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Acreditar em Sonhos

Eu preciso que você acredite em mim.

Eu sou seu próximo sonho. Não tô falando da vontade de comer sorvete ou do desejo de sair por aí sem rumo com a necessidade de voltar pra casa. Eu sou aquele que te faz levantar, que te dá um motivo pra continuar e que continua martelando na sua cabeça todos os dias a seguinte pergunta: como será um possível realizá-lo?

Você pode estar se perguntando o porquê de estar aqui cara a cara comigo e sendo obrigado a aceitar que aquela Coca gelada num dia de muito calor não é passível de virar um “não seria um sonho!?” que a gente sempre diz quando quer desesperadamente algo imediato. Confuso? O que quero te dizer é que eu sou aquilo que te faz querer viver. Aquilo que te dá um Norte, uma direção e propósito.

Entende como é raso me comparar com um refrigerante que se acaba em cinco minutos?

O recado que quero te dar hoje é: continua acreditando em mim. Por favor. E não digo isso porque sou bonzinho com você, mas porque eu não quero morrer. Eu preciso que você creia, que você continue me alimentando, que você continue buscando (do seu jeito, tudo bem) uma maneira de fazer dar certo. Ou eu nunca mais vou poder ter a chance de acontecer.

E digo isso porque não importa que outra pessoa sonhe parecido. Não importa que alguém pense ou queira algo similar. Eu, você e nosso futuro juntos só pode ser escrito, vivido e presenciado caso nós dois estejamos lá. Não adianta querer ser uma coisa e essa coisa ser de outra pessoa. Ela se transforma e vira algo completamente diferente. Você é o único representante na face da Terra de mim. E eu, como parte interessada, sei que não tenho muito que falar além de “siga me buscando”.

Não pense que eu não entendo as frustrações.

Se fosse por nós, isso tudo aqui já teria acontecido FAZ TEMPO. E falo isso sem medo de errar, mas as coisas não acontecem no momento exato em que pensamos “poxa, seria incrível me tornar agora quem eu quero ser daqui a 10 anos”. É preciso um acordo com o Tempo. E, olha, eu falei com ele esses dias e ele se mostrou completamente de acordo – contanto que façamos a nossa parte. Eu te motivo, você não desiste. Ok?

Eu preciso que você acredite. Até porque aqui cabe aquela frase de uma música famosa que eu nunca entendi, mas agora percebo que se trata disso: se não eu, quem vai fazer você feliz? Siga. Continue. Vamos juntos. Até o final.

( Gustavo Lacombe)

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Eu que Já te Amo Tanto

Parece que eu ainda tenho um tanto pra te dizer, um tanto pra ver ao teu lado, pra viver contigo. Parece que todo tempo junto foi pouco e o que vem pela frente me traz uma ansiedade que há muito tempo eu não sentia. Talvez seja do tanto que te quero e como diz um poeta que gosto (ou acho que ele diga algo assim), já te amo tanto e ainda nem te amo tudo. É por aí. O mais incrível do Amor, e que a gente vai descobrindo conforme o vive, é que se transforma, se expande, se refaz, se renova. E não importa o quanto eu já tenha sofrido, amado, caído, levantado; parece que sou novo de novo. O sentimento tem esse poder mesmo e é uma dádiva poder encontrar alguém que te faça sentir-se assim. Há quem rode o mundo e nunca mais encontre. Há quem desista. Há quem viva sem dar valor. E eu tenho a sorte de ter você. “Obrigado” parece pouco, até engraçado, mas diz do tempo que estamos juntos – suficiente pra te marcar na minha história, curto pra dizer que é o suficiente. Por fim, gosto de ir tateando o futuro e ir descobrindo que nos meus dias tem sempre um tiquinho a mais de você, de nós, e que a saudade será sempre o reforço da certeza do quanto nos queremos. Saudade essa que sinto dos momentos já passados, “sorridos”, amados, juntos. Saudade do que ainda vem, do que vai ser e do muito que queremos construir. Espero que numa vida dê tempo.
 
[Gustavo Lacombe]
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Menção ao amigo @lucaoescritor
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Seu Futuro Não é Essa Dor

Eu queria poder arrancar do teu coração essa dor que te causaram. Esse descaso. Essa falta de carinho. Descobrir uma sacanagem não é em si a pior parte, mas sim a certeza de que o outro não levava tão à sério o sentimento como você levava. É o “tanto faz” que mata. Desculpa dizer isso, mas tenho quase certeza de que se ele virasse e dissesse “eu me apaixonei por outra pessoa” doeria menos. E seria assim porque ao menos há um sentimento que justifique. Essa indiferença é foda. Essa sensação de que não foi porra nenhuma, de que era a mesma coisa que nada. Agora? Só o tempo. E eu sei o quanto é estranho pensar que vai passar. Alguém que era tudo e preferiu ser… pois é. Se foi ontem e ainda doer hoje, não tente não sentir. Digo isso porque varrer pra debaixo do tapete só te fará mais mal. A dor é inevitável, mas seguir é prioritário. Deleta, bloqueia, manda à merda, queima com as amigas, não toca mais no nome, joga fora as recordações, ocupa aos poucos a rotina com outras coisas. Talvez dê vontade de tomar um porre, ligar pra um contato, fazer uma merda por aí. Talvez dê vontade de sair correndo e parar na frente da casa dele. Você vai viver o misto dessas sensações e eu entendo até se disser que já passou por isso. A gente se machuca quando se entrega. E não nos entregamos só uma vez na vida. O trincado fica no coração, mas a cola é amor. Próprio. Teu futuro não é isso, sabe? Amanhã doerá bem menos e você vai ver que um pé torcido é pior. Tem que ser pior do que esquecer alguém que te faz tanto mal. No fundo, fica aquela sensação de que “se livrou”. Demora até perceber isso, mas quando bater vai te encher de um jeito que o sorriso voltará inteiro ao teu rosto e talvez você nem se lembre – da dor, porque de certa forma toda decepção fica. Desculpa afirmar isso, mas não foque no deu errado. Veja o quanto você esteve certa e continua ao seguir teu rumo. Vai viver tua vida e construir tua história. O que deu errado vai ser só um tijolinho. Daqueles que a gente passa e nem vê.

[ Gustavo Lacombe ]

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Fotos Antigas

Outro dia respondi a pergunta se ainda sentia algo por você. Não, eu não sinto. Sinto uma pontada de que poderíamos ter sido mais, mas que não fomos por algum motivo. São os desencontros que não valem a pena serem mencionados aqui. Mas eu relutei até ter coragem de apagar todas as suas fotos. Até conseguir me desfazer de memórias vivas que ficaram atiçando as memórias que existem dentro de mim. É impossível não vê-las e passar incólume. Volta e meia eu me arranhava quando abria o rolo de câmera. Hoje, enfim, apaguei. Deletei aqueles sorrisos, aquelas imagens, até aqueles nudes. Eu vou lembrar pra sempre e obviamente do teu corpo no meu, da tua boca na minha, da minha boca em outras partes tuas e tudo vivido. Isso nem mesmo uma lavagem cerebral apagaria. Eu só não preciso carregar essas evidências comigo. Eu não preciso topar com nossos sorrisos quando vou mostrar algo aos amigos ou contar de uma viagem que fiz para alguém novo. Eu desejo e espero que você esteja bem, sem carregar nada de ruim aí dentro e sendo a pessoa maravilhosa que conheci. Foi foda ter que deletar as mensagens no início, foi difícil ficar sem falar contigo, foi estranho te ver sumindo dos meus dias. Foi necessário apagar esse restinho pra ter certeza de que podemos ter sido muito, mas hoje já não somos mais nada.

[ Gustavo Lacombe ]

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O Amor Move o Mundo

O Amor move o Mundo.

Pelo menos o meu mundo é movido pelo Amor. Ele que me dá forças para levantar da cama e me faz querer dormir para descansar e, no dia seguinte, continuar a caminhada. Amor aos sonhos, aos projetos, a tudo que faço e sei que ainda devo realizar. Um sentimento que me aquece a alma e me faz persistir, resistir, querer evoluir.

Se é fácil lidar com ele? Fácil é, o problema é que nem todo dia é bom. Acho que falta as pessoas admitirem isso para elas mesmo. Nem todo dia será levado com um sorriso no rosto e a certeza da vitória. Pode ser muito lindo o discurso de “você precisa ser grato!”, mas não é simples. Em alguns momentos eu quero jogar tudo pro alto, ligar o “foda-se” e sucumbir.

Até que penso em como será a minha vida sem fazer o que eu faço.

Acho que eu poderia ser qualquer outra coisa. Poderia ser médico, engenheiro, professor de educação física, dono de uma loja de roupas importadas da Bolívia, vendedor de sanduíche na praia em parceria com a minha Avó, ou qualquer outra coisa. Só que escolhi escrever. Escolhi sentar na frente do cursor piscando e da folha em branco e ficar matutando o que seria despejado ali.

Criatividade ou suor, só eu sei o quanto sangro pra fazer isso. Ou quanto entrego de mim. E quanto isso me preenche. E como eu nada seria se não tivesse a escrita. Se não fossem as palavras. E isso, sim, é o Amor que eu sinto pelo que eu faço. Amor que é retroalimentado pelo sentimento que carrego por quem me cerca – e isso vale para todos, até quem eu não conheço, mas que de certa forma é impactado todos os dias pelo que eu faço.

Eu poderia ser o que for e, quer saber, sendo escritor eu posso ser qualquer coisa através dos meus personagens.

É essa empatia que eu busco sempre. Aprendi a escrever mais sensações do que características mais palpáveis. Ah, e isso foi uma das maiores lições que aprendi com o sentimento. O Amor não é cego, ele só não tem olhos carregados de pré-julgamentos como certas pessoas. Ele sabe bem onde encontrar suas razões para amar e, não raramente, esquece de nos explicar. Dane-se, ele diz. Para se amar não é necessário longas explicações, apenas sorrisos sinceros.

E é esse mesmo Amor que move o Mundo. Que faz pessoas ignorarem distâncias, passarem borrachas em passados e seguirem firmes naquilo que acreditam. Que define segundas chances, horas de partir e momentos certos (ainda que precipitados ou com algum tipo de medo). Que nos diz quando cair de cabeça ou recuar um pouco. Que está (ou deveria estar) em tudo.

Por fim, sei que não sentimos exatamente da mesma maneira, mas chegamos perto quando tentamos resumir tudo em palavras. Os “depende” da Vida são fornecidos pelas circunstancias em que nos encontramos e que definem nossas ações, mas que acabam apenas contribuindo para que voltemos na afirmação inicial.

E sem Amor nós nada seríamos.

Torço para que todos descubram o que amam. E amem sem medo algum de serem feliz.

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Um Fim Sincero É Melhor Que Ter Uma Sacanagem de Pretexto

“Eu gosto de você, mas não posso ser o que você quer agora”. Talvez essa seja uma das desculpas esfarrapadas mais sinceras que eu conheço. A pessoa sai algumas vezes contigo, demonstra um tipo de querer mais profundo, mas uma hora se vai. Você, que já criava aquela expectativa de de poder se render e se jogar, fica com a mala semi-pronta e o coração na mão. Mas é bom, sabia? É bem melhor ver alguém pular do barco num momento precoce que ver alguém desistindo de algo maior. Sei que batemos muito na tecla do Amor, mas estamos querendo-o a qualquer custo. De qualquer maneira. Estamos colocando num lugar especial quem não deveria nem ser cogitado lá. E a culpa é de alguém? Não acredito em “culpa”, se é que você me entende. Se relacionar, amar, se entregar, saber se é a hora ou não, tudo isso é de um jogo social que demora até aprendermos a praticar. E não tô falando que precisamos saber momentos exatos de enviar mensagens, fazer “joguinhos”, fingir-se de morto ou fazer falta. Tô falando que na experiência empírica do Amor é difícil mesmo começar a compreender os sinais de que alguém não está tão a fim assim de você ou se é algo mais que uma paixonite. Quando se trata de algo já construído e que os dois veem como uma relação certa, sou sempre o primeiro a reforçar a necessidade da preservação e do bom funcionamento para ambos. Só que, sendo alguma coisa rasa, que um dos dois decidiu abrir mão por saber que só iria haver machucados e sabendo que não queria estar mais ali, o fim talvez seja uma das coisas mais incríveis que alguém pode dar. Um fim sincero, justo e sem muito drama. Sem uma sacanagem para servir de pretexto. Um ponto final que, quase sempre, nos dá a chance de começar outra história.

[ Gustavo Lacombe ]

 

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As Migalhas Que Você Aceita

Eu sempre fico triste quando você me diz que ele te quer por perto, mas que não abre mão da liberdade encontrada na vida de solteiro dele. Fico triste porque você se coloca nas mãos de um cara que não faz questão alguma de te assumir, de te dar colo, de ser bem mais que um sexo certo. Te vejo fazendo uma força descomunal para encontros, saídas e motéis que, depois de chegar em casa, apenas arrastam o teu psicológico pra um período de abstinência. Talvez ele seja teu vício. Mania. Costume. Dose temporária de algum carinho que nem sei se outra pessoa te propõe, mas que cegamente você acredita só encontrar naqueles braços. Não quero ser cruel ao dizer isso tudo. Não quero ser alguém que prefere te ver mal que com ele, mas esse argumento de que você não aguenta ficar longe é o pior de todos. Ele te separa da coisa mais preciosa dentro de um relacionamento à dois: a felicidade. Percebe como que “ser feliz” e “estar com alguém” são coisas que caminham juntas, ainda que possam ser vividas separadamente? Claro, eu posso ser feliz sozinho como posso ter alguém e ser infeliz. Olha pra você: tem metade do homem, fica feliz por alguns instantes, mas depois se vê sozinha e lutando para ter as migalhas do afeto, os restos da atenção. Ele não vai deixar um sábado à noite com os amigos por você. E nem vai te levar junto. Você já não é mais tema das conversas de família. Você não ocupa mais um lugar na agenda ou na rotina. É sempre “vamos ver quando dá”, “a gente combina”, “tá de bobeira hoje?”. E, do lado de cá, somos nós, seus amigos, que aturamos tuas crises, teus choros, tuas ligações depois de ver alguma foto com alguma garota em algum lugar. Aturamos porque te amamos, mas dá vontade de te sacudir algumas vezes e dizer “por que você não engole esse amor e aprende a se valorizar?”. Eu tento, garota, mas ninguém desce amor-próprio goela à baixo de alguém. Talvez você precise quebrar (mais) a cara. Eu vou estar aqui pra te ajudar sempre, mas não posso calçar seus sapatos e andar pro rumo que eu julgo melhor. Eu fico triste? Fico, mas tenho certeza de que nunca é tarde para abrir os olhos. Um dia você vai ver que sentir amor por uma pessoa é uma coisa, ter um relacionamento com ela é outro. E, quando só um lado gosta, é impossível ir a qualquer lugar.

[ Gustavo Lacombe ]

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Que Diferença Faz!?

Qual a diferença se fulano ama alguém do mesmo sexo ou do outro? Qual a diferença se sicrana se agarra com uma mulher ou um homem no escuro do seu quarto? Ontem eu vi um amigo postar sobre Amor e perder seguidores. Não, não acho que você seja obrigado a aceitar e gostar de tudo, mas a respeitar sim. Posso te falar uma coisa? Sempre existiu. Tudo isso que está aí, do que você defende ao que você ataca. Sempre esteve. E, te garanto, sempre foi amor, prazer, sexo. Promiscuidade. E fácil taxar alguém de outra orientação e não perceber que o cara que dorme com 5 mulheres diferentes em 3 dias também caberia numa definição assim. Ou será que cabe? Acho que deveríamos cuidar mais de nossos próprios rabos antes de sair por aí cheirando e denunciando o dos outros. Acho que temos de enfrentar mais os nossos próprios preconceitos e ver que não será uma cara feia ou uma opinião “abalizada” que mudará alguma coisa na vida de alguém. Olha, eu aprendi que toda repressão sempre tem uma reação, e essa reação pode te afastar de pessoas ou te colocar no centro de uma briga. Brigar pra quê, se estamos falando de Amor? Juro, eu não consigo entender. E se vierem argumentar que não pode se beijar escandalosamente em público, que não pode ser visto de mais dadas e que não podem assumir, vou sempre responder: qual a diferença que isso faz pra você? Um casal se agarrando na rua pode ser de mal gosto independente do casal. Andar de mãos dadas é carinho. Quantos pais não fazem questão de manter isso com os filhos? E amor não é crime para ter que “assumir” nada. Vamos pregar a maior religião que existe: o Amor. O resto é preconceito. E se surgir a pergunta no final, não, eu não sou gay, só defendo o direito das pessoas amarem quem elas quiserem. E isso não muda nada na minha Vida. Que sejam felizes. Que gozem. Que aproveitem. Até por que, quem goza não inferniza a Vida alheia. Nem denuncia textos. Nem perde tempo torcendo contra algo que nem lhe compete. Sejamos Amor. Vistamos Amor. Vivamos o Amor.

#aaaaaahlacombe

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Alguns Términos São Livramentos

É muito estranho ver alguém se distanciar e dar mais alívio que saudade. Alguém que era tão próximo, que sabia tanta coisa de mim, mas que foi apertando tanto a rotina que sufocou os pensamentos, diminuiu todos os espaços e acreditou que cercar alguém era amor. Era, sim, mas… sei lá. Fica um gosto esquisito na boca do fim. Entendo quando alguém me olha e diz “você se livrou”, mas não é assim que o coração percebe a realidade. Entende? Talvez alguns dedos apontem e digam que era abusivo. Abusivo uma ova. Problemático, quem sabe, mas eu fui me sujeitando e, quando vi, aceitava coisas porque gostava. Aqui, mais uma vez, dirão “abusivo”. Ainda me parece estranho. Vi uma vez numa revista que algumas pessoas vivem essa situação e não percebem. Precisam que alguém de fora diga, mostre e, em certos casos, tire daquela realidade. Mas por quê? Se o outro me prometeu mudar, por que não acreditar? Cheguei a me comparar várias vezes com várias outras amigas que viviam coisas piores. Nunca apanhei, nunca deixei de sair. Tinha que aturar ciúmes e desconfianças, mas que casal não passa por essas coisas? Quando eu dizia que era “complicado” terminar, muita gente me falava que eu é quem complicava tudo. Não sei. Sei que hoje me sinto assim, com mais alívio na alma do que peso na consciência. Mais vontade de viver essa nova fase do que saudade do que passou. Ficam as lembranças, claro, mas não consigo deixar de achar estranho. E pensar que, no final das contas, nem fui eu quem colocou o ponto final. Vai entender. Talvez fosse tão maluco que tudo foi meio fora de lugar e de ordem. Talvez eu tenha me livrado mesmo, falta apenas descobrir.

[ Gustavo Lacombe ]

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Desce Que Eu Tô Te Esperando

Eu tô parado na porta do teu prédio sem coragem de dizer “desce”. Então, resolvi escrever. Resolvi dizer que eu não tô aqui embaixo tentando te convencer a nada, mas tentando mostrar que eu gosto. Não falo que é pela enésima vez que eu faço isso porque a proposta hoje é justamente outra: viver o começo de nossas vidas deste ponto em diante.
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O que passou vai ficar de bagagem, certamente, mas não será o bastante para que ofusque o nosso sorriso. Acredito que um dos grandes problemas que as pessoas levam seja o fato de que passados mal resolvidos e sentimentos deixados à míngua sem suas devidas decisões continuam reverberando e causando estragos no tempo presente.
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E fica impossível seguir.
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Então, ao entrar no elevador, venha certa de que tudo poderá continuar no mesmo lugar e as cores ainda serão as mesmas, mas nossos corações terão mudado e nossos olhos passarão a enxergar tudo de maneira diferente. E mesmo que no início não pareça, com o tempo e a prática nós conseguiremos. Eu tenho certeza que só a vontade de fazer dar certo já é mais que meio caminho andado.
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Minha mão estará aqui nos piores momentos. Meu ombro, meu colo. Meus pés poderão servir de apoio e não duvide e um dia for preciso te tomar em meus braços para que você perceba que nenhum medo será maior que nós. Não vamos conseguir mudar o Mundo, mas teremos chance de mostrar a todos o poder do sentimento.
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O maior exemplo que se precisa.
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E se mesmo dizendo tudo isso ainda for preciso admitir o óbvio, admito que estou tão nervoso que não sei como simplesmente dizer “te quero comigo”. Quero e não há outro desejo tão forte quanto este. Eu quero que a Vida siga, mas quero que ela siga com você. Tô aqui.
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Desce?
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[ Gustavo Lacombe ]