A Minha Paz Não Vale uma Discussão

Eu nunca conseguiria me sentir inteira numa relação que me faz ser metade. Não saberia olhar com o mesmo carinho depois do “troca essa roupa”, “lava esse batom”, “refaz a maquiagem”. Antes de aprender o que é o Amor com alguém, já descobri faz tempo o meu próprio sentimento. Antes de ser um bom par, eu tive que entender o que é ser singular. Quando ouço as histórias, então, penso que acabei dando sorte. Passei por poucas situações embaraçosas, mas não consigo dizer ao certo se estava errada ou não.  E todas elas foram provocadas por um ciúme bobo, que gerou uma certa insegurança e foi devidamente acabado com uma conversa. Ao mesmo tempo que acho que romantizam demais, também demonizam demais o ciúme. Mas o foco aqui não é esse. Quando digo que dei sorte foi por sempre apostar em namoros com quem me fazia rir de chorar, me alegrava só com um bom-dia num bilhetinho e me dava a certeza de que um abraço era o lugar mais confortável do Mundo. Acabei conhecendo o “fim” porque uma hora se entende que as mudanças chegam e que caminhos nem sempre andarão lado-a-lado. Fui feliz. Sou feliz. Pretendo continuar sendo. E isso nada tem a ver com estar com alguém ou não. Isso tem a ver com selecionar com carinho as pessoas que me cercam, podar as arestas que aparecem e prezar pela paz. A minha principalmente.

[ Gustavo Lacombe ]

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O Sorriso com Milhões de Megatons

Megaton é uma unidade de medida que serve para descrever a quantidade de energia que é liberada durante uma explosão. A gente conhece o termo quando estuda história e vai falar sobre armas nucleares ou numa outra aula que vai tratar dos cálculos matemáticos da coisa.

Eu, eterno aprendiz dos mistérios da Vida, descobri que só é possível medir os sorrisos dela dessa forma. Só dela. Sorriso diferente, como o da musa inspiradora do escritor Hugo Rodrigues – capaz de atingir oito graus na escala Richter. O dela, sorriso mais lindo que já vi, que vem acompanhado da capacidade de destruição de qualquer concentração, plano ou itinerário previamente estabelecido.

Muda completamente o que se pensa do Mundo, as certezas que se carrega e deixa uma pergunta no ar enquanto detona toda a sua beleza em mim: onde é que ela estava esse tempo todo? Não sei, mas foi apenas depois da explosão que fez-se surgir uma paz em mim que até aquele momento não havia conhecido. Paz que sempre me enche o peito quando relembro nós juntos. A paz de querer apenas os olhos, os braços, o som da risada e o jeitinho de falar que ela tem.

E junto dos megatons de energia que provocam arrepios espetaculares no meu corpo, veio a calma de ver sumindo os meus medos, os meus receios, as mágoas passadas, os casos mal amados, o tempo que pareceu desperdiçado. O sorriso dela, de força incontrolável, derrubou muros que isolavam minha coragem de viver algo novo; construiu as pontes necessárias pra um outro caminho.

Engraçado, mas foi nessa coisa de explodir tudo de ruim que ainda insistia em cultivar em mim que ela fez brotar algo ainda mais forte. Algo que a cada sorriso eu fico imensamente feliz de carregar em mim.

[Gustavo Lacombe ]

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