Imagem

Solteira, sim; Solidão, Nunca.

As perguntas são sempre as mesmas. Eu até entendo a pressão que a sociedade faz, que a minha mãe faz, que as minhas tias fazem. Entendo porque pra muita gente a felicidade está associada a ter alguém do lado para chamar de “meu bem” e não gosto de ficar perdendo meu tempo discutindo sobre como essa expectativa e essa projeção é ruim. Acho que a gente tem que levar o que acredita sem querer doutrinar ninguém a pensar igual.

Entretanto, o que realmente me deixa nervosa é quando começam a fazer aquela cara de “coitadinha dela” pra mim. Já me disseram “nossa, deve ser horrível não ter ninguém para ir ao cinema contigo”. Eu rio porque lembro de umas três amigas que estão sempre indo comigo no shopping aqui perto para pegar as sessões mais lotadas e fazer comentários durante todos os filmes. Ah, e uma delas ainda me pega e deixa em casa – coisa que ex-namorado nunca fez.

Horrível, né?

A questão não é ter alguém, ir a pé, ver um filme, curtir uma balada, sorrir com alguém. Veja bem, o ponto aqui nem ao menos é arrumar uma pessoa para dar uns beijos na boca. Isso eu tenho. Um cara que cura o meu tédio? Tem. O que está em jogo aqui é toda essa idealização que o povo faz de que só é feliz quem arrumou um amor. Essa é uma das maiores besteiras que existe, mas você pode parar de ler se não quiser saber o que eu acho.

Repito: não gosto de fazer a cabeça de ninguém.

Acredito que, sim, estar apaixonado e ter alguém é lindo quando isso faz bem. Se for só para aporrinhar, eu fico com as minhas amigas que me entendem bem, meu brigadeiro, meu crossfit, minha rotina e não preciso de ninguém que atrapalhe. Só isso é o que eu penso. Não preciso que as pessoas pensem igual, mas não quero que elas projetem as opiniões dela na minha Vida. Eu sou solteira, sim; conviver com a Solidão, nunca.

Existem outros amores. Família, amigos, hobbies. O Amor não pode ser tratado como um objetivo de vida, uma meta. Eu já amei e fui amada, já sofri e vivi o lado bom da paixão. E sei que foi super importante passar por tudo isso. Sei que tudo pode acontecer muito rápido e virar minha cabeça, mas hoje tudo que eu quero é manter o meu sorriso no rosto.

E quem chegar não pode ousar em mexer com isso.

[ Lacombe ]

“Destino, Acaso ou Algo Mais Forte” e “O Amor é Para os Raros”, meus dois livros, estão disponíveis aqui: bit.do/Lacombe

Com você eu vivo, Sem você sobrevivo.

  

Eu poderia muito bem viver sem você. 

Não sou daqueles que chega ao ápice do drama e diz que “eu não vivo sem você”. Vivo, só não faço isso muito bem. Sobrevivo. Sou capaz de levar alguns dias em seqüência sem que sequer me dê conta da sua falta, mas inevitavelmente uma hora a conta chega. Procuro alguém pra contar minhas besteiras, pensar comigo os assuntos e dividir coisas novas. Não acho ninguém. 

Não é que eu busque você em outras pessoas, tente achar as suas qualidades e defeitos num novo encontro. Nada disso. É que me falta você. Para o bom e para o ruim, para a alegria e para a tristeza, para o dia a dia e para os planos. Sim, já disse que poderia passar por tudo sem a sua presença novamente aqui. Ainda respiro, ainda busco meus objetivos, ainda trilho meus próprios caminhos e assim vou vivendo, mas de mão de dada com meu ego. 

Aliás, travo brigas homéricas com ele sobre se devo ou não te procurar. Quanto mais eu digo que quero, mas ele me nega a necessidade disso. Minha cabeça me faz imaginar meu corpo em outros abraços, mas sempre acabo fantasiando tudo contigo no final. Eu estou levando, só não estou fazendo isso muito bem. Por mais que alguns dias sejam bons, percebo que eles são todos muito iguais. Falta a graça da coisa. 

Viver sem você eu até consigo, mas é que a vida é muito melhor com você aqui perto de mim.

[ Gustavo Lacombe ]

Me siga! Instagram: @glacombetextos / Twitter: @guslacombe

Quer ler mais de mim? Meu livro pode ser adquirido aqui: http://www.bitly.com/LivroLacombe