocar as definições. O Norte, agora, é o amado. O Lar é o abraço. O beijo, então, o bilhete premiado da maior loteria do Mundo. Nunca se sabe ao certo quando acontece, mas quando acontece, é indescritível a sensação de ser feliz pra vida e mais um dia.

[ Gustavo Lacombe ]

Começou a venda do meu segundo livro “O Amor é Para os Raros”. Para tê-lo, basta reservá-lo clicando aqui!

Todo Destino que Sonhei Para Nós

Deve estar em alguma gaveta, mas eu sei que está aqui. Pode ser que esteja em alguma estante, numa posta restante, num canto escuro e não-procurado do armário. Deve estar por aí em meio a toda essa bagunça em que se transformou todo o meu viver aqui. Não sei se eu procuro, se deixo se perder. Talvez com uma ajuda eu consiga desesquecer o local onde enfiei tanto sentimento. Talvez com a sua ajuda… O que sei é que ainda o tenho. Eu ainda tenho escrito em algum lugar escondido todo aquele Destino que um dia eu sonhei pra nós dois. Todos os mapas, todas as fotos, todos os devaneios. Todos os sonhos tão ingênuos de um coração que flutuava suspirando e se enchendo de você. Vou acabar encontrando quando eu menos esperar, tenho certeza. Nesse dia, quem sabe eu te ligue correndo e te conte esbaforido sobre a minha saudade, sobre o que eu ainda sinto. Quem sabe até lá nós dois juntos não seja mais um risco para nenhum dos lados. Quem sabe da realidade até lá. Quem sabe!? Se eu encontrar, te aviso. Está por aqui, eu sei, guardado entre as cartas que escrevi e não tive coragem de mandar. Misturado com os beijos que coloquei no papel, mas fiquei com medo de você recusar. Dizem que o Amor não tem pressa. Difícil dizer. Essas pessoas falam tanto sobre Amor sem nem ao menos conhecer. Os efeitos colaterais podem ser coincidentes, mas o Amor faz em cada ser um estrago diferente. Juro que vou achar. Prometo. Antes tarde do que mal entendido: eu sempre te quis. Esse Destino mal traçado num guardanapo não me deixa mentir. Todo esse meu exagero guardado no peito em forma de abraços que não pude te dar, também. Eu vou nos achar.

[ Gustavo Lacombe ]

Mais Acasos

Ninguém sabe o que vem depois da próxima curva.

Ninguém imagina o que pode acontecer na próxima esquina. Então, pense junto comigo, quais são as possibilidade do Amor topar de frente contigo enquanto você, distraído, caminha num parque? Ou de se sentar bem ao seu lado durante um suco num banco de praça? Quais são as apostas do Universo para um encontro casual entre duas pessoas que, ao baterem o olho uma na outra, logo entendam claramente que se querem? Quase nulas, eu diria. Remotas. Escassas. Infinitamente ínfimas. Risíveis.

E riria enquanto penso na possibilidade.

Riria porque não há nada melhor nessa Vida do que lidar com as suas imprevisibilidades. Testar seus “de repentes”, suas jogadas malucas, seus destinos atirados em roleta russa. Certamente eles acontecem. E, então, estando naquele mesmo banco, duas pessoas se encontrariam mal se dando conta da Sorte que deram. Ou do Acaso que eram. Ou do Destino que tiveram. Acabariam se olhando, se cumprimentando com um aceno leve de cabeça, mas não passariam disso. Talvez.

Imagino a raiva que poderia sentir o autor dessa cena ao notar que seus personagens – que sem dúvida deveriam estar exatamente ali – não aproveitaram suas chances! Teria vontade de rasgar o roteiro, rasurar o script ou procurar outras pessoas que se dessem conta do acontecido. Não é todo mundo que aprende a aproveitar chances, abraços e oportunidades. Há quem deixe escorrer pelos dedos e ainda assista impassível, reclamando da falta de atenção.

Ora, criatura, é só fechar as mãos e agarrá-la, sem escapatória!

Só que, de repente, algo aconteceria. Sempre acontece. Algo sussurraria. Algo despertaria. Algo se inquietaria e faria pensar:

– Faz do Acaso, chance. Pegue a Sorte e dance. E o Destino que se manque. A partir de agora, o dono da história sou eu – e agiria.

Mais Acasos poderiam acontecer, mas algo quis que fosse assim. Outras variáveis poderiam ter se encostado, mas de todos os caminhos possíveis, seria esse o apresentado.

Ninguém sabe o que pode acontecer num dia normal. Ninguém pode prever qual a surpresa reservada para ensolaradas manhãs, corridas tardes ou frias noites. Não há premeditação para alguns lances, eles simplesmente acontecem. Assim, não há quem consiga imaginar e adivinhar quem pode se sentar ao nosso lado num banco de praça. Ainda assim, mesmo sem poder prever nada, você sempre poderá escolher o que fazer quando esse Destino, Acaso ou Algo Mais Forte finalmente se apresentar.

[ Gustavo Lacombe ]

#ahlacombe #turnê #MaisAcasos

Para me ler mais:
http://www.facebook.com/GustavoLacombeTextos
Para me levar pra casa:
http://www.bitly.com/LivroLacombe

O Nosso Guri

tumblr_lsp4sxOUFB1qdlsx3o1_500_large

Ele vai sair correndo do quarto e te acordar. Vai subir na nossa cama e te sacudir até que levante e faça o suco dele. Tão crescido, mas ainda tão dependente. Parecerá ter sido ontem que ainda falávamos do nosso filho como um sonho distante. E eu que dei o nome a ele. Você não concordou muito, mas no final até que gostou. Em pé na cozinha num sábado de manhã, sei que não pensará em trocar aquele afazer por mais cinco minutos de sono.

Nosso menino é quem estará puxando a barra do short do seu pijama e sorrindo enquanto esfrega os olhos. Aquela cena valerá tudo. Você irá se virar pra geladeira pra pegar queijo e presunto para fazer um sanduíche e refletirá, diante de chambinhos, chandelles, yakults e toddynhos, que toda a mudança foi muito rápida. Poderá ter levado uns bons sete anos, mas sempre parecerá que foram sete dias.

Voltará na sala para arrumar a mesa e se pegará olhando pra porta do quarto. Pensará que eu podia ter acordado também, mas meu sono (desde) sempre foi mais pesado que o seu. Ah, e o seu sanduíche é bem melhor que o meu. Nosso filho já terá descoberto isso e, por isso, te atacará nessas manhãs. E quando qualquer um de nós demorar a levantar, aí sim, ele lançará uma bomba atômica de pulos bem no meio da nossa cama.

Não haverá quem consiga dormir, né?

Depois de colocá-lo sentado pra tomar café, você se pegará olhando pros porta-retratos. Já te vejo refazendo a trajetória completa da nossa vida nas fotos que insistirão em denunciar que somos felizes. Engraçado, mas porta-retratos sempre soam como pedantes, portadores de uma felicidade que se perdeu no tempo e não voltará. Bobagem.

Essa felicidade estará sempre por aqui, encrostada nas paredes, misturada ao cheiro da roupa limpa e visível nos olhares, que levaremos daqui pro mundo. Da nossa casa para outros olhares. Nosso amor multiplicado. E é o jeito que ele vai te olhar enquanto come aquele sanduíche. É o jeito que ele vai se levantar depois e dizer “obrigado, mamãe”. É o jeito que realizaremos tudo isso que sonhamos e planejamos um dia.

Acontecendo bem diante dos nossos olhos desde o dia em que eu te disse “vem?” e você me disse “vou”.

[ Gustavo Lacombe ]

http://www.facebook.com/GustavoLacombeTextos
@glacombetextos

Tudo tem um Porquê

tumblr_static_tumblr_static__1280

Dizem que tudo acontece por um motivo.

Existem tantos nomes bonitos que damos aos acontecimentos. Destino, sorte, acaso, propósito. Falam também que tudo tem uma razão, mesmo que não consigamos enxergá-lo agora. Quantas vezes você já acreditou em coincidência? Quantas vezes você achou que aquele momento era para acontecer porque você se esforçou, lutou e julgou merecido? Ou, ainda, quantas outras vezes você se pegou falando a expressão “por um acaso…” sem perceber a força dele.

É o que dizem, né?, tudo tem um porquê.

Nem todos os caminhos são escolhidos. Alguns são compulsórios. Somos atirados neles e é preciso esfregar muito bem os olhos para acreditar no que está passando. Outros são verdadeiros presentes que se abrem em forma de oportunidades. É um eterno perde-e-ganha. São passos em trajetórias que nem sempre se mostram fáceis, mas acabam nos desenhando dificuldades. Mostram obstáculos que, para qualquer pessoa que tenha um sonho, se tornarão apenas detalhes.

O que não te dizem (nesses ditados batidos que a rotina coloca nas nossas timelines diárias) é que você sempre pode fazer algo diferente com o que acontece. O jeito que se reage a cada situação pauta como ela será encarada dali em diante. Don Quixote, se o conhecem, via nos moinhos de vento dragões que cuspiam fogo, mas mesmo assim os enfrentava. Um lunático para alguns, um sonhador para outros.

E é exatamente assim. A vida é dividida entre aqueles que acreditam e os que estão ocupados demais desdenhando dos que acreditam.

Claro que sempre surgirá quem diga ter “falta de sorte” ou que tudo aconteceu “porque estava escrito”. Ainda assim, sempre haverá uma história a ser contada sobre como se tentou e batalhou até que aquilo desejado acontecesse. Porque, se você quer muito alguma coisa, não importa quantas derrotas se conheça. Busca-se a vitória.

O que é pedido de nós, em certos momentos, é que não nos prendamos às definições do dicionário para o que ocorre, mas que se encare com determinação e coragem o que aparecer, tendo medo ou não. Felicidade é apenas um ponto de vista pelo qual costumamos não olhar, mas está sempre pronta para aparecer. Arrisque viver.

[ Gustavo Lacombe ]

 

Bom dia, Meu Amor.

tumblr_li0gifFgiM1qcsdtvo1_500

Hoje eu acordei pensando: quantos caras gostariam de ter a sorte de ter alguém especial como você para dar bom dia todos os dias? Fui mais além. Pensei em quantas pessoas gostariam de simplesmente ter alguém para chamar “meu bem”, “meu amor”, ou qualquer outro apelido que viesse logo após um desejo de que o dia seja bom? E, em meio a todos esses pensamentos, entendi mais uma vez o quanto tenho sorte de ter você na minha vida.

Ainda assim, antes da mensagem, procurei uma foto nossa na cabeceira só pra matar a saudade do seu sorriso. Morena, ontem eu reli umas conversas nossas sem querer enquanto procurava pelo telefone daquele amigo que você tinha me passado. Não achei o número, mas fiquei perdido por entre as palavras que trocávamos no antes, durante e depois da conquista. E vi a evolução de um casal.

Quantas histórias não desejariam ser assim como a nossa?

Fico vaidoso pra falar da gente, claro. Vê se eu não sorriria alguns centímetros a mais com o coração a cada vez que toco no seu nome. Insisto, pra quem quer que diga algo sobre nós, que é diferente de tudo que eu já vivi. É sereno e intempestivo. É racional sem deixar de ser emotivo. É lógico com tendências suicidas pra qualquer lado que indique falta de nexo. Aquilo de completar dois seres que já se achavam completos.

Transbordando-os.

Então, pequena, só queria te dizer o quanto me fez bem acordar e entender tudo isso que eu sentia pelo simples fato de lembrar de você. E me dei conta de que todos os dias sinto o mesmo, e que quero sentir isso por todos os meus outros dias. Existente na minha vida por conta de um Destino, Acaso ou algo mais forte. Algo que costumamos chamar de amor.

Bom dia, meu amor.

[ Gustavo Lacombe ]

http://www.facebook.com/GustavoLacombeTextos

Entre a Chance e a Memória

Tente. Você nunca saberá o que pode acontecer.

É contraditório, como muita coisa na vida.

Cada sorriso que ela dava, era mais um erro. Cada vez que o coração batia forte, era mais uma penitência a ser paga. Era como se todo o desejo que ela tinha de se jogar fosse errado. Como se toda vez em que a boca secava e pedia o beijo fosse o exato momento em que ela deveria correr pra mais longe. Era aquele momento descrito nas observações de corpos com forças iguais.

Não poderiam se unir.

Então, suponhamos que o problema ainda seja ela. Que alguma parte solta da história no passado, e que ainda vive em presente, acaba cortando fora qualquer possibilidade de ser feliz no futuro. Peraí, inclusive no presente. Sim, porque, pensa comigo, se livrar de qualquer aresta que faz o coração esbarrar e abrir um corte é uma coisa boa. Poder cicatrizar com felicidade seria melhor ainda.

Só que ela não é ela. Nossa, tá ficando enrolado.

Deixemos assim, ela não pode se entregar por inteira agora – e detesta ser metade. Deixar fluir, hoje, é ter que abrir mão de alguma coisa. E, sem suposições, resolveu largar a chance de ser feliz num curto prazo. E deu inveja dela. Bateu uma coisa de que eu nunca conseguiria ser tão bom assim. Eu não sei se me colocaria tanto no lugar de outra pessoa que abriria mão de uma estrada promissora.

Aí, está, senhores!

Chegamos no ponto sensível. Enquanto esse meu devaneio pela madrugada vai virando um texto, é primordial que vocês entendam: as pessoas que passaram em nossas vidas, se nos deram sorrisos, são tão ou mais importantes do que aquelas que pretendem nos dar novos sorrisos. Há uma gratidão, um quê de muito obrigado pelas experiências e por terem formado a nossa história. E ela tem esse conceito muito forte dentro dela. Entre a chance e a memória, ela prefere estar bem resolvida com a segunda para, enfim, poder se dar à primeira.

Aceitação, é só isso que ela cobra. Não precisa do aval de ninguém, mas a colaboração é sempre bem vinda. Encararia o que aparecesse, mas com uma ajuda fica sempre mais fácil. Ah, se tudo fosse tão fácil. Ninguém disse que seria, certo? Colocar pontos finais é sempre mais difícil que pagar pra ver aonde vão dar as reticências. Mas tem que ser assim. São as suas condições. Quem a aceitaria se ela não fosse ela naquele momento? Fosse uma parte perdida? Não estivesse querendo e, principalmente, podendo viver?

É contraditório, mas aceitando, faz todo sentido.

(Gustavo Lacombe)

“Por onde você andava?”

542347_463710277029590_2133671587_n

A primeira pergunta foi “por onde você andava?” seguida daquela cara de surpresa com um sorriso de mais de metro. Se era falso eu não sei, mas já tinha tomado um susto tão grande com o encontro que preferi não julgar. Olhei prum lado, olhei pro outro e não vi saída. Teria que ficar ali em pé, o tempo que fosse necessário, ouvindo aquele monte de perguntas retóricas e idiotas que  me faria só pra atestar uma coisa: a total falta de desinteresse de ambos os lados. Se em todo aquele tempo a gente não havia se procurado, não seria um esbarrão acidental que mudaria alguma coisa. Pelo menos, do meu ponto de vista, não mudaria porra nenhuma.

Já a segunda questão, depois de eu explicar que tava na vida corrida de sempre, foi “pensei em você esses dias, sabia?”. Não, não sabia. Tô sabendo agora e teria ficado muito grato se você não tivesse me contado. O risinho no canto da boca denunciava a mentira. Eu sabia que fazia aquilo só pra me testar, mas eu fiz aquela cara de quem concorda, acha legal. Tipo quem come sorvete Molico light e diz que tá uma delícia, mas, no fundo, sabe que é uma merda o light e queria mesmo era cair de boca num Kibon de creme e chocolate sem se preocupar com nada. Então, eu queria era ir embora, mas minha mãe não tinha me educado dessa forma.

Pelo menos a terceira pergunta eu ouviria.

Foi aí que veio. Do nada, sem mais nem menos, sem eu conseguir prever, sem pedir licença ou muito menos desculpa pela besteira a ser dita:

– A gente bem que podia sair junto um dia desses de novo, né?

Não! Não pode!, eu gritava dentro de mim. Em menos de um segundo (depois dos outros cinco que demorei para raciocinar o “né” no final da frase) fiquei conversando comigo mesmo: será que já esqueceu de tudo que me fez? Das vezes que os minutinhos de atraso se tornaram horas? Das decepções gratuitas nos dias mais impróprios? Dos comentários sem noção que fazia para rir SOZINHO da minha cara? Das conversas que descambavam pra discussão só porque eu não concordava com algum ponto?

Era preciso piorar a situação. Pegou a minha mão, cheirou, beijou e apertou. Olhou dentro dos meus olhos e repetiu: né?

Houve tempo suficiente para eu fingir um espirro, recolher minha mão e sair com o nariz tampado dizendo que precisava de um banheiro. Nem o lenço que sacou em dois tempos do bolso foi capaz de me deter. Já atravessava a rua e o som dos carros abafou o “eu te ligo” vindo da outra calçada. Sorri por baixo do teatro. De todas aquelas abobrinhas que a gente fala sobre ainda ter o mesmo endereço, o mesmo telefone e a mesma rotina, o outro é que não quis procurar, eu senti um alívio por estar certo de uma coisa. Aquele número não existia mais.

Estava a salvo. Até o próximo esbarrão ao acaso.

(Gustavo Lacombe)