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Coisas Que Só Você Faz

Você pode ler esse texto ao som de “Coisas Que Só Você Faz”, de Diego Cruz.

Sempre que me pergunto se a Sorte existe, abro um sorriso ao ver teu rosto aparecer na minha memória. Distraio por alguns segundos e fico impressionado com a naturalidade que a vontade de te encontrar me toma. Corro meus dedos apressados pelas nossas mensagens antigas, pelas últimas fotos e, sem resistir, envio um “oi”, só pra marcar presença no teu dia. Esse desejo, essa urgência, esse Amor.

São coisas que só você faz.

Lembro que há um tempo meus planos eram um pouco diferentes. Sonhava com coisas pra mim, objetivos meus e não julgava possível caber mais alguém. Não por egoísmo, mas porque não imaginava que fosse aparecer uma pessoa na minha vida para mudar isso. Não achei que num espaço tão curto de tempo pudesse aparecer quem mexesse com tudo que até aquele momento eu conhecia. E você me chegou.

Bonito é o sentimento que passa a fazer parte da gente sem esforço, se ajeitando no abraço e se sentindo bem-vindo a cada beijo. Feliz daquele que, assim como eu, encontra algo novo a cada retorno, que aprende a ter Saudade e que faz da presença os segundos mais especiais que já existiram. E se isso tudo que disse aqui for uma questão de “sorte”, então eu sou a pessoa mais sortuda do Mundo.

Simplesmente por ter você.

E eu ainda poderia desfilar uma série de outros argumentos pra tentar explicar o quanto você me faz bem, o quanto preencheu vazios em mim e foi a melhor coisa que me aconteceu, mas deixo que o silêncio dos nossos abraços apertados se falem. Jogo a responsabilidade de decifrar que bem incomparável é esse para nossos loucos momentos de paixão. Deixo que o entendimento seja feito pelas nossas mãos dadas. E aonde você quiser me levar, eu vou.

São essas coisas que só você faz.

[ Gustavo Lacombe ]

Mais Acasos

Ninguém sabe o que vem depois da próxima curva.

Ninguém imagina o que pode acontecer na próxima esquina. Então, pense junto comigo, quais são as possibilidade do Amor topar de frente contigo enquanto você, distraído, caminha num parque? Ou de se sentar bem ao seu lado durante um suco num banco de praça? Quais são as apostas do Universo para um encontro casual entre duas pessoas que, ao baterem o olho uma na outra, logo entendam claramente que se querem? Quase nulas, eu diria. Remotas. Escassas. Infinitamente ínfimas. Risíveis.

E riria enquanto penso na possibilidade.

Riria porque não há nada melhor nessa Vida do que lidar com as suas imprevisibilidades. Testar seus “de repentes”, suas jogadas malucas, seus destinos atirados em roleta russa. Certamente eles acontecem. E, então, estando naquele mesmo banco, duas pessoas se encontrariam mal se dando conta da Sorte que deram. Ou do Acaso que eram. Ou do Destino que tiveram. Acabariam se olhando, se cumprimentando com um aceno leve de cabeça, mas não passariam disso. Talvez.

Imagino a raiva que poderia sentir o autor dessa cena ao notar que seus personagens – que sem dúvida deveriam estar exatamente ali – não aproveitaram suas chances! Teria vontade de rasgar o roteiro, rasurar o script ou procurar outras pessoas que se dessem conta do acontecido. Não é todo mundo que aprende a aproveitar chances, abraços e oportunidades. Há quem deixe escorrer pelos dedos e ainda assista impassível, reclamando da falta de atenção.

Ora, criatura, é só fechar as mãos e agarrá-la, sem escapatória!

Só que, de repente, algo aconteceria. Sempre acontece. Algo sussurraria. Algo despertaria. Algo se inquietaria e faria pensar:

– Faz do Acaso, chance. Pegue a Sorte e dance. E o Destino que se manque. A partir de agora, o dono da história sou eu – e agiria.

Mais Acasos poderiam acontecer, mas algo quis que fosse assim. Outras variáveis poderiam ter se encostado, mas de todos os caminhos possíveis, seria esse o apresentado.

Ninguém sabe o que pode acontecer num dia normal. Ninguém pode prever qual a surpresa reservada para ensolaradas manhãs, corridas tardes ou frias noites. Não há premeditação para alguns lances, eles simplesmente acontecem. Assim, não há quem consiga imaginar e adivinhar quem pode se sentar ao nosso lado num banco de praça. Ainda assim, mesmo sem poder prever nada, você sempre poderá escolher o que fazer quando esse Destino, Acaso ou Algo Mais Forte finalmente se apresentar.

[ Gustavo Lacombe ]

#ahlacombe #turnê #MaisAcasos

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Jogue Suas Mãos Para o Céu e Agradeça

Levanto todos os dias as mãos para o céu e agradeço. Como naquela música antiga que a moça vive me repetindo para ser grato. Algumas canções tem o poder das orações. E fecho meus olhos, me vem o teu rosto, sorrio. Pensar que há quem rode o Mundo inteiro procurando o que temos aqui bem perto. Demos sorte, eu sei. Encontramos um no outro motivos suficientes para seguir em frente e realizar objetivos aos montes, como par. E talvez não exista coisa melhor nesse Universo do que entrelaçar meus dedos com os seus, entrar no seu abraço e me sentir em casa.

Nos braços da Paz.

Ensaio mais alguns clichês no espelho do banheiro e deixo que no canto da boca um sorrisinho se mostre. Sei que, talvez, você revire os olhos e ache graça. Nem todos os dias são de romantismo, mas meu Amor patológico me faz soltar essas pérolas em alguns momentos. Relembro nossa trajetória se ouço alguma música, identifico nos casais de filmes, novelas e afins alguns lances de nós. Fico me perguntando se todo esse ciúme é normal. Se todo esse querer é normal. Se tudo isso que nasceu em nós é normal.

Amar é um dos sentimentos mais primitivos. Não é apenas privilégio dos humanos. E, de novo, lá vou eu conviver com o meu riso solitário ao comparar toda a irracionalidade que pode acontecer com os seres apaixonados. É certo que eu preciso, todo dia, agradecer por viver essa loucura de te pertencer. Se as pessoas (re)descobrissem o quanto é apavorante, estranha e gostosa a sensação de se jogar do precipício e apenas confiar que alguém está lá embaixo, certamente se entregariam mais vezes sem pensar no possível arrependimento.

Apenas pensariam na felicidade.

Feliz mesmo com todos os problemas, que sem dúvida surgirão. Feliz mesmo com os erros, que de qualquer forma aparecerão. Feliz mesmo com os obstáculos, que sem pestanejar apresentarão. Feliz sem a utopia de querer algo redondinho, perfeitinho, bonitinho. Feliz porque são duas pessoas em busca de um bem comum, ainda que encontrem divergências na maneira em fazer, demonstrar e significar esse “bem”. Duas pessoas que, como nós, aprenderam com o apertar da saudade que a delícia do beijo deve ser valorizada.

Que me seja perdoada toda a falta de objetividade e a andança em círculos nesse tão longo espaço só pra dizer três palavras tão curtas, mas imensas em seu sentimento. Eu te amo. E como apenas escrever e/ou falar não são maneiras suficientes de dar vazão ao carrega o coração, todos os dias jogo minhas mãos para o céu e agradeço por te ter. É você quem eu gostaria que estivesse sempre comigo em qualquer lugar, com qualquer sorriso, por qualquer motivo.

[ Gustavo Lacombe ]

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Tudo tem um Porquê

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Dizem que tudo acontece por um motivo.

Existem tantos nomes bonitos que damos aos acontecimentos. Destino, sorte, acaso, propósito. Falam também que tudo tem uma razão, mesmo que não consigamos enxergá-lo agora. Quantas vezes você já acreditou em coincidência? Quantas vezes você achou que aquele momento era para acontecer porque você se esforçou, lutou e julgou merecido? Ou, ainda, quantas outras vezes você se pegou falando a expressão “por um acaso…” sem perceber a força dele.

É o que dizem, né?, tudo tem um porquê.

Nem todos os caminhos são escolhidos. Alguns são compulsórios. Somos atirados neles e é preciso esfregar muito bem os olhos para acreditar no que está passando. Outros são verdadeiros presentes que se abrem em forma de oportunidades. É um eterno perde-e-ganha. São passos em trajetórias que nem sempre se mostram fáceis, mas acabam nos desenhando dificuldades. Mostram obstáculos que, para qualquer pessoa que tenha um sonho, se tornarão apenas detalhes.

O que não te dizem (nesses ditados batidos que a rotina coloca nas nossas timelines diárias) é que você sempre pode fazer algo diferente com o que acontece. O jeito que se reage a cada situação pauta como ela será encarada dali em diante. Don Quixote, se o conhecem, via nos moinhos de vento dragões que cuspiam fogo, mas mesmo assim os enfrentava. Um lunático para alguns, um sonhador para outros.

E é exatamente assim. A vida é dividida entre aqueles que acreditam e os que estão ocupados demais desdenhando dos que acreditam.

Claro que sempre surgirá quem diga ter “falta de sorte” ou que tudo aconteceu “porque estava escrito”. Ainda assim, sempre haverá uma história a ser contada sobre como se tentou e batalhou até que aquilo desejado acontecesse. Porque, se você quer muito alguma coisa, não importa quantas derrotas se conheça. Busca-se a vitória.

O que é pedido de nós, em certos momentos, é que não nos prendamos às definições do dicionário para o que ocorre, mas que se encare com determinação e coragem o que aparecer, tendo medo ou não. Felicidade é apenas um ponto de vista pelo qual costumamos não olhar, mas está sempre pronta para aparecer. Arrisque viver.

[ Gustavo Lacombe ]

 

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Loucura Dele

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Quando eu coloquei aparelho ele me disse que eu tinha ficado linda.

Idiota, né?, eu pensei. A boca toda arreganhada e doída por conta dos ferrinhos e ele vem debochar?! Mas, pra minha surpresa, ele não estava. Lembrei do primeiro dia em que ele me viu depois de um banho tomado e o cabelo “ao natural”. Ondulado que só, longe da escova que costumo fazer, ele soltou – outra vez – o “que linda”. Nossa, o que esse cara tinha?

Tinha amor. Tinha paixão. Tinha sentimentos e esperanças depositadas no que estávamos começando e hoje se consolidou. E, mesmo assim, tem vezes que eu duvido quando ele fala sobre mim só porque 1) eu sou desconfiada, 2) ele pode estar tentando só me agradar, 3) eu sei que não sou. Bom… Paciência! Cada louco com a sua loucura.

Ainda bem que eu sou a dele.

Um dia ele cortou a boca sem querer no aparelho. E riu. Não fez cara feia, não ficou chateado comigo e nem fez uma piadinha de “tira logo esse treco” (não nessa hora). Apenas olhou pra mim e mandou “agora faz um corte aí também e a gente faz nosso pacto de sangue”. Sério, de onde vinha aquele bom humor todo eu não sei.

O pior eram os dias em que eu estava pra baixo ou irritada e ele vinha com aquele sorriso lindo, o carisma de sempre e a disposição de me fazer mudar. Aguentava umas cinco patadas até me olhar e dizer “olha, o mundo não devolve coisas boas se ficarmos tratando quem amamos desse jeito”. Eu jogava uma almofada nele e me impressionava com a sua capacidade de fazer brotar um sorriso até nos dias mais cinzas.

Acho que dei sorte, sabia?

Algumas amigas já me perguntaram se ele tem algum primo, irmão ou até um amigo parecido. Não fisicamente, mas no jeito. Quando estou sozinha digo que ele não é nada de demais e elas que não convivem para conhecer os defeitos, mas no fundo fico feliz. Agora, quando me falam isso e ele está presente, eu me derreto.

Porque ele se antecipa e diz:
– Só um grande amor faz o homem ser homem para tratar uma mulher como ela realmente merece ser tratada.

Aí, faz uma pausa e responde, enquanto me olha:
– E ela é meu grande amor.

Cada louco com a sua loucura. E – ainda bem – que eu sou a dele.

(Gustavo Lacombe)

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