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Saudade: o Melhor Afrodisíaco

Existem diversos tipos de sexo. Alguns melhores que outros, uns sem graça, e até os divertidos. Ainda assim, de todos os tipos existentes, um dos que mais faz explodir o tesão no casal é o ótimo sexo de “fazer as pazes”. Reconciliação, sabe? É quando, depois de um certo tempo separado, os dois resolvem voltar e tentar mais uma vez.

Não existe nada melhor para a libido que a Saudade.

Tive uma das minhas noites inesquecíveis com ela num dia que a gente, depois de um tempo longe, resolveu voltar. Tínhamos saído, tomado algumas caipirinhas e rido muito. Entenda: voltar é uma decisão que precisa ser encarada de frente. Não se pode deixar arestas ou desacertos com o passado. É preciso seguir em frente e mudar o que antes fazia mal.

Porém, nós dois na cama sempre foi algo surreal.

Aquela noite foi a prova. Chegamos em casa alegres, nos beijando e meio despreocupados se fazíamos muito barulho ou não. Claro que tomamos o mínimo de cuidado para não acordar ninguém na casa e na vizinhança. Lembro que colocávamos o colchão no chão para não deixar que a cama fizesse muito barulho. E ela gemia no meu ouvido apenas.

Fizemos Amor com gosto. A posição preferida dela era a mesma que a minha, mas a gente ia mudando conforme dava na telha. Lembro da cara dela quando me olhava e pedia para eu ir lambendo do queixo dela até lá embaixo. E, também, de como ela pedia pra eu fazer devagarinho. Mesmo depois da separação, parecia que o tempo não tinha passado. Intimidade sempre é o segredo.

E se você me perguntar o que mais me marcava em nós, era o jeito com que ela pedia pra eu soltar todo o peso do meu corpo em cima dela depois do amor feito. Depois do gozo, com os dois dando risinhos um pro outro e as declarações sendo feitas. Suados, acabados e transpirando toda a vontade represada por aquele tempo afastado.

No dia seguinte, sentados à mesa do café, ela vira pra mim e diz: – Não devia ter dado pra você ontem, mas o álcool tirou a minha inibição. Eu ri. Perguntei se ela tinha se arrependido e ela respondeu que não. Todo aquele desejo do outro guardado. Toda aquela saudade que precisava sair de algum modo. Toda aquela paz sentida depois de uma noite fazendo Amor.

Era Saudade demais pra nos segurarmos.

[ Gustavo Lacombe ]

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(Per)feita pra mim

Eu nunca fiquei com ninguém só por causa da estética. Talvez tenha tido alguns daqueles casos de uma noite em que a única coisa importante era o que a pele sentia, mas não passava disso, sabe? As relações que fiz questão de construir foram com pessoas que iam muito além de qualquer padrão de beleza. Até porque, ser bonito pode servir para muitas coisas, mas ainda não é o suficiente para render uma boa conversa.

Não vou virar pra você, então, e dizer que ela não é linda e que só estamos juntos por conta do papo cabeça que temos. Claro que não. Ela também sabe conversar sobre outras besteiras. Ah, e tem o fato de eu achá-la bonita também. E, somado a isso tudo, o jeito fácil com que ela coloca sorrisos no meu rosto e toda retribuição que eu tenho vontade de dá-la.

Relacionamento é bem mais que olhar no espelho e ver um casal bonito, imaginando que as pessoas vão elogiar ao colocar uma foto na Internet. É a conexão, sabe? É o bem mútuo que nós fazemos e que nós empenhamos em sempre melhorar. Olha ela ali: ela é linda. Brinco com ela dizendo que sou tão fã da bunda dela quanto dos olhos. São tão alucinado pelas coxas dela quanto pelos momentos em que dividimos nossos sonhos e fazemos nossos planos.

E eu não me sinto melhor que ninguém por ter encontrado algo tão sincero assim, entende? Tem gente que se gaba, tem aqueles caras que ostentam a mulher, tem umas meninas que se enciúmam por qualquer coisa e dizem “é meu homem”. De verdade? Ninguém é dono de ninguém e a gente sabe disso. Amor é a liberdade de poder partir, mas escolher ficar. É abraçar os defeitos, trabalhar o que for ruim e construir algo todo dia.

Ela tem um monte desses pequenos defeitos, e eu também. Nossas falhas se atraem. Mesmo assim, ela é um exemplo de tudo que um cara poderia querer ter na vida. Eu nunca conseguiria ficar com alguém que fosse só uma embalagem bem montada. Precisa ter algo mais lá dentro, né? Concordo que para procurar e meio que exigir isso, é preciso também ter tudo isso para oferecer. É uma via de mão dupla. Sei que não existe essa coisa relacionamentos perfeitos, mas tudo fica mais fácil quando as duas pessoas se esforçam para dar o melhor de si mesmas.

Eu tenho uma puta sorte, eu sei.

Ela não gosta quando eu elogio ela assim, mas eu a acho um ser humano irretocável. Olhando daqui ela parece perfeita. Perfeita, sim. Pelo menos pra mim.

[ Gustavo Lacombe ]

“Destino, Acaso ou Algo Mais Forte”, meu primeiro livro, ainda pode ser encontrado aqui:
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O Cheiro do Teu Cabelo

Eu sinto falta do cheiro do teu cabelo.
De como ele grudava na minha camisa e, mesmo que longe, parecia que você ainda se aninhava no meu peito e me olhava. E, logo depois, começava as suas frases com aquele apelido que só você usava. Aí, aquela imensidão de fios caía sobre mim quando se mexia e vinha pra cima. A boca, sempre quente, se abria para o beijo no exato instante em que passava a perna, parecendo querer me prender.
Podia ser no sofá, nas almofadas jogadas no chão da sala ou na sua cama que, de tanto ranger com nós dois, teve o colchão promovido ao nível do solo. Imagina se a gente iria querer acordar quem estava no quarto ao lado, né? E, depois de todo amor feito, eu te abraçava, sentia teu calor e não me preocupava com o suor que escorria nos nossos corpos.
Quando me levantava, dava de cara comigo no espelho do banheiro. Por vezes me peguei olhando dentro dos meus próprios olhos e dizendo “você tem muita sorte, cara”. Olhava pra trás, te via de costas e nua. E, quando você virava, percorria meus olhos por toda a sua extensão. Pernas, coxas, barriga e colo, mas meus olhos sempre paravam nos seus cabelos.
Mesmo depois de analisar nariz, queixo, boca e olhos, eu ainda tinha fascínio pelos cabelos. Lugar preferido de pouso das minhas mãos (ainda que teu quadril, bunda e peitos fizessem forte concorrência). Ali, elas se embolavam e ficavam. Tal qual alguém que se embrenha num labirinto sem querer achar a saída, esse era eu nos teus lençóis, sem querer encontrar despedida.
Os dias facilmente poderiam se resumir a nós dois. Literalmente dentro de você, além da morada que um já tornara o coração do outro, vivíamos o ápice de um amor tão surrado, maltratado e acostumado a idas e vindas, brigas e reencontros, mal entendidos e explicações, mordidas e sopros, saudades e chegadas, choros e risos, acasos e o cumprimento de um destino.
Eu sinto falta do cheiro do teu cabelo.
[ Gustavo Lacombe ]
“Destino, Acaso ou Algo Mais Forte”, meu primeiro livro, pode ser encontrado aqui:
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Aqui Só é Permitido Sentir

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Nós temos a terrível mania de querer colocar em palavras as coisas que sentimos. Tentamos traduzir uma sensação, mas é quase impossível certas vezes. Como definir uma coisa que simplesmente bate? Assim, simples assim. E, mesmo com toda a dificuldade em fazê-lo, insistimos na questão. Acho que essa é uma necessidade do ser humano em querer entender e rotular o que nasce no peito, mas sem perceber o quão absurdo isso pode soar. Certas coisas não podem ser ditas, apenas sentidas.

Um olhar demorado, por exemplo, pode ser o estopim para algo muito maior. Olhar daqueles, do tipo que parece ultrapassar qualquer barreira e só para quando enxerga o fundo da nossa alma. Torna-se o ponto de partida para uma corrida louca das mais variadas atividades sensoriais em nossos corpos. Somos atravessados sem chance de defesa.

Acontece um estranho pensamento. É aquilo de te fazer pensar no passado, presente e futuro ao longo de toda a duração da conexão. Cogitar caminhos, fazer planos em milésimos e acreditar estar de frente com alguma porta se abrindo. Isso tudo em apenas um olhar, que não se contenta e escorre.

Desce pelo rosto e se condensa em sorriso como um movimento natural. Não se sabe com qual velocidade se abre, mas só o notamos quando ele já está sendo mostrado sem pudor a todos em volta. Pode ser que, então, os olhos se apequenem nessa hora. No meio dessa dança, aos poucos, o olhar vai se dissipando. Quando termina, deixa o produto final de seu encontro: o bem que uma pessoa nos proporciona. E esse bem fica latente, visível.

Mesmo sem conseguir explicar, ainda assim tentamos. Repete-se um “não sei” acompanhado de um “sei lá” e, pra terminar, coloca-se um “foi diferente”. Minha vontade é colocar uma placa de “Bem-vindo ao Mundo do que não tem tradução”.

Ou “aqui só é permitido sentir”.

E o mais engraçado nisso tudo é que eu mesmo agora acabei de tentar definir com vocábulos o que senti e sinto toda vez que ela me olha. Mania terrível, mas eu já sei que todo bem que ela me causa aparece num sorriso. Sorriso esse que traduz a indescritível sensação de estar exatamente ao lado de quem desperta só coisas boas em mim. Uma coisa que bateu e até hoje lateja. Assim, simples assim.

[ Gustavo Lacombe ]

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Saudade de Você, um Buraco em Mim.

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Estão faltando seus olhos no espelho do banheiro. Seja retocando a maquiagem ou simplesmente se olhando enquanto escova os dentes e se pergunta se aquela olheira um dia sai. As noites são sempre curtas ao lado de quem a gente ama, eu sei. Falta também o teu cheiro no grudado no lençol. Aquela essência tua que fica por dias na roupa de cama e que sempre penso três vezes antes de botar pra lavar. Penso que podia ter teu corpo aqui marcando o tecido do sofá.

Queria você ali jogada ou deitada no meu colo pedindo cafuné.

Eu tô querendo pedir mais do teu carinho. Mais de nós dois. Esse sentimento tão maluco que se fez presente em mim de uma hora pra outra tem me feito pensar em “antes” e “depois” de certas coisas. Você como marco zero da felicidade. Sinto muito a sua falta, sabia? Tipo, quando você começa a pegar no sono e eu me mexo na cama, até a tua reclamação de “fica quieto” me dando um soquinho no braço me faz sorrir. Ou, então, quando pede pra eu desencostar no meio da madrugada dizendo que está com calor.

Fico imaginando ouvir teus passos pelo corredor, torcendo pra que não seja o vizinho, mas uma visita surpresa. Queria que o olho mágico te colocasse do outro lado da porta agora. “Meu bem, só vim te ver”, seria tua fala. Ou não falaria nada e já chegaria me agarrando pra gente colocar o amor e a vontade em dia. Tem faltado tuas palavras na minha rotina, o ventinho que sai da tua boca enquanto fala e que me faz sorrir só de ouvir o som da tua voz.

Sinto isso tudo, mas você sabe o quanto sou reticente para começar a declamar “não sei viver sem você”. E, aqui, já ouço todo o teu discurso sobre como é preciso manter a individualidade de cada um. Até desses teus monólogos eu tenho saudade. Paro pra te escutar e viajo. Fecho os olhos e te vejo. E viajo de novo.

Falta um monte de coisa, mas sobra saudade.
Saudade de você, um buraco em mim.

[ Gustavo Lacombe ]

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Penso em você, Sorrio.

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Fico me rindo sozinho aqui no quarto enquanto lembro nós dois. A porta entreaberta parece que de repente se abrirá com você por detrás dela, já me olhando com aquela cara de que sabe o que vai acontecer. Você não tem ideia de quantas miragens eu tenho contigo ao longo do dia. Reflexo de uma saudade que insiste em me abraçar toda vez que você se afasta, eu sou esse cara que olha pro teto e se pega recordando.

E desejando que você estivesse aqui exatamente agora.

Não importa se a gente se viu ontem. Você sabe, meu bem, que nunca se mata o tanto de vontade que se represa. Ainda que eu tenha todo tempo do Mundo pra te amar, um segundo longe já vai bastar pra imaginar que poderia ter sido mais. Ter feito mais. Acho que toda essa vontade é da loucura de se entregar e poder encontrar abrigo na sua reciprocidade.

Já cansei de te ouvir me chamando de bobo com os olhos nos meus. Boca na boca, coroa minha bobeira com um beijo. Me belisca, te escrevo numa mensagem. Diz que é de verdade, peço noutra. E você escreve aqueles “hahaha” seguidos que me fazem querer sua risada ao vivo. Acontece outra miragem e parece que consigo ouvir o som do seu sorriso se abrindo. E fecho os olhos querendo te ver.

De novo, sorrio.

Enfim, levanto. Meu dia começa do mesmo jeito que terminou o outro: pensando em você. Astral diferente, qualquer problema que aparecer vai ser pequeno. E se dizem que acordar sorrindo já um jeito de ganhá-lo logo cedo, é melhor ainda por ter você como motivo.

E, de novo, sorrio.

[ Gustavo Lacombe ]

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Retribuição

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Então deixa eu te beijar até você sentir vontade de tira a roupa

 

Você me olha de um jeito e é certo: eu não vou parar. Continuo por conta do bem que você me faz e por tudo que tem me feito sentir. É uma forma de carinho. Você acha que vale a pena interromper nesse momento? Claro que não. E, logo depois, sei que você vai acabar falando. Vai verbalizar o que seus olhos já gritam.

Continuo porque teu sorriso me dá combustível pra encarar todo o resto. E você não sabe a delícia que é te ver perdendo o fôlego e abrindo a boca em risos e sons. Faço por isso, pra te dar um pouco do prazer que tenho por te ter comigo. Às vezes, quando estou longe, tenho a sensação da tua mão me percorrendo e fecho os olhos para aproveitar a miragem.

Agora, tão perto, não paro até que seja feito que for da tua vontade e o corpo se dê por satisfeito. Acho, às vezes, que se nos esforçássemos mais para colocar alegria na vida das pessoas que gostamos, só por compensar o presente de tê-los, seríamos seres melhores. E eu não vou parar. Continuo até que você se ria toda. Até que eu consiga te mostrar o tamanho do carinho.

Porque tudo isso que faço é mais uma tentativa de retribuir o prazer de ter você comigo.

[ Gustavo Lacombe ]

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A Responsabilidade de Fazer alguém Sorrir

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De repente, eu me senti responsável pelos sorrisos dela. Não só pelos sorrisos, mas por ela como um todo também. Se alguma tristeza se apresentava, me prontificava a ajudar a espantá-la. O bem-estar dela era parte fundamental no meu. Fui percebendo que, do mesmo jeito que me entregava, ela também se doava. Era um querer bem mútuo, recíproco e lindo.

Assim, os sorrisos em nossos rostos eram primordiais. E eu é que passei a considerar os dela a parte essencial da minha guarda. Eu, Cavalheiro Real da Felicidade. Longe de ser príncipe, mas com toda a vontade de fazer dela rainha. Aqueles sorrisos eram o reflexo da nossa felicidade e sintonia.

É claro que não podia controlar todos e determinar o momento em que cada um deles apareceria. Até porque, os de nervoso ou os amarelos, por exemplo, nada tinham a ver comigo. O que me esforçava, então, era para que, quando a gente estivesse junto – fosse fisicamente ou apenas em pensamento, pudesse proporcionar momentos bons ou memórias melhores ainda.Me forçava a cumprir algumas expectativas, armar surpresas.

Com isso tudo, só enxergava um único caminho possível: o de fazer aqueles olhinhos se fecharem mais vezes de tanto sorrir.

Como um abraço gostoso que fecha alguém contra o peito e demora tempo suficiente para se tornar um lar, fiz de mim a casa de coisas boas pronta a recebê-la e torná-la moradora pelo tempo que quisesse. Com a responsabilidade de tê-la em minha vida e perpetuar o brilho, dos olhos e do sorriso.

[ Gustavo Lacombe ]

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Algo em Você Mudou Algo em Mim



Pode ter sido o teu sorriso. Tão branco, tão singelo, tão singular. De uma penetrabilidade na minha falta de sabedoria em o que fazer depois de vê-lo. Tenho certeza de que quem escreveu o verbete “emudecer” no dicionário certamente falava do que acontecia ao se deparar com teu sorriso. Tão lindo, hoje tão meu.

Pode ter sido o teu jeito de falar meu nome. O som de cada palavra saindo da sua boca. A sua voz que, às vezes, me paralisa, outras me inspira. Já ouvi meu nome sendo dito por muitas pessoas, mas nenhuma fez como você. Até quando eu levo bronca sua me pego sorrindo ao te escutar chamando meu nome por inteiro.

Pode ter sido seu abraço. Tão apertado querendo renegar conceitos imortais e fazer com que dois corpos ocupem o mesmo espaço. Liberando endorfina ao juntar teu calor com o meu e me fazer conhecer um bem tremendo só de sentir teu coração batendo em (des)compasso com o meu. Só de te ter pertinho assim, pode ter sido.

Pode ter sido, quem sabe, teu jeito comigo. Jeito de amiga, de passar gostoso a mão na cabeça na hora de um carinho e de puxar a orelha na hora de uma briga, mas sempre me mostrando o que levar de aprendizado. Jeito de menina, de pedir pra não ficar te olhando, de ficar sem graça quando te chamo de gostosa. Jeito de amante, de me puxar os cabelos, de me pedir beijo e de fazer amor comigo.

Pode ter sido a tua simples presença. As mudanças decorrentes do nosso encontro, as revoluções que fez na minha vida, o sentimento tão verdadeiro e profundo que me fez sentir. Tenho certeza de que foi algo em você, mas nunca saberei explicar o real motivo. Talvez seja até fácil distinguir o momento em que confirmei tudo, mas nunca saberei o que, de fato, me fez te amar.

Pode ter sido um detalhe, e amo cada parte sua. Pode ter sido o todo, e te amo por inteira. Pode ter sido algo que nem ao menos eu tenha percebido, e você sabe que às vezes eu sou distraído. Pode ter sido alguma das coisas que eu falei, mas é difícil ter sido uma só.

Podia ter sido qualquer outra coisa. Certamente é você.

[ Gustavo Lacombe ]

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Sobre ter Tesão em Você de Qualquer Jeito

fanfiction-iron-man-burning-1671098,270220141734 Você volta suada de um treino e diz que vai pro banho. Não deixo. O rabo-de-cavalo pingando evidencia que hoje foi pesado e eu até sei o quanto você quer se livrar dessa roupa molhada. Sem problema. Eu ajudo com isso. Me coloco entre a porta e teu corpo melado, agarro pela cintura e logo sinto os soquinhos nas minhas costas em protesto.

– Perdeu, meu bem – eu digo enquanto deixo meu olhar cair no teu.

Te deito no chão e começo a beijar a sua nuca. Mais protestos. “Eu to fedida”, manda. Não me importo. Mesmo. Você é linda de qualquer jeito. E meu tesão por você é maluco também. Ainda mais com esse top decotado e essa calça de ginástica. Não sei os outros caras com suas namoradas e afins, mas eu tenho um tesão do cacete quando te vejo assim. 

Relaxando aos poucos, os beijos vão ficando mais longos. Percebo o quanto te incomoda marcar a minha roupa de suor, o quanto quer descansar depois do treino. Peraí, falta só mais uma série comigo. No chuveiro.

– Vem – digo levantando ela é já tirando a roupa.

Você ri. Levanta uma sobrancelha, me chama de bobo, e pergunta como é que qualquer coisa sobe te vendo naquele estado. Eu rio junto. Isso é vontade misturada com amor e outras coisas mais.

Eu não te desejo apenas maquiada e pronta pra uma festa. Eu te quero suada, ensaboada e te usar como loção pós-barba. Quero te passar em mim, quero ser teu perfume, quero você. Quero você, repito, e especifico: de qualquer jeito que você queira se mostrar pra mim. Te quero no quente, no frio.

– Péra, tá muito fria a água – você fala.

Que a Companhia de água nos perdoe, mas nós dois no banho nunca será economia. Lá vamos nós pro chão do box. Outra ginástica aeróbica no teu dia.

– Eu tava toda suada – manda.
– E linda – eu rebato.
– Eu só queria um banho, mas aí… – diz no pé do meu ouvido.

Só um banho.
E olha no que deu.

[ Gustavo Lacombe ]

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