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Podemos Ir Para Onde Quisermos

Lembro que uma vez eu te disse que teríamos de enfrentar esses dias e sobreviver à distância. Lembro que minha meta era te manter interessada. Interessada em mim, em estar comigo, no meu papo, no nosso encontro, nos nossos beijos, na nossa verdade. Verdade essa que fomos descobrindo, pouco a pouco, ser as mãos entrelaçadas e os corpos juntos naqueles beijos que nos fazem ficar bambos.

Pernas e risos frouxos.

Recordo também que ousei ao ponto de querer mapear seus sorrisos e te dizer quando e como cada um deles aparecia. Essa visão, da sua boca escancarando os dentes e emitindo aquele som tão característico da sua risada, me faltou por tempo suficiente para eu saber que é exatamente esse som que poderia ouvir em looping. Ad infinitum. Exageradamente repetido na minha rotina.

Sabe, sei que te disse que os outros notaram a minha mudança. Não fui eu quem falou, apenas olharam pra mim e disseram. “Nossa, tem alguma coisa em você de diferente”, chutaram. Acertaram fácil. Minha mudança é a sua chegada. Meu olho brilhando é o teu efeito. Meu mundo ganhando outra cor é tua aquarela de uma nova perspectiva pra tudo. Um horizonte novo se abrindo lenta e gradualmente.

Já te achei, não tenho mais pressa.

E cá estamos nós. Podemos ir aonde quisermos. Agora sei. Sei que não nos apaixonamos de graça, sei que tudo na Vida pode ter um propósito e, se não tiver, podemos tratar de dar propósito à tudo. Se não foi pra me ensinar novamente a sorrir, tenho certeza de que foi algo muito perto disso. E me desculpa se ainda exagero diariamente ao tentar descobrir.

Sei que ainda virão outros dias que teremos de enfrentar, outros medos que teremos de superar e outras distâncias que teremos de suportar, mas se podemos seguir para onde bem entendermos, ficarmos juntos é apenas uma questão de querer. E eu quero. Muito. Quero ir até onde puder. Até onde você quiser.

Simples assim.

[ Gustavo Lacombe ]

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Todo Amor aos Exagerados

Sou uma exagerada por natureza. Gosto da intensidade dos momentos e acabo colocando tudo isso nas minhas palavras. Meu namorado às vezes se assusta, mas entendeu que é coisa minha.

Faço drama, faço cena e só não me jogo no chão porque na escola de teatro que freqüento a gente aprendeu que algumas coisas podem soar desesperadas demais e beirar o cômico.

Quero convencer, não ser palhaça.

O que mais pega nisso tudo são as coisas que digo sobre o Bem que ele me causa. Só que não é mentira.

Quando eu viro e falo que ele é o melhor cara que já passou na minha Vida, não quer dizer que ele seja perfeito, mas que a gente se deu bem o suficiente para construir algo. Quando falo “se Saudade matasse, eu morreria todo dia de saudade de você”, nada mais é que meu corpo e meu coração desejando estar sempre perto.

Minha mania é ser exagerada e meu vício são aqueles dois braços passando por mim e acabando em mãos nas minhas costas. Juntando tudo isso, dá uma reação que beira clichês e frases de efeito que me fazem uma boba perto dele. Exageradamente apaixonada e feliz.

Sem dúvida alguma, sei o quanto sou a mulher mais sortuda do Mundo.

[ Gustavo Lacombe ]